Política

Laços com Portugal e Angola catapultaram Patrice Trovoada  

 

Nascido no Gabão e falando português com influências fonéticas francesas, Patrice Trovoada granjeou em São Tomé e Príncipe uma imagem de “francófono” que os seus adversários exploram contra si. No caminho de regresso à chefia do governo, desencadeou esforços para realçar as afinidades pessoais e políticas com Angola e Portugal, países com elevados níveis de aceitação na sociedade e na população.

Segundo o “África Monitor Intelligence” a escala de Patrice Trovoada em Luanda, na sua viagem de regresso de Lisboa a São Tomé, teve como objetivo vincar a importância que atribui a Angola como parceiro do seu país, daí retirando esperados proveitos políticos e eleitorais.

Em Luanda, encontrou-se com o Vice Presidente, Manuel Vicente, e falou ao telefone com Vieira Dias “Kopelipa”, na ocasião ausente da capital. Na viagem, efectuada numa aeronave alugada, Trovoada fez-se acompanhar por quatro deputados portugueses: Mário Ruivo e João Portugal (PS), Nuno Serra (PSD) e Ribeiro e Castro (CDS).

O propósito imediato do convite aos deputados terá sido o de tentar dissuadir, por meio da sua presença, eventuais “procedimentos” das autoridades contra si próprio, ditados por acções judiciais que lhe foram movidas; num plano mais vasto, pretendeu igualmente promover a ideia de que cultiva laços especiais em Portugal – de onde procedia e onde estivera retirado desde 2013, adianta o Africa Monitor Intelligence.

A presença dos deputados trazidos pela ADI causou incómodo nos restantes partidos. O presidente são-tomense, Manuel Pinto da Costa, criticou os parlamentares portugueses, que acusou de “sujarem o nome” do país.
Aura de “vítima” de Trovoada

Vencedor das eleições legislativas de 12 de outubro com maioria absoluta, Trovoada conduziu uma campanha com uma dinâmica de vitória que o regresso ao país, a 3 de Outubro, acentuou. A figura do ex-Primeiro-Ministro foi um dos principais factores de mobilização da campanha do ADI, tendo em conta a popularidade de que goza.

A prolongada ausência no estrangeiro a que se remeteu esteve ligada a vicissitudes que lhe conferiram aura de vítima, incluindo o afastamento coercivo do poder, processos judiciais, acusações de existência de um clima interno de marginalização ou perseguição contra elementos do seu partido, etc. Em consequência, o seu regresso acabou por ter um carácter “messiânico”.

A campanha do ADI também se revelou superior à dos seus adversários em termos de capacidade financeira e organizativa. O MLSTP/PSD e PCD/GR, principais adversários, também mostraram dispor de fartos meios financeiros, especulando-se que tiveram origem em Angola.

Outro trunfo para Trovoada foi o desgaste político-eleitoral provocado pelo governo de coligação. Osvaldo Vaz, o candidato a Primeiro-Ministro apresentado pelo MLSTP/PSD não se revelou mobilizador, tal como António Dias, do PCD/GR.

Fonte  ; ÁFRICA MONITOR INTELLIGENCE

 

    7 comentários

7 comentários

  1. Bintoudjallo

    27 de Outubro de 2014 as 1:09

    P.T., para além de transformar STP em Dubai, qual é o seu programa, à realizar durante o seu mandato?
    Quando é que o P.T. conta apresentar-se junta da justiça do país STP, para explicar e esclarecer sobre os seus actos(desvios de dinheiro, negociatas duvidosas e obscuras e tantos outros cambalachos que lhe São atribuidos….se foi à esta situação de se apresentar junto da justiça pelos actos que reprovam, que o P.T. tomou como perseguição, é de facto da actualidade, porque ainda não foi tratado. Aliás, porque não foi ainda responder do que lhe acusam? Porque continua com esta arrogância em relação a sua conduta perante a justiça são-tomense? Porque não a respeita como qualquer outro cidadão? Vocemesse devia dar exemplo, mas infelizmente não é o caso…ao contrário, o P.T. não respeita nenhuma lei de STP….até um dia!

  2. BÔ BUIÀ

    27 de Outubro de 2014 as 9:56

    Senhor Bintoudjallo, não se faça de demente! Ou se é, é urgente consultar a um médico. Pois está completamente obcecado e parado no tempo. A tática usada pelo teu governo e amigos forjando processos judiciais contra Patrice, foi percebida até pelo cidadão comum e severamente sancionada na urna! Por isso meu amigo, se continuares preso a este triste episódio que custou derrota pesada aos políticos que orquestraram essa bandidagem vais passar ficar para trás e o mundo vai desabar sobre ti! Abre olho, mano! Vem para O ADI como muitos andam agora a fazer antes que o raio te consome debaixo da árvore onde estás!

  3. gostei

    27 de Outubro de 2014 as 14:14

    BO BUIA, você falou e disse. Falou BONITO. Assino em baixo. GOSTEI

  4. Justino Matos

    27 de Outubro de 2014 as 17:29

    sr Bintoudjalou porquê o sr não se cala? Nojento os seus comentários. Faça-nos um favor… desapareçam o sr e o seu governo pelo menos por 4 anos que o povo agradece, seu casmurro. Tela Non não tem meio de bloquear este ASNO?????

  5. luisó

    27 de Outubro de 2014 as 18:37

    Não se chateiam manos.
    Um destes dia vamos ver o novo governo dizer que descobriu isto e aquilo do que saiu e que vai mandar para a justiça para averiguar e acusar.
    É sempre o mesmo, quem sai acusa e quem saiu é acusado.
    PORQUE SERÁ ?

  6. Trovoão

    29 de Outubro de 2014 as 11:37

    Ó Bintoudjallo,se não te cuidares terás sérios problemas psiquiatricos.Tanto ódio e inveja mata!!!

  7. João Trovoada

    30 de Outubro de 2014 as 15:02

    Povo do meu pais…Este PATRICIO TROVOADA,por acaso ja respondeu a Justiça?

    Como podemos ter um 1MINISTRO,quando ele ainda não foi houvida aos Tribunais?

    Ele tem falado tanto e esquece que tem um processo judicial contra ele.
    *
    Aonde anda a nossa Justiça povo?

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