O Regresso dos Falcões e dos Comissários Políticos

Após cinco anos de uma ausência forçada, acabei de chegar de férias, vindo de S.Tomé e Príncipe. Mais concretamente do Príncipe. Pela primeira vez, indo da Europa para Príncipe, não saí do aeroporto internacional de S.Tomé. Ou seja, só passei por S.Tomé, em trânsito, indo para o Príncipe, e no regresso só pude estar, também, algumas horas nesta nossa ilha maior. Com pena minha, digo isto, porque tenho grandes amigos em S.Tomé com quem gostaria de ter estado e trocado algumas impressões sobre a nossa realidade política, socioeconómica, cultural e de outro género e, eventualmente, matar algumas saudades.

Tudo isto só foi possível porque o Príncipe parece-me fadado, nos próximos tempos, para ser uma centralidade, em alguns domínios, no contexto nacional, se estiverem reunidas algumas condições, cujos traços embrionários começam a se manifestar e carecem de consolidação.

Tendo chegado ao meu Príncipe, num sábado que a gravana roubou para se fazer notar, serviram-me, como entrada, o Djambi. Sim, Djambi! Lá fui eu, com três simpáticas companhias, inicialmente numa carrinha e, posteriormente, com ajuda de lanternas de telemóvel, abrindo caminho através de mato cerrado, até ao paço do senhor Betu Celú, protagonista-mor desta nossa forma de expressão cultural. Não vale a pena relatar o que vi naquele ritual fantástico, para além do ritmo frenético e contagiante de diversos tambores e um canto específico, algumas vezes no crioulo forro (será inovação ou desconhecimento meu?) e numa outra língua que não descortino a origem, que poderiam contribuir para roubar a alma de qualquer homem ou mulher séria.

Na semana seguinte, a Dêxa chamou por mim. Lá fui eu, refeito de uma nostalgia que quase me roubou algumas lágrimas, na companhia do meu grande amigo, Pina Gil, perscrutar alguns segredos do lungu´yê que o compasso dos tambores e a alegria da corneta iam roubando das bocas das melhores cantadoras do grupo Modéno. Ai, depois de vencer uma timidez inicial e ao contrário daquilo que acontecera no Djambi, deixei de fazer o papel de contemplador curioso e atento e passei a ser um participante indiscreto e comprometido. Juro que nunca tinha tocado tanto tambor da Dêxa como desta vez. A mesma coisa acontecera, também, no dia de São Lourenço. Na ilha, já me acham um exemplar tamboreiro do “Nós Por Lá”.

Alguns dias depois, na companhia da minha mãe, visito um casal amigo da família, na zona de S. João, e o registo do diálogo foi todo ele feito no crioulo cabo-verdiano. A noite terminou com Tchabeta que mobilizou uma claque importante em torno de batucadeiras que transmitiam brilho, energia e muito ritmo.

No dia seguinte Vindes Menino saiu de casa e no outro Bula Ué de Abade fez-se mostrar e, no outro, ainda, a Puíta fez tremer os alicerces do antigo mercado do peixe. A tarde deste mesmo dia passei-a na companhia do outro grande amigo, Métxi Jujú, no Mira Rio, em torno de uma conversa interessante sobre o lungu´yê. 

O Danço Congo meteu férias, desta vez, por motivos compreensíveis e já há planos, para a reintrodução da Tragédia Marquês de Mântua, neste passeio cultural do Príncipe em Agosto.

É este o meu Príncipe que não tem “medo de existir” e se vai (re) construindo a partir do momento que decidiram aumentar, paulatinamente, a temperatura do cadinho que suporta a sua essência inicial.

O Príncipe é, neste momento, um centro importante de manifestação e expressão cultural e linguística e não creio que haja muitos países ou regiões no mundo, com a sua dimensão populacional e territorial, com os mesmos sintomas.  

Mas a surpresa agradável destas férias, foi a constatação, in loco, do regresso dos falcões ao Príncipe. Sim, falcões! Estando a acompanhar a recolha final dos pares de São Lourenço, após a entrada do Almirante Balão em cena, na zona do cemitério regional, juntamente com o meu grande amigo, Miguel dos Prazeres, este apontara para o céu fazendo-me crer da presença de um falcão solitário no espaço aéreo, exibindo as suas grandes asas, num exercício provável de identificação de uma suposta presa que se exibia no solo nas imediações do referido cemitério. Não acreditei. Era impossível acreditar! De facto, desde os finais da década de 70, do século passado, que, aparentemente, os falcões desapareceram do Príncipe e nunca mais foram vistos, pelo menos com esta frequência e indiscrição. Mas, para surpresa minha, lá estava o referido falcão a se exibir no céu mostrando toda a sua imponência e beleza. Pensei que se tratava de um fenómeno casual sem qualquer consistência.

Mais tarde, já no aeroporto regional, de regresso para S.Tomé, um velho amigo dos tempos da Quinta de Santo António, Maurício, que também estava no Príncipe, naquela altura, de férias, confirmou através de relatos pormenorizados, aquilo que eu nunca pressagiara. Segundo ele, nos seus passeios pela ilha, presenciou um ataque predatório de um falcão a um curucucu. Alguém, que também estava por perto e que agora não consigo identificar, relatou o mesmo acontecimento só que, neste caso, a presa foi um pintainho.

Estava finalmente confirmado que os falcões regressaram, em força, ao Príncipe. Para o reequilíbrio do ecossistema regional, isto parece-me ser uma boa notícia e, de ponto de vista simbólico, também parece-me importante tendo em conta que o falcão e o papagaio são duas aves que entram na constituição do brasão de Armas de S.Tomé e Príncipe e o Príncipe é, provavelmente, a única região do país onde estas duas espécies podem ser identificadas sem quaisquer sacrifícios.  

Se o reaparecimento dos falcões é um sinal de alegria o mesmo já não se poderá dizer relativamente ao regresso dos “Comissários Políticos” ao Príncipe decorrentes do processo de realização das próximas eleições regionais.

Um “Comissário político”, neste caso concreto, é alguém nomeado por um determinado partido político nacional, tal qual um falcão solitário, sem base social ou política de apoio no contexto regional, legitimidade partidária ou de outra natureza, programa político, conhecimento da realidade regional prevalecente, cuja função é cumprir objetivos de natureza partidária em causa e supervisionar os interesses políticos decorrentes da eventual aplicação de um plano de intervenção estatal centralizado, muitas vezes, em contradição com a realidade local ou regional em causa.

Esta experiência foi dolorosa para o Príncipe, noutros tempos, e este gesto de querer reproduzi-la, momentaneamente, num contexto de aprofundamento democrático e autonómico, vindo de pessoas ou partidos que se autoproclamam democráticos e veem, a experiência pessoal ou partidária anterior dos outros, como um estigma, irresolúvel temporalmente, parece-me contraditório.

Ainda bem que a democracia tem forma de resolver ou minimizar estes constrangimentos, através do ato eleitoral.

Também sei que os partidos políticos nacionais recorrem a estes “Comissários Políticos”, para representarem estes papéis, por vários motivos.

Em primeiro lugar, a desorganização que existe nestas estruturas partidárias, no contexto nacional, sendo mais evidente ainda no contexto regional, não deixa espaço para alternativas políticas mais saudáveis de intervenção neste e noutros domínios.

Em segundo lugar, os partidos políticos precisam de “Comissários Políticos”, nestas ocasiões, em detrimento de soluções de reforço da democracia partidária interna, porque estão convencidos que estes “Comissários Políticos” acrescentam valor eleitoral aos partidos em causa.

Em terceiro lugar, esta estratégia de intervenção de “Comissários Políticos”, sobrevalorizada por parte de alguns partidos políticos nacionais para o contexto regional em detrimento de outros espaços de intervenção eleitoral, pode encerrar, a montante, desejos escondidos de atrofiamento da Autonomia do Príncipe sobretudo porque os próprios programas políticos destes partidos subvalorizam o esforço de aprofundamento autonómico para esta parcela do nosso território e a práxis recente de conflitos permanentes, entre diversos governos centrais e o governo regional, é uma evidência desta constatação.

Ora, isto comporta algumas consequências negativas e pode, até, ser contraproducente. A decisão e esforço de intervenção, dos referidos “Comissários Políticos”, nestes atos eleitorais, passando por cima de toda a organização das estruturas partidárias regionais, com total desprezo por mecanismos de reforço da democracia interna destes partidos, pode ter como consequência a abertura de fraturas internas, no contexto regional, nos referidos partidos políticos, de difícil resolução. Isto pode contribuir mais, para desmobilizar do que para mobilizar, sobretudo num meio pequeno e complexo como o Príncipe.

Além disso, a interiorização da ideia, por parte da comunidade regional, de que os resultados dos esforços do aprofundamento autonómico, evidenciados no contexto em causa na melhoria das condições de vida das pessoas, de uma forma geral, decorrentes dos investimentos realizados recentemente e de outros atributos meritórios, é um sinal de que o Príncipe tem, momentaneamente, uma vontade e voz própria que é escutada.

 A intervenção dos referidos “Comissários Políticos”, neste processo eleitoral e nestas condições, só pode ter como função, entre outras, atrofiar o processo de aprofundamento da Autonomia Regional em detrimento de uma conceção centralizada e anacrónica de intervenção estatal no espaço regional, após as eleições regionais.

Isto seria um retrocesso doloroso para o Príncipe atendendo que, o propósito desta conceção estratégica, aparentemente secreta, é a reprodução de tiques autoritários de preservação de todo o poder no governo central, para viabilizar um propósito político de menorização de outras entidades territoriais políticas, dotando-as apenas de uma parte insignificante de poder administrativo e simbólico, para qual os “Comissários Políticos” parecem talhados.

Quem não se lembra das dificuldades que o governo regional encontrou para uma simples assinatura e viabilização, por parte do governo central do ADI, de um contrato de investimento estrangeiro na região Autónoma do Príncipe que proporcionaria, posteriormente, centenas de postos de trabalho aos habitantes desta parcela do nosso território? Quem não se lembra dos esforços dos ministros deste mesmo governo central, e em especial do senhor primeiro-ministro Patrice Trovoada, em criar condições para que tal investimento fosse desviado para S.Tomé em detrimento do Príncipe?

Quem não se lembra dos esforços do MLSTP, inserindo a autonomia regional no quadro da estrutura hierárquica do Estado, negando qualquer caráter político ou normativa privada para a mesma, reduzindo tal propósito à condição necessária de descentralização com funcionários ou “Comissários Políticos” obedientes que eventualmente receberiam ordens de um diretório situado a 150 km de distância?  

Quando um grupo, inserido num contexto comunitário, detém quase todo o poder, terá tendência, para facilmente utilizá-lo, para forjar políticas que beneficiam os seus mais próximos, em vez de políticas que eventualmente beneficiariam todo o conjunto da sociedade, independentemente da sua localização geográfica ou territorial. Foi isto que o governo central do ADI fez ultimamente e que todos os governos centrais têm tendência a fazer. A Autonomia do Príncipe é, também, um instrumento para impedir ou minimizar tais práticas.

Por isso, os nossos “Comissários Políticos”, quais falcões solitários no céu, terão de nos dizer, em primeiro lugar, o que querem para o Príncipe e se as estruturas partidárias pelas quais concorrem, estão em condições de respeitar as condições, constitucionalmente vigentes, de desenvolvimento autonómico para a região, em contraposição com as experiências anteriores.

O Príncipe tem de, por vontade própria, ir criando condições para ajudar a modificar a forma como se faz política no contexto nacional e não se transformar num centro de reprodução fiel de uma cópia que tem sido, sistematicamente, nociva para o conjunto da nossa sociedade.

Para tal precisa, entre outras coisas, de uma oposição ao atual governo regional credível, com um programa político consistente e um suporte e capacidade de organização que permita o eventual exercício de poder regional em condições de orientar as funções que realiza, não se contentando em cumprir as ordens ou despachos de Comités Centrais, Comissões Permanentes ou Conselhos Nacionais partidários na capital do país. Os “Comissários Políticos”, infelizmente, não estão habilitados para esta função e é uma preocupação ou mau sinal que assim seja.

Adelino Cardoso Cassandra

 

 

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    Eterno Madiba Responder

    Meu caro senhor, eu estava a espera que após 5 anos de ausência, o senhor era capaz de traçar um quadro socioeconomico de um Príncipe que tende a modernizar-se. Mas falar de falcões e ADI? Francamente! Subentende-se que Djambi ocupou-lhe tempo demais. Umas vezes é melhor que fiquemos calados.

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      UPURU Responder

      Muito obrigado meu caro amigo Exclú. Li e gostei. Vou voltar a ler e fazer fotocópias para distribuir cá na terra. Meus parabens. Temos orgulho em ti.

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      Aeroporto Responder

      Senhor Eterno Madiba. Toda a gente cá do Príncipe sabe o que o ADI fez para não assinar o contrato com HBD. Isto é mentira? Toda a gente sabe o que o ADI fez para desviar este contrato para S.Tomé dizendo aos empresários que seria melhor ele investir em S.Tomé. Isto é mentira? Eu acho que o Exclú tem toda a razão. É pena que ele não sabe de mais informações relacionadas com este assunto. Senão a vergonha ainda seria maior. Este senhor Patrice Trovoada é um grande aldrabão. Toda a gente sabe isto. O ADI tem que dizer se estando no governo central vai continuar a ter a mesma postura que teve em relação ao Príncipe quando lá estava. Porque desta vez os problemas e conflitos serão maiores. Quem sofre e cala não é filho de boa gente. Não se admite aquilo que este senhor Patrice Trovoada e o ADI fizeram ao Príncipe. Ele tinha o direito se quisesse de não fazer nada no governo central para o Príncipe. Mas impedir que o investimento estrangeiro viesse para cá só por causa de má-fé é demais. Nós não esquecemos isto cá no Príncipe.

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    Verdade Seja Dita Responder

    Quis dizer seja bem vindo a terra natal, o Senhor Anti ADI!

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      Anti Quê? Responder

      Verdade Seja Dita,
      Para que a verdade seja dita, diria eu que também sou Anti ADI!
      Não tenho qualquer partido político, antes, teria muita dificuldade em votar num partido politico por aquilo que se tem visto dos partidos e dos muitos dos nossos políticos. Entretanto, na minha leitura, o ADI, em poucos anos de governação e aquilo que nos tem brindado na oposição, somando ao desrespeito que se tem visto na Assembleia nacional, dando maus exemplos quer como governo do Patrício T. quer na oposição desrespeitosa do Sr. Leve Nazaré e companhia, passando pela monopolização dos meios de comunicação, como se tratasse dos tempos de partido único.
      - Falta de explicação na Assembleia Nacional
      - Negócios de barcos a escondida de todos!
      - Desacatos na Assembleia!
      - Manipulação abusiva dos meios de comunicação!
      … chega ou querem mais indícios claros de um partido com tendências para ditadura de eu posso, quero e mando. Essa é a minha casa!

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        Flor Responder

        Subscrevo tudo o que disse senhor Anti Quê.

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      República das Bananas Responder

      Gostei!!! Parabens.
      Numa República das Bananas tudo pode acontecer. É esta a nossa maldição.

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        Ananias pequeno Responder

        O facto de Patrice Trovoada estar fora do país está a criar muitos problemas ao ADI. Deus queira que isto não tenha resultados nas eleições do dia 12. Os dirigentes que estão a frente de muita coisa não têm jeito nem sabedoria para ler a situação política do país e tomar medidas e traçar estratégia para o embate que se avizinha.
        Eu já estou a imaginar o nível de agressividade que esta campanha vai ter.

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        Soba de Almerim Responder

        Esta é a parte da sua crónica que mais gosto:
        “Quando um grupo, inserido num contexto comunitário, detém quase todo o poder, terá tendência, para facilmente utilizá-lo, para forjar políticas que beneficiam os seus mais próximos, em vez de políticas que eventualmente beneficiariam todo o conjunto da sociedade, independentemente da sua localização geográfica ou territorial. Foi isto que o governo central do ADI fez ultimamente e que todos os governos centrais têm tendência a fazer. A Autonomia do Príncipe é, também, um instrumento para impedir ou minimizar tais prática.”

        Ninguém poderia dizer melhor do que isto. Isto é pura verdade.

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        Eu Sou Candidato ao Cargo de Presidente Responder

        Eu de facto ouço algumas pessoas dizerem que são candidatos ao governo regional. Eu que sou iletrado não compreendo isto. Eu acho que não existe candidaturas ao governo regional mas sim a Assembleia Regional. Dia sim, dia não, ouço que fulano chegou para ser candidato ao cargo de presidente do governo regional. Que sicrano veio para ser candidato para cargo de presidente do governo regional. Que tal pessoa também é candidato para cargo de presidente de governo regional. Ninguém sabe que partidos apoiam estas pessoas. Que estruturas estas pessoas têm para ajudar. Como é que foram eleitas nestas estruturas. Quem lhes elegeu. Que programas têm para o Príncipe. Ninguém sabe nada disto. Só se sabe que fulano, sicrano e outros que tal são candidatos para presidente de governo regional. Alguns chegam aqui no Príncipe gravam uma música, filmam, fazem umas fotografias e vão embora de novo a dizer que são candidatos ao cargo de presidente do governo regional. Isto é uma grande irresponsabilidade porque se porventura estas pessoas chagassem a este cargo a coisa poderia ser perigosa porque ninguém sabe o que é que elas poderiam fazer. Governar um país ou uma região como Príncipe não é uma brincadeira que qualquer um pode andar a dizer que é candidato a torto e a direito sem uma estrutura de apoio e um bom programa para desenvolver. Além disso o cargo de presidente do governo regional não é como o cargo de presidente da república que cada um pode comer e beber e dizer que é candidato como tem acontecido cá no país. Não existe cá no Príncipe eleições para cargo de presidente do governo regional mas sim para Assembleia Regional. É bom que as pessoas se lembrem disto.

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          Pery Doida Responder

          Eu também sou candidata ao cargo de presidente do governo regional. Com tantas candidaturas que eu estou a ouvir que existe para este cargo eu também vou me candidatar.

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    Carlos Responder

    Eu só quero dizer uma coisa. Que Deus dá vida e saúde a este senhor para estar a escrever estas coisaa para bem de S.Tomé e Príncipe. Cada vez mais eu gosto dos seus escritos. Dá gosto ler. Meus parabens para si.

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    Trindadense Responder

    Muito bom artigo. Isto é uma realidade qque se passa em todos os dostritos infelizmente. Os partidos políticos impõem aos órgãos distritais candidaturas de pessoas que não conhecem a realidade das zonas, não passam cartão nenhum aos orgãos distritais e quando estas candidaturas perdem eleições ninguém diz nada. Já falei sobre isto várias em reuniões do meu partido e ninguém diz nada. É só dinheiro que funciona nestas ocasiões. Não há democrecia interna nos partidos nestas ocasiões. Quem decide é quem manda e quem tem dinheiro. Depois aguentem com os resultados eleitorais. Eu estou cá para ver os resultados eleitorais.

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    Malé Responder

    De vez em quando eu fico arrepiado com a capacidade de escrita deste senhor. Isto é que é escrever. Uma pessoa começa a ler o escrito e parece um livro ou uma história com cabeça, tronco e membros. Meus sinceros parabens e agradecimentos.

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    Mira Rio Responder

    Meu caro amigo Exclú. Você é sem dúvida um génio. Vendo a tua escrita e tendo andando contigo algumas vezes cá na terra eu fico com a sensação que você tem uma grande arte de captar as coisas e transforma-las em escrito que mais ninguém tem. Tudo o que você disse é real. Ninguém pode contestar o desenvolvimento que o Príncipe tem tido nos últimos tempos. O mês da cultura mesmo com algumas dificuldades financeiras foi um grande sucesso. Eu vejo alguns comissários políticos a regressarem para cá de facto e eu garanto-te que eles não terão sucesso porque o Príncipe de ontem não é o Príncipe de hoje. Que venham todos para cá que saberemos dar uma boa resposta. O Príncipe nunca mais será sumergido por outros. O PRríncipe terá sempre a sua voz como disseste. Não queremos lacaios que vão fazer queixas em S.Tomé como coisa que o Príncipe fosse uma propriedade de alguém. O Príncipe é das pessoas que vivem cá e que viveram cá. Que sabem as dificuldades que passamos destes tempos antigos. Fiquei muito satisfeito com o teu artigo.

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    Palicha Responder

    Para o bem da democracia regional e nacional que os comissários políticos venham o mais rápido possível. O Príncipe agradece. E quanto ao Exclú eu só tenho que lhe agradecer pela forma como escreve e como defende os interesses da nossa democracia regional e nacional. O senhor Eterno Madiba se também quer escrever e sabe escrever deve fazê-lo para o bem da democracia do nosso país. O que o senhor já não tem direito é de levar o assunto para questões pessoais. Isto já não é democracia é ignorância e falta de argumentos. Tenta responder ao Exclú com argumentos válido e não com insultos. Isto demonstra a sua fraqueza e inferioridade em relação a ele.
    Meu caro amigo continua assim. O Príncipe e S.Tomé agradecem.

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    B.F Responder

    Ó meu grande amigo. Só posso te dizer parabens e mais nada. Não costumo fazer comentários neste espaço. Enviar-te-ei uma mensagem para o teu correio electrónico.
    Um grande abraço.

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    12 de Outubro Responder

    O que está escrito neste artigo não é novidade nenhuma. Concordo com quase tudo que lá está. Este fenómeno de Comissários Políticos é uma realidade. Tenho de reconhecer isto. Sei que isto não é uma coisa específica do ADI. Todos os partidos políticos fazem isto. No caso do ADI eu já manifestei a minha opinião e não concordo com muita coisa que foi feita. Há coisas que não são admissíveis. Vejam o caso de Mé Zochi. Queriam criar condições para que o Nelson Carvalho não fosse candidato cá no nosso distrito. Queriam entregar a Câmara aos Comissários Políticos que nunca fizeram nada pelo partido comparando com aquilo que o Nelson Carvalho fez. O resultado está a vista. Isto era uma rasteira baixa que queriam passar ao Nelson Carvalho. Quem vai sair mais prejudicado de tudo isto é o nosso partido. Só por causa de pressões de algumas pessoas que nunca fizeram nada pelo partido e estão mais interessados nos seus negócios e mordomias.
    Vejam o que fizeram no Príncipe com a Ângela Costa. Depois de ela ter dado tanto ao partido queriam tramá-la e meter lá os Comissários Políticos que são pessoas que nunca deram nada ao ADI. Uma pessoa que fez muito pelo nosso partido fizeram ela esta rasteira ao ponto de ela ficar descontrolada e ir fazer asneira que fez, bebendo lixívia, e ter ido parar ao hospital. Isto é uma maldade muito grande.
    O meu medo é que este comportamento do meu partido não tenha consequências nas eleições do dia 12.
    Saudações Adeistas

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    Riboqueano Responder

    Se não existe democracia no interior dos partidos políticos como é que pode haver no próprio país? Eu vejo muita gente a culpar o regime, a dizer que o nosso problema é o semipresidencialismo e outras coisas. Mas de facto ninguém se preocupa com a democrecia que não existe nos partidos políticos. Como é que o país pode avançar assim?

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    Feira de Ponto Responder

    Nunca vi umas eleições comos estas. Os partidos políticos não têm programas políticos. Não explicam o que vão fazer quando ganharem as eleições. Só existe má língua e dizer mal dos outros. Só há candidatos. Ninguém sabe o que estes candidatos vão fazer com o dinheiro do povo. Que raio de país é este? A democracia é assim? Eu já estou farto de tudo isto. Tudo isto acontece porque os nossos políticos estão muito confiantes no banho. Isto é muito triste.

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    Súm Bebezaúa Responder

    O ADI deveria ter vergonha com aquilo que fez com Nelsom Carvalho na Trindade e com Ângela no Príncipe. Isto é ingratidão. Agora aguentem. É uma boa lição para aprenderem. A coitada de Ângela quase que ia morrendo por causa desta ingratidão. Foi pura maldade feita a alguém que deu muito de si ao partido.

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    Vavá Responder

    Falou e disse tudo. Parabens.

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    Cara Linda Responder

    Afinal já se sabe que o chefe da banda vem chega no dia 24 de Setembro. Isto parece uma brincadeira. Como é que num país que se diz democrático e civilizado isto pode acontecer? Um líder da oposição fora do país durante mais de 2 anos e só chega em vésperas de eleições para concorrer ao referido cargo. Como é que gente inteligente e formada que existe no ADI pode obedecer isto e manter-se calados só por causa de dinheiro? Num país civilizado, de gente civilizada e que gosta do seu país isto não aconteceria. É por isso que vamos ficando para trás em relação aos outros países. É esta a importância que o líder da oposição dá ao seu partido e ao próprio país. Tenho muita pena que tudo isto esteja a acontecer.

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    Onda da vitoria Responder

    Falcão ou comissário político ou Danilo Salvaterra é tudo uma só palavra.

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    Verdade Seja Dita Responder

    Há muita irresponsabilidade neste nosso país. Como é que não se critica o ADI e seu líder. O senhor patrice Trovoada está tanto tempo lá fora que quando ele chegar ao país ele não vai conhecer. Eu até tenho medo que ele se perca cá em S.Tomé com alterações que fizeram nas ruas sobretudo para aqueles que andam de carro.
    Um líder é alguém que está junto do seu povo. Que vive os problemas diários do seu povo. Que trabalha todos os dias junto do seu povo para resolver os problemas do país quando regressar ao governo um dia. Este senhor foi embora para França, Gabão ou Portugal e não disse nada ao povo nem aos militantes do ADI. Com que cara ele regressa para dizer que é candidato? Ainda por cima dizem por ai que ele tem processos no tribunal devido a coisas que andou a fazer quando era primeiro-ministro. Eu não percebo porquê que ele não veio resolver os processos que tem nos Tribunais e só depois candidatar para cargo do primeiro-ministro. Neste país tudo é possível.

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    Picão Responder

    Muito bom. Gostei.

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    Fefé Responder

    O Príncipe não pode parar. Temos que continuar a avançar. Para frente é que é o caminho. Neste momento tenho de reconhecer que a pessoa mais bem colocada para fazer o Príncipe andar para frante é o Eng. Tozé Cassandra. Não vale a pena andarmos a inventar nada. Tudo já está descoberto. Meter aventureiros nesta fase de desenvolvimento do Príncipe pode ser perigoso. Se são Comissários Políticos ou não eu não sei. Não tenho nada contra aqueles que dizem por ai que são candidatos. Têm todo o direito em entrar na corrida, cada um é que sabe da sua vida, mas na minha pobre opinião eu acho que o Eng. Tozé Cassandra fornece melhores garantias de sucesso. Só quem não viu o Príncipe de 10 anos atrás e Príncipe de agora é que não pode dizer o que aconteceu nesta terra.

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