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A Roça do ADI

Apesar da crença estabelecida, após a década de noventa do século passado, no interior e exterior do país, de que passaríamos a viver, progressivamente, um ciclo de aprofundamento da democracia, hoje, não creio que haja, na nossa Terra, um cidadão que seja, que esteja minimamente satisfeito com o percurso que fizemos e, nos últimos tempos, a inversão acelerada de algumas conquistas tímidas, que suponhamos consolidadas, parece configurar um retrocesso trágico com consequências negativas, para o país, no futuro.

Ao nível dos resultados qualquer cidadão, minimamente atento, pode tirar as suas conclusões com muito pouco esforço analítico. Basta ver a qualidade das nossas instituições e o respeito, por exemplo, que os cidadãos conferem às mesmas, por um lado e, por outro, o desprezo, humilhação e até perseguição que estas mesmas instituições manifestam quando os cidadãos, individual ou coletivamente, procuram criar instrumentos de intervenção que permitem a fiscalização das atividades do governo e, consequentemente, de melhoria da nossa vida em comunidade.

Em democracia, os governos não existem para defenderem os interesses das suas clientelas, num circuito semi-secreto de atuação, tendo como suporte argumentativo, para esta prática, uma pretensa legitimidade eleitoral, mas, sim, para criação de condições, paulatinamente, para que os cidadãos, para além de elegerem, periodicamente, os seus representantes, possam, também, fiscalizá-los e exigir que tomem decisões políticas de acordo com as necessidades e desígnios comunitários.

Não basta, por isso, uma dimensão procedimental, (embora importante) manifestada através de eleições periódicas e cumprimento mínimo de obrigações de natureza normativa e legal, por parte das instituições da república, para se concluir, de forma positiva, sobre a qualidade da nossa democracia. Estamos, neste âmbito, muito longe de ser, em toda a sua manifestação, um país democrático.

A proibição ou impedimento, por parte do governo, dos deputados fazerem uma visita ao Hospital Drº Ayres Menezes, onde se encontravam os doentes com a tal doença misteriosa; a censura, pura e dura, praticada nos órgãos de comunicação social do Estado; a falta de informação e transparência relativamente aos negócios do Estado e, mais recentemente, a polémica em volta do milho transgénico (?) são apenas epifenómenos de uma prática  censurável cujos contornos são mais abrangentes e tipificam a ausência de condições ou requisitos elementares de uma verdadeira democracia.

Não se percebe, por exemplo, que, no âmbito da autoridade eleitoral, depois daquilo que aconteceu na eleição presidencial anterior, o governo e a atual maioria, não tenham feito um balanço exaustivo dos referidos acontecimentos e tenham criado condições para que os mesmos não voltem a acontecer, assegurando, com tal, a independência e imparcialidade na aplicação de regras concernentes aos votantes, partidos políticos e respetivos candidatos, já nas próximas eleições autárquicas e regionais que se avizinham, preferindo, em alternativa, um caminho de confrontação aberta e de posso, quero e mando sem o mínimo de consenso interpartidário.

Só um imprudente e irracional não antevê as consequências deste caminho, para a nossa democracia, que o atual governo e maioria resolveram trilhar. É triste constatar isto porque, aparentemente, já existia um consenso instalado no país, no contexto partidário e não só, relativamente à importância, papel e inamovibilidade dos membros da Comissão Nacional de Eleições, por exemplo, tendo em conta as atividades desenvolvidas, ao longo dos últimos anos, pelas diferentes equipas deste órgão. Esta foi uma conquista que nunca se deveria ter perdido. De repente, parece que toda a gente, partidos políticos e sociedade civil, voltou a questionar a credibilidade de um órgão vital para a nossa embrionária democracia. Não deve existir uma única pessoa, que não seja do ADI, que acredita na imparcialidade desta Comissão Eleitoral.

O papel e importância de uma autoridade eleitoral, incluindo neste âmbito os Tribunais, estão intrinsecamente ligadas ao processo de organização dos escrutínios eleitorais, contemplando, neste desiderato, o registo dos eleitores, a contagem dos votos e, finalmente, o anúncio dos resultados.

Todavia, tão ou mais importante do que aquelas funções, qualquer autoridade eleitoral tem o papel de promover a confiança, junto dos cidadãos, relativamente ao seu desempenho e, sobretudo, criar condições para viabilizar a disputa pelo poder de forma pacífica e justa.

Depois daquilo que aconteceu na eleição presidencial anterior e tendo em conta as queixas, reiteradamente expressas, por todos os partidos políticos da oposição, relativamente ao atual processo de registo eleitoral de raiz, com acusações preocupantes de fraude em forja, existem condições objetivas para que este processo possa prosseguir com garantias de viabilização da disputa pelo poder de forma pacífica e justa?

É uma questão de bom senso e racionalidade, até pelo facto do atual governo estar suportado por uma maioria absoluta na Assembleia Nacional, a necessidade de procura de abertura e inclusão, de acordo com princípios elementares da democracia, para a auscultação e contributo de  todas as partes envolvidas, com o objetivo de credibilização mínima da atual Comissão Eleitoral e, deste modo, transmitir confiança aos eleitores e cidadãos em geral. É bom que não se esqueça que as autoridades eleitorais, incluindo os Tribunais, são depositárias da confiança dos cidadãos e se os partidos políticos da oposição são os primeiros a assinalar a inexistência desta confiança está aberto o caminho para o caos e confusão, até pelo facto da aceitação e respeito, relativamente aos resultados eleitorais, construir-se, a montante, pela real  imparcialidade e independência desta mesma autoridade.

Faz-me muita confusão que um partido que se queixou, anteriormente, de perseguição política, censura e desmando eleitoral e até apresentou uma queixa ao Tribunal Penal Internacional, contra o Estado Santomense, esteja a repetir uma receita pior nestes domínios em vez de arrepiar caminho e contribuir, com tal, para o aprofundamento da nossa democracia.

Ter maioria absoluta não é sinónimo de ter razão e de exclusão de uma parte significativa dos cidadãos deste país nas questões importantes que dizem respeito a todos. O país, felizmente, ainda não é uma roça do ADI, embora todos os sinais, em termos de decisão política, convergem para a constatação desta realidade.

Por outro lado, embora esteja previsto, na nossa Constituição, a existência de um Tribunal Constitucional autónomo, ao contrário do seu funcionamento, momentaneamente, junto do Supremo Tribunal de Justiça, tenho dificuldades em compreender que, estejam reunidas, neste momento, todas as condições políticas para a concretização deste desejo, como os deputados do ADI desejam fazer cumprir.

Qualquer cidadão minimamente atento perguntará: por que razão a pressa? Por que razão, passados estes anos todos, exatamente num contexto económico desfavorável em que o governo ameaça os funcionários públicos com eventuais despedimentos ou cortes salariais, decorrentes do aumento desmesurado da massa salarial da administração pública, vão tomar uma decisão desta, sem a apresentação, em primeiro lugar, de um relatório exaustivo decorrente das consequências políticas e judiciais manifestadas temporalmente pelo não cumprimento deste preceito constitucional, até, como medida cautelar, para ajuizar da sua pertinência ou impertinência relativamente ao nosso contexto socioeconómico e cultural e, eventualmente, ajustar a Constituição em função desta análise?

Acredito que isto possa ser uma boa medida para reorganizar os nossos Tribunais Superiores e, até, ajudar a garantir os direitos fundamentais dos cidadãos mas a sua observância, tendo, simplesmente, como suporte, o facto de estar expresso na constituição parece-me redutor porque, da mesma forma, também, existe muita coisa expressa na nossa Constituição que poderia contribuir para a melhoria significativa da nossa vida em comunidade e que, simplesmente, os nossos políticos fingem que não existe.

Além disso, em política, o que parece é. Tendo sido eleito, um novo presidente do S.T.J, que, momentaneamente, desempenha, também, as funções de presidente do Tribunal Constitucional e do Conselho Superior da Magistratura Judicial, cujo conteúdo discursivo, no ato de tomada de posse, denuncia um posicionamento, pelo menos para já, nos antípodas do seu antecessor, menos permeável às interferências do poder político nas decisões judiciais e eleitoral, este seria o momento para o ajuste de contas ou desforra.

Só assim é que posso compreender esta atitude da atual maioria tendo em conta, até, que esta decisão de reconfiguração dos nossos Tribunais Superiores, apesar de estar expresso na Constituição da República, que eu me lembre, nunca fez parte dos quatro eixos, amplamente divulgados, do manifesto eleitoral do ADI. E volto a repetir: por que razão a pressa? Com que meios, humanos e financeiros, se vai fazer esta reorganização dos nossos Tribunais Superiores, de acordo com os preceitos constitucionais estabelecidos?

Com tantos problemas elementares que o país tem no âmbito da Justiça que, aliás, estão na base da greve dos funcionários dos Tribunais e do Ministério Público, que perdura há meses, aparentemente irresolúvel, por decisão governamental, pelo facto do país não dispor de meios de natureza financeira para acudir, vamos, agora, por mesquinhez ou manifestação de força de um órgão de soberania sobre o outro, reorganizar os Tribunais Superiores, de acordo com os preceitos Constitucionais, para perpetuação do poder de uma maioria que quer transformar o país na sua Roça.

Alguns capatazes e feitores desta roça já se posicionam, segundo me dizem, nas redes sociais e outras plataformas, com ataques repugnantes a todos que ouçam falar ou escrever, denunciando atropelos ou, simplesmente, dando a sua contribuição para o aprofundamento da nossa democracia. Este, não é de certeza absoluta, o momento para o alheamento!

Adelino Cardoso Cassandra

    50 comentários

50 comentários

  1. seabra

    23 de Maio de 2017 as 8:07

    …quem propoe que fazer para remediar a situaçao? Quem faz o quê?
    Hà tempos um tal Olegàrio Tiny, tinha feito uma excelente anàlise da situaçao politica…e geral de STP, dirigida pelo bando MAFIOSO ADI-PT-A.Varela e outros vadios (armados em senhores intelectuais”doutor de mula russa tira chapéu poe carapuça”). Parecia que a posiçao determinada dos “OPOSANTES” estava em marcha. Finalmente ARRANCOU bem…està de novo tudo parado.
    STP està como està, porque o povo nao reage …nunca reage, ficando à ESPERA que a situaçao se resolva por milagre, ou entao, pela coragem de meia dùzia de individuos….para depois, irem de novo tudo estragar com os seus VOTOS DE IGNORANCIA,recebendo em troca um punhado de DOBRAS ou de “KACHARAMBA”. Até quando é que a situaçao vai se arranjar?

  2. seabra

    23 de Maio de 2017 as 8:11

    …o “MONANGABE”(do Rui Mingas) continua de maneira escandalosa… e bem PIOR, com estrangeiros ditos nacionais…mas com a colabotraçao de nacionais de gingeira.Por exemplo, o mais fôro dos fôros Afonso Varela.

  3. Dancuá

    23 de Maio de 2017 as 8:43

    Podemos estar a caminhar sem saber para uma ditadura e supressão de direitos. Nunca eu vi o país nesta situação depois da democracia. Toda a gente desconfia de toda a gente. Perseguições. Há famílias que não fala com outra por causa de política. Quem viver verá.

  4. Preto

    23 de Maio de 2017 as 8:50

    Eu fui alertando alguns amigos para aquilo que poderia vir acontecer. Eles foram dizendo que não, que não era bem assim, que o país tinha leis que impediam estas coisas acontecer, que isto e aquilo e agora eles vêm ter comigo para me dizer que eu tinha razão. Só um cego é que não podia ver o que estava alinhavado para vir acontecer. E preparem que isto ainda é documentário. O pior acho eu que está ainda para vir. Não se admite uma coisa desta. Onde se viu que chegam Chineses no país, plantam milho que ninguém conhece a sua proveniencia, os deputados pedem para marcar um debate na Assembleia para ouvir explicação do ministro e um partido não autoriza. Isto é uma grande brincadeira e abuso de poder. Agora é que deu estas pessoas deste partido para nomear o tribunal constitucional sabendo de antemão que as coisas sempre funcionaram como está e só porque o juiz deles perdeu querem nomear outro para defender este partido das falcatruas nas eleições.

    • seabra

      24 de Maio de 2017 as 8:24

      … você tinha razao. E onde està a soluçao sua e dos seus amigos, jà que viu justo?

      • Preto

        24 de Maio de 2017 as 16:34

        Senhor Seabra!

        O senhor tem razão embora eu também poderia transferir a mesma observação tendo em conta aquilo que o senhor referiu no seu primeiro comentário. Mas eu não vou fazer isto. Sou um humilde cidadão que infelizmente como a maioria do povo deste país vemos os nossos direitos coartados. Quem pode falar neste país de forma livre senhor Seabra? O senhor pode? Se a própria oposição não pode quanto mais eu que vivo dependente do meu trabalho que faço na função pública deste país. Este é que é o nosso grande problema meu caro amigo. O senhor acha que existe liberdade aqui em s.tomé? Fala-se numa roda de amigos, numa esplanada, numa cerimónia particular e pouco mais. Se próprios os partidos políticos não podem falar na televisão nem na rádio o senhor quer que eu é que arrumo em cavalo de corrida e saio como doido a falar. Kêkuá…. A mim mé… Este dia ainda não chegou. Mas tenho fé que vai chegar um dia.
        Fui

  5. Gostosa

    23 de Maio de 2017 as 9:14

    Senhor Adelino Cardoso Cassandra isto é uma ditadura que já esta implementada com contornos duros no país. Isto não está fácil para ninguém. Não sei qual é a imagem que passa lá fora do país mas cá dentro isto está duro e muito duro. Tenho 53 anos e nunca vi S.tomé assim. Nunca vi um partido impedir a realização de um debate cujo objetivo é obter explicações em relação as características do milho que foi plantado no país. Nunca eu presenciei tanta desconfiança em relação a qualquer comissão eleitoral como esta está a ter. Ninguém acredita nestas pessoas e algumas delas não são idóneas para ocupar este cargo porque têm um currículo complicado e cheio de ilegalidades e desconfianças por onde passaram. Se eu fosse mais nova correria o risco de emigrar porque isto está irrespirável. Muito obrigada pela sua crónica mais uma vez.

  6. Raul Costa Cruz

    23 de Maio de 2017 as 9:30

    Ora nem mais.
    Este país nunca esteve de tangas como agora.
    Felicito o autor do artigo por mais esta contributiva reflexao, que eu ousaria mesmo de dizer, do corajoso que consegue gritar lá vai o rei nu. Pois o rei vai nu, ninguem diz nada e o país que já tinha começado a usar calças agora esta de tangas. Nunca vi uma peste tão pior como uma doença que nos assola agora chamada ADI. E a doença ADI foi provocada por um microbio cuja formula/sigla é PT.
    Meus caros, se preparem porque a coisa esta a piorar e o PT vai arrumar as bambas e vai partir para bem longe.

  7. Jurista de Avenida

    23 de Maio de 2017 as 12:56

    Eu sou a favor de criação e separação do Tribunal Constitucional do S.T.J. Mas isto não pode ser feito com o objetivo de colocar lá o senhor Bandeira ou o senhor Carlos Stock para irem defender os interesses do senhor Primeiro-ministro só porque o Cravid, atual presidente do S.T.J não está para defender os interesses do ADI mas da constituição de República como ele próprio afirmou. Toda a gente está desconfiada porque é este o objetivo do Patrice Trovoada. Se ele queria fazer de facto esta reforma porquê que ele não fez a mais tempo, desde que o ADI está no poder? É logo que as pessoas desconfiam desta atitude até porque ele demonstrou desagrado com a eleição do Cravid para o S.T.J. Onde há fumo há fogo.

  8. Freitas

    23 de Maio de 2017 as 12:59

    Estamos no princípio do processo de GUINEZAÇÃO do país com todas as consequências negativas que isto acarretará para todos nós. Aguenta quem puder.

    • Guida Gostosa

      24 de Maio de 2017 as 13:53

      Diria que estamos diante de um processo de GABONESIÇÃO do pais…

      • Maria Ricardo

        29 de Maio de 2017 as 17:43

        Eu diria Bongorizaçao. Este homem ker bongorizar o país a todo o custo. Mas ele não vai conseguir. Lembrem-se do Gorgulho em 1953?

    • seabra

      28 de Maio de 2017 as 12:05

      Senhor Freitas,só lhe respondo que estejemos ou não de acordo com a política dos irmãos guineenses,devemos reconhecer que trata -se de um povo valente,decidido…capaz de dizer NÃO ao governo e sair à rua manifestar com força e determinação…não é o caso do povo da téla non.
      Por esta razão,a sua comparação da Guinelização de STP,não tem sentido absolutamente nenhum…talvez,trata-se mais de Gabonização ou de Angolanidade de STP.
      Comparemos coisas comparáveis.

  9. Morcego de Almerim

    23 de Maio de 2017 as 13:02

    Muito obrigado senhor Adelino Cardoso.

  10. Riboqueano

    23 de Maio de 2017 as 13:09

    Este homem entrou país e está a dar cabo de tudo sem dó nem piedade. Eu nunca pensei que ele seria capaz de fazer isto com o beneplácito ou silencio de muita boa gente que eu sempre respeitei neste nosso país. Sinceramente que eu estou admirado que este homem pode fazer toda esta brincadeira com o país e todos os lugidos deste país que andam a dizer que estudaram muito, que sabem muito, que são advogados e juizes ficam hipnotizados a ver ele a fazer estes desmandos todos sem fazerem nada.
    Sinceramente, sinceramente, sinceramente….

  11. Perdi Esperança Toda

    23 de Maio de 2017 as 13:12

    Eu não digo nada e só tenho pena das nossas crianças e jovens que não terão futuro neste país tendo em conta o caminho que isto está a tomar. Só Deus é que nos pode salvar de tudo isto.

  12. ká Dêce Ku Bomba

    23 de Maio de 2017 as 13:17

    O país está a ficar como Guiné Bissau. Já estamos muito perto. Daqui a nada vamos ter tiros, mortes, golpes de estado, desaparecimentos e outras coisas. Vai acabar a nossa paz aqui nestas ilhas. Pelo caminho que isto está a descer eu só digo Adewa Congo.

  13. Lalete

    23 de Maio de 2017 as 13:27

    Parabens senhor Adelino. Sem comentários.

  14. abelha

    23 de Maio de 2017 as 13:37

    NA Ilha do Principe acontece o mesmo. O Quita Ze quer ter conttolo de tudo,quem não estar com quita ze, é pq está contra ele… só com cristo

  15. SAMPONHA

    23 de Maio de 2017 as 13:58

    Com a perda de mandato do Juíz Conselheiro e Presidente do Tribunal Constitucional e do Supremo, Bandeira, o sistema judiciário está de tal forma mnntado pelo Partido de poder ADI, liderado pelo senhor Patrice Emery Trovoada que é Chefe de Governo, ocupando também o cargo do Primeiro Ministro, não vendo com bons olhos a eleição do Juíz Silva para substituír o Juíz Bandeira, as intenções do senhor Primeiro Ministro com o aproximar das weleições fica fragilizado para perpetuar no poder para sempre com fraude eleitoral Porquê que só agora o Governo do ADI quer separar os podes judiciais numa altura que os nossos parceiros de investimento ordenada ao governo Santomense para emagrecer as despesas,pensando mesmo em despedir 20% dos funcionários públicos.Se esta proposta fôr avante, o Tribunal Constitucional terá de ter uma Sede com os seus respectivos quadros,Tribunal Supremo uma Sede com os seus respectivos quadros Tribunal Administrativo uma Sede com os seus respectivos quadro, Tribunal da Primeira Instância uma Sede com os seus respectivos quadros e outros mais. Trata-se de despesas que o Estados terá que suportar que nem se quer encontra-se no caderno de encargo do Orçamento Geral do Estado por um lado e por outro, o cofre do Estado está completamento vazio vazio que nem se quer tem dinheiro para pagar o ordenado ao seus funcionários. Todos os meses o Governo tem de pedir ajuda para resolver a situação de remuneração ou salarial.Esta é uma das razões em que os funcionários já não recebem à tempo como o era antigamente.

  16. Desiludida

    23 de Maio de 2017 as 14:10

    Misericórdia, Meu Senhor! Misericórdia!!!!Quem poder escrever, escreve, quem poder falar, fala, quem poder gritar, grita, quem poder lutar, luta, quem poder fazer greve, faz, quem poder manifestar, manifesta. A única coisa que eu acho que ninguém de boa fé pode fazer é ficar a assistir tudo isto calado e no seu cantinho. Muito obrigado, senhor Cassandra.

    • seabra

      28 de Maio de 2017 as 12:11

      Excelente reflexão,cara Desiludida.
      Aproveito para corrigir “Guinezação”e não “Guinelização”.Agradeço pela compreensão.

  17. Herculano

    23 de Maio de 2017 as 14:18

    Quando as pessoas despertarem do sono profundo em que caíram ai é que a porca vai torcer o rabo. Pode ser tarde. Este homem tem um objetivo específico a cumprir e ele vai conseguir. Eu vejo muitas pessoas a dizer que não é bem assim mas espera para verem o que vai chegar. Não digo mais nada.

  18. vicente

    23 de Maio de 2017 as 14:20

    Meu caro amigo Adelino Cassandra,eu não sei como só agora é que viu que a família trovoada e o seu grupo de mafiosos querem ter S.Tomé e Principe como sua fazenda. O ADI transformou-se em feitores, capatases e guardas da FAMÍLIA TROVOADA. Senão vejamos: No momento da mudança a condição era, o PCD governa e o Miguel Trovoada Preside.Quando o Miguel Trovoada quis governar e Presidir que o PCD não aceitou, querendo o Miguel Trovoada transformar-se em REI começou a confusão. ESTE SENHOR NÃO DEIXOU NENHUM GOVERNO ACABAR UMA ÚNICA LEGISLATURA.
    Mais ainda, tudo fizeram para que, Enquanto que no governo estivesse um Trovoada não haveria nenhuma governação possível, forçando a formação do MDFM como ADI-II. Também Fradique de Menezes que foi seu CAPANGA não deixou nenhum governo acabar a legislatura, enquanto não estivesse lá PATRICE TROVOADA. Finalmente a custa de muitas mentiras, promessas falsas, «para eles- ADI» todos anteriores governos eram ladrões aldrabões e corruptos, desnortearam completamente o povo e o resultado foi a MAIORIA ABSOLUTA. Agora sim muita gente esáa descobrindo quem é a FAMÍLIA TROVOADA. Senão tirem as vossas conclusões.
    Aconselho quem tiver a possibilidade de ler «A VERDADE DA HISTÓRIA» de Delfim Neves e descobrirão aonde esta a mafia.

  19. Distrito de Lemba

    23 de Maio de 2017 as 15:35

    Trovoadismo em marcha no país. Fui

  20. Fraude Eleitoral

    23 de Maio de 2017 as 16:44

    Se me contassem eu não acreditava que o país ficou desta forma. Enfim, meu Deus.

  21. Trovoadatefossa

    23 de Maio de 2017 as 21:47

    A democracia em Sao Tomé esta em estado de coma vegetativo, e ja era de esperar…Andaram a falar mal de Pinto da Costa, que era grande ditador, dos 15 anos, etc, e agora? O Patrice Trovoada e os seus Yes mens, estão numa fase bem avançada no processo para se eternizar no poder e eu nao estou a ver volte face.

    Quem nao venera o PT aqui em STP vai andar de cuecas na mão..

  22. Roça de Rodrigo Cassandra

    23 de Maio de 2017 as 22:02

    Tózé Cassandra o seu Irmão também transformou Príncipe como roça do senhor Rodrigo Cassandra. Não quer sair do poder a mais de 10 anos e ainda pretende candidatar-se a um quarto mandato. Porquê que o senhor escreve sobre isso? Passa vida a atacar PT. Eu sei e conheço o seu objectivo porque estive num sitio em quem uns seus capanga dizia que o Senhor Adelino vai fragilizar o PT como forma de Toze candidatar as próximas presidências. Seu fosse PT já parava esse toze, fazia uma lei que limitassse o mandato do presidente do Governo Regional e acabava com toda essa boca do senhor adelino Cassandra. Não esqueça que teu irmao está comer muito ferro no principe nós sabemos de tudo.

    Senhor Adelino deixa Patrice em paz, cuida do teu irmão toze Cassandra.

    Um conselho a PT toma medida com essas gente se não eles vão lhe da rasteira, quem avisa amigo é. Em Portugal presidente das câmaras e governos regional só pode fazer 3 mandatos e nada mais porquê que.em STP é diferente? Senhor tem maioria absoluta tem que usar essa maioria para fazer reformas sem medo…

    • VM

      24 de Maio de 2017 as 10:29

      Um Sr. é um atrasado, que apenas pensa com a boca ao invés de com cérebro. Ninguém aqui falou no tempo que PT está ou deve estar a gerir o país. Está em causa a forma como ele tem estado a gerir o país. E se o Sr. tem reservas ou capacidade para exprimir alguma crítica contra To Zé Cassandra ou outro dirigente da coisa pública do país, faça-o, mas de forma racional e coerente (apesar de duvidar muito que o consiga fazer). Já agora, não vale acenar exemplos de outros países, para, de forma irracional, pretender aplicar à realidade santomense. Porque se assim for, é legítimo também realçar e perguntar porquê que em Portugal há água potável corrente, energia corrente, estradas boas, educação aceitável, sistema de saúde normal, etc. e STP (o prometido Dubai) não tem? Portanto, antes de abrir a boca de deixar o espírito falar, pense primeiro, se conseguir…

  23. Rato

    23 de Maio de 2017 as 22:18

    Ainda bem que a morte existe, e pra todos!!! Tué!!! (saliva no chão).

  24. Malagueta nos olhos do outro é refresco

    23 de Maio de 2017 as 22:20

    Eu conheço dois a três jovens do MLSTP do Príncipe um até estudou comigo em Lisboa e posso que é uma boa pessoa, foi bom aluno. Eles como não apoia o To Ze Isis os rapazes e marginaliza os rapazes. Pergunto ao senhor adelino Cassandra porquê que ele não diz nada sobre isso. Patrice Trovoada se não tomar medida com To ze, ele vai ter supresa desagradável. To zé é alguém muito perigoso e bandido.

  25. Quem bebe veneno morre

    24 de Maio de 2017 as 6:54

    O irmão do senhor Adelino Cassandra não sabe fazer mais nada na vida, anda agarrado ao poder na ilha do Príncipe e sobre isso o senhor Adelino Cassandra Não escreve nenhuma curta linha. Eu sempre apoiei e vou apoiar Patrice Trovoada mais tem uma coisa que não entendo Dr Patrice Trovoada porquê não tomar as devidas medida com senhor Tó Zé sabendo que homem anda a comer muito dinheiro no Príncipe? Dr não esqueça que o Tó Zé esteve sempre envolvido nas quedas dos seus governo. Ele é perigoso usa táticas das mais baixa. Muito cuidado com amizade com esse indivíduo.

    • seabra

      28 de Maio de 2017 as 12:22

      Homem mesquinho,guarda um só nome para dizer os seus disparates e vomitar a sua BURRICE e ÓDIO.
      Porque inventa tantos nomes ridículos?O seu caso parece mais patológico e não os irmãos CASSANDRA.

    • Realista

      30 de Maio de 2017 as 9:13

      O lambebotas,comedor de resto do PT quem come veneno morre cuidado para nao seres picado por PT ele è serpente perigoso cuidado com seu veneno.

  26. mezedo

    24 de Maio de 2017 as 8:55

    Então não deram conta que com Silva Cravid eles não terão vitoria aldrabada. e que é necessário colocar Bandeira de novo na Constitucional para garantir a vistoria com todo malabarismo possível.

    Já é hora de Povo sair a rua e correr com esses ladrões de poder.
    Repara que só povo pode fazer isto e mais ninguém.
    Porque a palavra da oposição não tem valor perante eles, ou seja o poder absoluto sobrepões a todos outros poderes, nem mesmo o Pau mandado do EV. Carvalho tem, poder para destituir o maior corrupto da Historia de São Tomé O PT.

    Vamos mobilizara a população São Tomense para sair a rua.
    São Tomé não tem um dono. é de todos santomenses.

  27. mezedo

    24 de Maio de 2017 as 9:00

    Alguns comentadores desta rede são mesmo cegos que em vez de falar de coisas que são relevantes preocupam com pessoas.
    Olha se são tomarenses devem é preocupar com a situação do país e não da pessoas.
    O que escreveu o autor do texto, é claro o que vive em São Tomé.
    E temos que preocupar com isso.

  28. Carlos Pinheiro

    24 de Maio de 2017 as 9:22

    Deixa o governo governar, minha gente. O Doutor Patrice Trovoada está no rumo certo. Ele é o único neste país que consegue empurrar este povo preguiçoso para o desenvolvimento. As pessoas têm de trabalhar mais e deixar de boa vida tanto aqui no Príncipe como em S.Tomé. Só o Doutor Patrice Trovoada que consegue colocar estas pessoas a trabalhar. Os funcionários públicos tem de trabalhar mais. Uma data de greve num país que não produz nada não pode ser. Doutor Patrice Trovoada tem de disciplinar mais estes funcionários da Justiça nem se for preciso mandá-los para rua e meter outras pessoas que querem trabalhar. O país não pode estar a sustentar parasitas e preguiçosos.
    Viva o Doutor Patrice Trovoada
    Viva o ADI

    • seabra

      28 de Maio de 2017 as 12:34

      Quem é doutor? O PT só pode é ter feito a escola mafiosa,porque nunca meteu as patas dele numa universidade ou escola superior e nem está provado se chegou a obter o décimo segundo ano . Parem de lhe atribuir títulos e diplomas que ele nunca teve e nunca terá.PT tem como títulos:
      -mafiosa,larápio,cambalache
      iro,mentiroso,mégalomane,ditador,aldrabão,vadio,vagabundo,oportunista,CORRUPTO…… PT sózinho é um tanque de “déchets toxiques”em STP.Eís o que é PT e família TROVOADA.Os malditos amaldiçoados.

    • boca pito

      31 de Maio de 2017 as 11:48

      És doido, não é?
      Achas que alguém ou algum partido está em condições de não deixar o Governo trabalhar? Ou não sabes o que significa maioria absoluta? Tente informar melhor sobre a política e depois deixar cá cometários, ok?
      Para teu conhecimento, o governo é que não está mostrar trabalho feito e bem feito, com todos os poderes que tem no parlamento e na presidência da República.
      De quem é a culpa? Nenhuma Lei ou proposta de Lei chumbará no parlamento enquanto este governo estiver no poder. E serão homologadas rapidamente, porque o presidente é do ADI. O quê que queres? Devem sim é mostrar trabalho bem feito, com justiça, transparência e responsabilidade.

  29. Honório Lavres

    24 de Maio de 2017 as 9:29

    Apesar de estarem a dizer coisas lá no Príncipe da minha vida cá em Inglaterra e Portugal eu só quero justiça. Eu não fiz nada de mal que outras pessoas não faz. Podem falar de mim a vontade. Me podem prejudicar mas eu vou sobreviver a estes ataques. Toda gente sabe que a vida aqui não é facil e há sempre problemas e se eu estou com algumas dificulidades agora eu vou ultrapassar isto. Quem é que nunca roubou ou fez nada de mal que atira a primeira pedra. Não era preciso estarem a defamar a minha vida assim lá no príncipe.

    • Mascarenhas

      25 de Maio de 2017 as 13:05

      Ó senhor Honório Lavres este lugar não é para cada um andar a dizer aquilo que se passa consigo lá em portugal ou noutro sitio qualequer. O senhor tem os seus problemas pessoais e isto não interessa a ninguém. Não me interessa saber se o senhor tem dificulades, se o senhor roubou ou deixou de roubar. Este problema só diz respeito ao senhor. Agora vir para cá carpir as suas magoas é que é mau. O seu problema não tem nada a ver com o assunto que está em discussão neste momento que é o problema dos tribunais. Peço desculpa se eu lhe ofendi mas não era a minha intenção.

  30. Amigo do To Zé

    24 de Maio de 2017 as 11:08

    De facto eu não entendo o porquê do mais alto magistrado da nação ter limite de mandato é um simples presidente de Câmara e do governo regional pode ficar no poder até a reforma o mesmo até a morte. Tem se que resolver esse problema em Stp urgentemente.

    • Martelo da Justiça

      24 de Maio de 2017 as 18:10

      Esqueceu-se também que o Primeiro-Ministro não tem limite de mandato???

  31. Mister One

    24 de Maio de 2017 as 17:00

    A lei do povo é Arroz de 13 contos .

  32. Sombra Verdadeira

    24 de Maio de 2017 as 23:00

    “Poder tende a corromper… e o poder total corrompe totalmente”. Bem haja todos.

  33. seabra

    30 de Maio de 2017 as 22:54

    Senhor Adelino Cardoso Cassandra,gostaria de perguntá-lo sobre o seu perfil político,ou seja,qual é a sua ideologia? A que partido pertenceu ou pertence e qual foi o seu papel no seio deste partido? Já fez parte de algum partido?Qual? Seria bom conhecê-lo melhor.
    Espero com entusiasmo a sua resposta.
    Com os meus melhores agradecimentos.

  34. boca pito

    31 de Maio de 2017 as 10:37

    Meus caros,
    Falando sobre a roça, devemos refletir muito e profundamente sobre a situação do país como cidadãos, independentemente da filiação política. Analogicamente, os partido no poder, é considerado nosso pai. Ajudamo-lo para trilhar o seu caminho, quando os seus projetos são materializados com honestidade, lealdade,transparência, JUSTIÇA A TODOS OS NÍVEIS, para o bem comum.Mas quando não houver o cumprimento desses valores, devemos criticá-lo vincada e construtivamente, para que o barco tome o rumo diferente, mediante o cumprimento das Leis da república.
    O que se tem assistido é uma aberração total: Falando das injustiças salariais, o crescimento desenfreado da pobreza e o agudizar do alto custo de vida dos cidadão de uma maneira geral.Ao nível das infraestruturas, outra aberração, falta de uma atenção clara quanto as estradas totalmente esburacadas no centro da capital de São Tomé, e agora só estão a fazer remendos e tapagens dos buracos.

  35. boca pito

    31 de Maio de 2017 as 12:20

    De todas as complicações em que o país está enfrentando, temos um problema candente e diveras preocupante para todo o funcionário público. é o seguinte: A PARTIR DO FINAL DOS PRÓXIMOS MESES JUNHO, JULHO, JÁ COMEÇAREMOS A TER PROBLEMAS COM O SALÁRIO, ISTO PORQUE OS BANCOS VÃO DEIXAR DE AVANÇAR O SEU CAPITAL PARA PAGAR OS SALÁRIOS ATÉ QUE O GOVERNO ENVIE OS TÍTULOS PARA LIQUIDAÇÃO. Exemplo disto é agora, que há bancos que não avançaram o pagamento dos salários e amanhã é 1 de Junho, muitos pais estão à espera dessa “merreca” para minimamente fazer gosto aos seus filhos, o que está pendente até este momento. COM TANTAS INJUSTIÇAS SALARIAIS, UMA ELITE A GANHAR SALÁRIOS MILIONÁRIOS, haverá ou não razão para confusão?

    • Morcego de Almerim

      1 de Junho de 2017 as 9:12

      Subscrevo as suas preocupações Boca Pito. O país não tem um rumo nem estratégia definida para um caminho de mínima de sustentabilidade. É só pedir dinheiro e gastar, voltar a pedir e gastar, pedir mais tarde e voltar a gastar. Muito dinheiro foi usado em patifarias ou coisas desnecessárias que deveria ser bem usado para alanvacar a nossa economia nos últimos 3 ou 4 anos. pequenos investimentos ou apoios a fundo perdido para os pequenos empresários desenvolverem projetos que têm a ver com as pescas, artesanato, agricultura, restauração, etc e depois estariam em condições de pagar os seus impostos. Agora o governo não fez nada disto e agora quer ir pedir estas pessoas para pagarem impostos sabendo de antemão que não têm condições de fazer isto tendo em conta a situação económica do país.

  36. seabra

    2 de Junho de 2017 as 15:18

    Boa tarde senhor Adelino Cardoso Cassandra. Continuo (e somos numerosos) que queremos conhecê-lo melhor. Creio que é legitimo que queiramos saber quem é você. Afinal, nao creio que seja complicado de responder as minhas curtas questoes, quanto a sua familia politica e ao partido que pertenceu ou pertence e qual foi ou é o seu papel na vida politica saotomense, para além dos seus interessantes artigos sobre a situaçao politica de STP.
    Espero com muito interesse e curiosidade a sua resposta.
    Bom fim de semana a todos e a todas.

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