Uma Palayê para chefia do Governo da República

Sempre tive alguma admiração e estima por algumas das nossas palayês que dão cor e vida aos nossos tradicionais mercados. Aquelas senhoras, com filhos para sustentarem, que,  nalguns casos, foram abandonadas pelos respetivos maridos e/ou representam um percurso de infortúnios decorrente da situação económica e sociocultural, cada vez mais difícil, que o país vai atravessando, ao longo dos tempos, simbolizam o que de melhor temos no país como exemplo de resiliência.

Algumas destas palayês não sabem ler nem escrever e, outras, provavelmente, não frequentaram níveis de escolaridade satisfatórios ou percursos formativos alternativos que lhes pudessem fornecer competências, em áreas diversas, que contribuíssem para acrescentar valor ao trabalho difícil que desenvolvem diariamente.

Todavia, todas as manhãs, depois de fazerem as contas relacionadas com a mercadoria vendida no dia anterior, pagarem os fornecedores e adquirirem novos produtos para o negócio do referido dia,  lá estarão elas nos respetivos mercados, pondo em prática a experiência adquirida ao longo dos anos, utilizando a astúcia necessária em torno da lei da oferta e da procura para maximizarem os seus parcos lucros relacionados com a venda dos referidos produtos e, sobretudo, não descurando o respeito pelos clientes ou fregueses que são elementos imprescindíveis no referido negócio.

Algumas não abdicam de fornecer garantias  aos clientes ou fregueses, sobre a qualidade dos produtos que vendem, partilhando com estes informações básicas sobre a origem, regras de conservação e utilização dos mesmos e, até, conhecem-nos através do nome próprio e não abdicam de lhes manifestar fidelidade, respeito e confiança negocial, sob slogans, em forma de cânticos, na língua forra.

Num país onde toda a gente parece estar falida, admiro a capacidade de resiliência destas senhoras, ano sobre ano, em prol da manutenção desta profissão como meio de sobrevivência. Algumas palayês chegam a casa, bastante tarde, onde os seus maridos já lá estão, em autêntica cavaqueira com os amigos, numa banca improvisada no quintal  ou numa roda em torno da bisca 61 e, têm, ainda, a obrigação de ir desenrascar o jantar para estes e para os filhos, pensando, todavia, nos meandros do negócio para o dia seguinte. É obra!!

Se é verdade que as nossas palayês não representam só exemplos de virtudes, num microcosmo político e social com as nossas características, a capacidade de resiliência das mesmas, de respeito, lealdade e confiança transmitida aos seus fregueses ou clientes, num exercício diário de sobrevivência, deveria estimular os nossos protagonistas políticos a aprenderem alguma coisa com estas mulheres.

O país está, momentaneamente, a viver, uma grave crise de natureza político-institucional, económica, financeira, social, e de valores, como nunca viveu anteriormente, no contexto democrático, e, da parte de alguns atores políticos, comentadores e analistas políticos, faz-se tudo para passar a ideia de que ela não existe como coisa que tal facto contribuísse para atenuar os efeitos internos e externos da sua manifestação, no médio e longo prazos, com consequências gravosas para a maioria dos cidadãos e da própria imagem do país.

No contexto político, a mentira, a aldrabice e a ilusão, encobertas com o propósito de defesa de interesses político-partidários e eleitorais mesquinhos, começam a minar a credibilidade e confiança dos cidadãos no Estado.

De facto, ninguém de bom senso pode entender que, num país em que as instituições do Estado pretendem confiança e respeito dos seus cidadãos, a Assembleia Nacional aprova um Orçamento Geral do Estado que, no entanto, não foi aquele, de acordo com as leis da república, que foi promulgado pelo senhor presidente da república e; no entanto, o senhor presidente da república promulga uma outra versão ou proposta de Orçamento Geral do Estado que nunca fora aprovada pela Assembleia Nacional.

Tudo isto passou-se, não obstante o rol de críticas dos partidos da oposição, como algo normal e até desejável num país que se proclama democrático. Denunciar estes factos não é politiquice, como já ouvi muita boa gente reclamar. Isto é aldrabice, mentira, irresponsabilidade política e um péssimo serviço prestado às instituições da república.

O Estado tem de ser, sempre, o primeiro responsável pelo cumprimento das leis da república e tanto a Assembleia Nacional como o Governo e a Presidência da República não podem se comportar como entidades privadas dotadas de autonomia para fazerem o que lhes apetece, em nome do povo, passando por cima de leis e procedimentos que regem a nossa vida em comunidade mas, todavia, auto proclamarem-se defensores e representantes do “povo pequeno”.

O exemplo que se transmite ao povo com esta decisão é que o incumprimento de leis e procedimentos deve ser a regra no país, a partir de agora, em prol do propósito da defesa de interesses político-partidários e eleitorais mesquinhos e que o presidente da república é o principal defensor deste modus operandi. Que autoridade terá o Estado, a partir de agora, para impedir qualquer cidadão, de uma conduta semelhante relativamente ao incumprimento das obrigações e leis do país?

Se tal conduta fosse involuntária e fruto de desacertos organizacionais, muito comum na nossa terra, este ato indecente aconselharia que o Governo, o Presidente da Assembleia Nacional e o próprio Presidente da República viessem pedir desculpas pelo mesmo garantindo-nos que fora um lapso e que a situação não voltaria a repetir, resolvendo-se o referido problema, reenviando a proposta do Orçamento em causa, que queriam de facto aprovar, para análise e aprovação na Assembleia Nacional.

Só que esta não é, ou não foi, uma mentira política involuntária nem tão pouco um produto de insuficiências de informação ou organizacionais do nosso Estado.

A mentira e a aldrabice têm sido práticas usuais na nossa terra por parte de alguns partidos políticos, em especial o ADI, que, uma vez no poder, transferem esta prática para o próprio Estado, contaminando-o com este e outros vícios,   esquecendo, todavia, que qualquer organização que tenha como objetivo atuar no sistema político tem a obrigação de produzir uma conceção sobre o modo de exercer e fundamentar o poder e a autoridade de modo a garantir, entre outras coisas, a paz e harmonia social.

Quem mente sabe que mente e tem objetivos claros com este propósito. E, como é óbvio, porque sabemos que mentem é que devemos ter a certeza absoluta que conhecem a informação verdadeira mas, todavia, usam esta mentira para vedar aos outros o acesso à referida informação verdadeira.

Infelizmente, na nossa terra, nos últimos anos, tem sido esta a prática. Esta perversão de princípios e valores não será possível sem o pagamento de preços muito elevados no médio e longo prazos.

Da mesma forma que se pode exercer o poder sem o ter conquistado formalmente, ou seja, por via eleitoral e legítima (como o ADI acusava a anterior solução governamental); também pode-se conquistar o poder sem ter condições para o exercer.

Infelizmente, tendo em conta a prática do atual governo e maioria parlamentar, começo a concluir que, desde o início, nunca reuniram as condições objetivas para  governar um país com tantos problemas complexos por resolver como aqueles que temos.

Não creio que os acionistas de uma empresa, quaisquer que fossem, aceitassem que a mesma fosse  governada da forma como o nosso país é governado, nestes últimos anos, sob um manto de mentiras, aldrabices, trapaças, sonegação de informação e desrespeito pelos referidos acionistas.

E, todavia, a função social de um partido, estando ele no governo da república ou não, é muito mais importante do que a função social de uma empresa e, com tal, as ineficiências organizacionais e procedimentais neste âmbito terão consequências muito mais vastas do que a eventual falência de uma empresa.

Por isso, fico perplexo perante tanta passividade e, até, concordância, de certos comentadores afetos ao ADI, perante desmandos, ciclicamente praticados, desta magnitude.

A atitude mais recente do primeiro-ministro, na Assembleia Nacional, aquando do debate parlamentar sobre o Orçamento Retificativo, de mostrar indiferença ou não responder às questões colocadas pelos deputados da oposição só vem confirmar a generalização do caminho da impunidade, escolhido pelo ADI, uma vez no poder, sem suporte numa conceção clara sobre o modo de o exercer de forma fundamentada e com autoridade em prol da resolução dos complexos problemas que afligem o país momentaneamente.

Tal facto, para além de denunciar uma falta de respeito e consideração para com uma instituição tão importante no aprofundamento da nossa democracia, como é a Assembleia Nacional, pode traduzir, voluntária ou involuntariamente, o propósito de   anulação das funções de representação, de expressão e pluralismo que justificam a sua existência e funcionalidade.

Os deputados que foram eleitos pelos partidos da oposição têm os mesmos direitos que os deputados do ADI e estão na Assembleia Nacional através da função de representatividade, materialmente executada, decorrente dos resultados eleitorais das últimas eleições legislativas.

Têm, por isso, todo o direito e dever de formular perguntas, de acordo com as prerrogativas constitucionais do mandato parlamentar, em prol da fiscalização dos atos do governo. E o senhor primeiro-ministro tem o dever de responder, caso contrário nem sequer seria necessário andarmos em eleições legislativas, de quatro em quatro anos, porque bastaria ao ADI montar a sua tenda na Assembleia e no palácio governamental e tratar da nossa vida coletiva sem ter de aturar deputados “impertinentes” nenhuns.

Além disso, em sociedades minimamente democráticas, livres na expressão política e pluralistas na representação social, uma pergunta, iniciativa ou decisão, na Assembleia Nacional, provinda do lado do poder ou da oposição, devem ter as mesmas condições de dignidade e tratamento por parte do senhor primeiro-ministro e do governo da república.

Sem querer estabelecer analogia, não creio que nenhuma palayê, que cumpre  sua função com brio e profissionalismo, diariamente, nos nossos mercados, atrevesse tratar, desta forma, com desprezo, arrogância e pouca dignidade  os seus clientes ou fregueses ou; em alternativa, passasse a vida a menti-los ou enganá-los em prol da melhoria dos lucros nos seus negócios.

Tratar-nos, sistematicamente, como ingénuos, como pessoas que estão sempre disponíveis, involuntariamente, para o consumo da mentira e aldrabices, sem qualquer criticismo, como coisa que  a função da política é a produção constante destas ficções que implica que se façam coisas que nunca se deveria começar por fazer e, posteriormente, justifica-se o que se continua a fazer com as consequências do que se fez antes, é um sinal preocupante do paradoxo e degradação da forma de fazer política na nossa terra.

Um exemplo flagrante desta constatação  está no facto do senhor primeiro-ministro vir nos dizer, numa entrevista recente, após três anos de exercício governamental, que as empresas públicas do país estão todas falidas.

Isto é um autêntico atestado, de assunção de fracasso, durante estes últimos três anos, da política do senhor primeiro-ministro, neste âmbito, sem que a oposição precisasse de fazê-lo.

O senhor primeiro-ministro não é um analista político nem um comentador mas, comporta-se como tal, fazendo uma afirmação deste tipo, esquecendo-se, no entanto, das suas próprias responsabilidades na falência destas empresas públicas depois de nos ter prometido, logo no início da presente legislatura, em 2014, que o país iria entrar num tempo novo, em termos de organização e gestão das referidas empresas públicas, tendo, até, mudado toda a equipa de gestão anterior das mesmas e, em aparente contradição com este desiderato, aumentado de forma exponencial o número de trabalhadores das mesmas incorporando militantes e simpatizantes do seu partido nos quadros das mesmas fazendo, com tal, crescer a respetiva massa salarial.

Esqueceu-se, contudo, durante estes três anos, de implementar um plano de reestruturação das referidas empresas que contemplasse: o diagnóstico prevalecente das mesmas; um plano de intervenção mobilizador que permitisse a participação de todos os trabalhadores nesta tarefa e respetivo cronograma com objetivos e metas a atingir; redefinição do modelo de liderança com inclusão clara das responsabilidades de cada ator nas referidas empresas e, finalmente, a monitorização e acompanhamento de todo o processo de reestruturação de forma a que o senhor primeiro-ministro pudesse nos dizer, agora, com clareza o que correu mal ou bem decorrente da implementação destes planos.

Nada disso foi feito e, no entanto, o senhor primeiro-ministro chegou a conclusão que as referidas empresas estão falidas, depois de “inundá-las” com militantes e simpatizantes do seu partido. É óbvio que o resultado só poderia ser este como, aliás, está a acontecer o mesmo com a administração pública que foi totalmente “inundada” com militantes e simpatizantes do ADI fazendo, com tal, crescer exponencialmente a massa salarial da função pública com resultado catastrófico que conhecemos momentaneamente.

Um país que vive de doações internacionais e não produz nada não pode ter este tipo de política para depois chegar a conclusão que está falido e requerer a intervenção de organizações internacionais como o FMI, até pelo facto de, já em 2014, o senhor primeiro-ministro ter denunciado, num discurso aos seus ministros, a eventual chegada de tempos difíceis cujo trecho discursivo apresento: «…Ao senhor Ministro das Finanças e da Administração Pública, quero dizer que os tempos mais próximos aparentam ser de dificuldades financeiras acrescidas. Peço-lhe, por isso, um controlo rigoroso das finanças públicas, das receitas e despesas públicas e uma reforma da administração Pública, de modo a torná-la mais produtiva, mais competente, mais transparente e mais próxima do cidadão…» – (Patrice Trovoada dixit – discurso de orientação política dirigido aos membros do XVI Governo em 29 de novembro de 2014).

Quem ler com atenção este trecho discursivo do senhor primeiro-ministro aos seus ministros e analisar o comportamento e decisões políticos do seu governo, nestes últimos três anos, só pode pensar que estamos em presença de uma grande irresponsabilidade política, da mentira como instrumento de acesso e desenvolvimento do poder e, sobretudo, da manifestação de um estilo e tique com pretensão totalitária.

Podemos concluir, hoje, que não houve nenhum controlo rigoroso das finanças públicas, nenhuma reforma da administração pública e há, todavia, menos transparência nos assuntos públicos que nos dizem respeito a todos.

Na história da ascensão e derrube de quase todos os totalitarismos no mundo, por mais que se reproduzia a mentira, como instrumento de propaganda ou sonegação de factos políticos incontornáveis, continuou a existir uma grande quantidade de pessoas que acreditavam que aquilo que era dito era a verdade, recusando ver a distância entre aquilo que era anunciado e o que era, realmente, realizado. A atual realidade do país não está muito distante desta constatação histórica.

A minha única consolação é que, embora muita gente queira continuar a acreditar nesta mentira, aldrabice e ilusão, fazendo com que o senhor primeiro-ministro tenha a tentação de repeti-la muitas vezes,  como instrumento estratégico de consolidação do seu poder, serão os factos, num contexto de médio e longo prazos, que contribuirão para derrotar os protagonistas desta estratégia como, aliás, já se começa a constatar.

Compreende-se mal, por exemplo, que o senhor primeiro-ministro tenha aconselhado rigor aos seus ministros, já em 2014, sugerindo que os tempos que iríamos começar a viver, a partir daquela altura, seriam de “dificuldades financeiras”, fruto da crise internacional e, todavia, neste momento, apresentar como desculpas para o fracasso das suas políticas e incumprimento de promessas, exatamente, a “crise internacional”.

Agora, com o país falido, tendo em conta as próprias palavras do senhor primeiro-ministro, dá-se mais um salto em frente com a criação do Tribunal Constitucional no país que vai custar uma pipa de massa e criar regalias especiais para uma “claque” específica do ADI e criação, de forma avulsa e sem critérios pré-definidos, como este governo sempre fez, de um fundo de Apoio aos Funcionários Públicos que irá dividi-los em funcionários públicos de primeira e de segunda categorias, consoante sejam simpatizantes do ADI ou de outros partidos políticos, enquanto, por outro lado, declara que não existe dinheiro para transportar doentes graves da Ilha do Príncipe para S.Tomé para tratamento especializado na capital do país. É este, infelizmente, o grau de sensibilidade e de hierarquização de prioridades de um governo que se proclama defensor do “povo pequeno”.

A insanidade que tomou conta do país é inversamente proporcional ao estado atual dos partidos da oposição e isto é muito mau e preocupante, excluindo-se algumas intervenções avulsas, embora importantes, da UDD, do PCD e do MDFM que, sem meios e asfixiados no terror censório e punitivo dos seus militantes e simpatizantes, por parte do atual governo e maioria, vão denunciando algumas decisões políticas postas em prática por este governo do ADI.

O MLSTP transformou-se, já há algum tempo, num partido de protesto, reativo, estéril e com uma grande carga de conflitualidade interna, carregada durante imenso tempo, que dificulta todos os movimentos e desejos para a sua eventual renovação. Para além disso, está infestado de generais brilhantes faltando-o, contudo, o desempenho perseverante que poderá dar realidade aos meios, forma às estratégias e possibilidade prática aos seus movimentos para se transformar numa alternativa real ao atual ADI, em prol do desenvolvimento do país. Não creio, sinceramente, que isto venha a acontecer, nos próximos tempos, tendo em conta a realidade diária que todos vemos no referido partido.

Assim sendo, vivemos, momentaneamente, uma situação muito complicada e com um desfecho, qualquer que ele seja, difícil e preocupante.

Provavelmente é chegado o momento de termos uma palayê, no governo da república, como primeira-ministra.

Adelino Cardoso Cassandra

P.S: O governo e a respetiva maioria garantiram-nos que o final do mês de junho seria o limite temporal para que o povo Santomense ficasse a conhecer as características genéticas do milho recentemente introduzido e semeado no país. Isto por si só já configura uma autêntica aberração, porque não se pode plantar e disseminar uma espécie nova, num ecossistema frágil como o nosso e, posteriormente, procurar conhecer a sua característica genética e efeitos ambientais que provoca. Todavia, já vamos no mês de agosto e não foram apresentadas nenhumas informações ao povo sobre o referido assunto. Isto é preocupante.

 

 

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    ADEUS A ULTIMO SUBREVIVENTE Responder

    sim senhor, sim senhor, eu peço todos aqueles que tem acesso a telanon, para aconselhar os nosso Jovens e adulto a se dedicarem a leitura, essa cronica não é de brincadeira, é muito elucidativo.

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      Trindadense Responder

      Gostei muito deste pedaço que vou escrever em baixo:
      “Na história da ascensão e derrube de quase todos os totalitarismos no mundo, por mais que se reproduzia a mentira, como instrumento de propaganda ou sonegação de factos políticos incontornáveis, continuou a existir uma grande quantidade de pessoas que acreditavam que aquilo que era dito era a verdade, recusando ver a distância entre aquilo que era anunciado e o que era, realmente, realizado. A atual realidade do país não está muito distante desta constatação histórica.

      A minha única consolação é que, embora muita gente queira continuar a acreditar nesta mentira, aldrabice e ilusão, fazendo com que o senhor primeiro-ministro tenha a tentação de repeti-la muitas vezes, como instrumento estratégico de consolidação do seu poder, serão os factos, num contexto de médio e longo prazos, que contribuirão para derrotar os protagonistas desta estratégia como, aliás, já se começa a constatar.”

      Só continua a acreditar nesta mentira e aldrabice quem quer ou quem é burro. E o engraçado é que existe de facto muita gente até que andou a estudar nas universidades que acreditam mais nesta mentira que as pessoas que nunca passaram na escola. Vamos deixar este senhor cair de maduro e podre para ele aprender. Andou a prometer muito e a perseguir as pessoas e agora está com a corda no pescoço. Aguenta só.

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    Original Responder

    Tudo tem o seu final,algum dia chegará.O que este homem está a fazer,um dia este País há-de colocá-lo no seu lugar.

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      Maria Silva Responder

      Tenho receio que este DIA seja tarde demais……,

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    ANCA Responder

    Uma das característica de pessoas, irresponsáveis que ressalta a observação, a vista de todos, está na sua atitude comportamental.

    O ditado é antigo.

    O Rei vai nu.

    “Quem muito ri, pouco acerta.”

    Sinônimo de pessoa que jamais assume a sua responsabilidade, que culpa sempre os outros pela sua desgraças ou falhas.

    Pessoa imatura, brincalhona sem sentido do dever, pessoa vaidosa, arrogante, pouco humilde,pessoa que está pouco preparada para desafios que lhes são exigidos.

    Se se verem bem atitude do Primeiro Ministro, a quando da suas intervenções, entrevistas perante a câmaras de televisão, logo se apercebe, aliás tivemos um Presidente da República, outrora com mesma característica.

    Por isso aqui fica mais uma ajuda quando se se quer escolher alguém para o desafio de dirigir um País(Território/População/Administração), com problemas, estrutural, de organização, social, cultural, ambiental, desportivo, político, econômico e financeiro.

    Antes da independência os alunos da primaria tinham que saber, conhecer bem, os rios, as linhas de caminhos de ferro, as povoações, as localidades, pois por alguma razão era.

    Hoje alguns arrumados em doutores, nem nomes de alguns rios nacionais conhecem, nem sabem que nalgumas localidades existiram rios que hoje já não existem, que nalgumas localidades/distritos houve acréscimos ou perda de população, como podem gerir administrar um País(Território/População/Administração).

    A casa onde não há pão, todos ralham ninguém tem razão.

    Tanto barulho dentro da montanha, para ela parir um rato, assim é a nossa democracia, o nosso parlamento, os que dizem deputados não estão a altura da representatividade dos problemas sociais, culturais, desportivos, ambientais, políticos, econômicos e financeiros, do Distrito de Agua Grande, do Mezochi, do Lobata, do Cauê , do Cantagalo, do Lembá, da região administrativa do Príncipe, do País(Território/População/Administração), no seu todo.

    As instituições político partidárias, as personagens políticas lidere partidários, as instituições do Estado, os tribunais, as escolas, a policia nacional, a seleção nacional de futebol de handebol, de basquetebol, a Emae, o Hospital, os Ministérios, não estão a altura, falta organização, regras rigor, cumprimentos de procedimentos, exigência, falta produtividade.

    Nenhuma instituições partidárias, ou personagens política, está em condições de criticar nada, de prometer nada, vivemos a custa do dinheiro que nos dão, que nos emprestam, nada produzimos.

    A casa onde não há pão todos se queixam e ninguém tem razão.

    Temos que nos organizar trabalhar produzir,…mais e melhor.

    Os desafios da organização, estrutural da sociedade SãoTomense nem se quer começou, se prolongou no tempo após a independência até os nossos dias com agravante da perda de valores, falta de organização, falta de rigor, regras,procedimentos.

    Em que quem trepa no coqueiro é rei.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tome e Príncipe

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    Ferreira Responder

    Fabuloso senhor Adelino Cardoso Cassandra. Também aconselho as pessoas a ler com calma. Muito bom para as pessoas entenderem muita coisa que passa neste país.

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    Sossegado no Meu Cantinho Responder

    Isto desmonta toda a estratégia do ADI e do senhor Patrice Trovoada, ponto por ponto. O povo de S.Tomé agradece. Um serviço inestimável a este povo. Parabens pelo escrito.

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    Jaca Dóxi Responder

    Simplesmente demolidor. Assino tudo por baixo, senhor Cassandra.

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    Santomense no Brasil Responder

    Isto cá no Brasil diz-se que é “cutucar onça com vara curta”. O resultado é este. Agora aguentem. Aguentem. Aguentem.

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    Vexado Responder

    Muito bom artigo.
    O que narrou, todos os santomenses, lúcidos, incluindo os senhores da oposição e militantes apoiantes do proprio governo, já tomaram nota de quem é o Senhor Patricio Tempestade: “um autentico BURRO”.

    Para quê falar com um autentico falhado.

    O tempestade sabe o que anda fazendo. Criou caos e, aos poucos, vai fazendo o que quer.

    Quer permanecer no poder, pois nunca trabalhou como as palaies tem vindo a fazer.

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    Boca Pito Responder

    Brilhante!!!

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    Almas Responder

    O país bateu no fundo e toda a gente já percebeu isso, não sei onde vamos parar mais com este deslize para fundo. Páis está mal, mal, e muito mal, salário não sai, as coisas estão caras, as pessoas não tem dinheiro, saúde está mal, as pessoas estão a morrer atoa, sem tratamento. Não sei onde isto vai parar.

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    Chateado com Tudo Isso Responder

    ADI e Patrice estão completamente desorientados. Isto é para acabar com esperteza, soberbice, arogancia e perseguição. Aqui se faz aqui se paga. É pena que alma sem culpa esteja a sofrer por causa desta gente maldosa, rancorosa e de má índole. Voces vão pagae pelos crimes cometidos. Malvados. Gente a morrer no hospital sem remédios, a trabalhar e só receber vencimento no dia 9 ou 10 de mes seguinte. Ladrões.

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    boca pito Responder

    ok,
    Meu caro
    És muito importante neste canal de troca de informações.
    as espero que sejas mais resumido e menos fastidioso nas tuas desertações. São muito boas, reitero uma vez mais, entretanto, seja mais resumido e sucinto, porque senão, muitos beberão pouco da tua eloquente fonte.
    1 ABC

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    Reflexão Responder

    País ficou bobo. Só ganancia. Nem o governo nem a oposição só querem boa vida e ficar ricos a custa do povo. Eu já não confio em ninguém neste país. todos cuando entram vem com muita conversa como veio o senhor patrice trovoada. desfile de moto e de carro desde o aeroporto, muita conversa, muito paleio, muita promessa e depois eles com eles. Ficam ricos e mandam o povo chupar no dedo. Diabo leva voces.

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    Felispote Responder

    Dizem por ai que o patrice trovoada fugiu do país. Alguém pode confirmar esta notícia por favor? A coisa está a apertar. Um homem que dizia que dinheiro é capim está agora a ver a casa a arder por dentro e não sabe fazer nada. Não deixem o homem fugir porque ele tem de ser responsabilizado no tribunal por todo o mal que está a fazer.

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    Kóquer Responder

    Eu acredito que depois de tanta gente que já experimentou a governação deste país e só fes besteira talvez uma paleiê fazia muito melhor com acessores qualificados para ajudar. estas pessoas só quere saber da vida deles e dos familiares e passam a vida a enganar os mais pobres que são usados e deitados fora como um papel que já não querem. Mesmo assim os pobres são os que defendem este homem mais do que os propi ricos.

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    Martelo da Justiça Responder

    Aqueles que fizeram tudo para derrubar o anterior Governo do ADI, afinal fizeram muito bem e tinham razão. Muitos incluindo eu que contestamos esta medida estivemos errados. Afinal, este Senhor, Patrice Trovoada nunca deveria ser primeiro-ministro deste Pais. Ele não percebe o que é governar um Pais. Alias, o objetivo dele é aproveitar o máximo do Pais para resolver o seu problema pessoal, arruinando-o como se está a constatar. Num contexto democrático este é sem duvidas o pior Governo que tivemos. Quero que alguém prova o contrario do que estou a dizer. Nunca ouvi tanta aldrabice, tanta mentira, tanta perseguição, tanta corrupção, tanto clientelismo etc., como agora. Ainda por cima, as poucas pessoas corajosas que contestam a desgovernação deste Governo de ADI são ameaçadas através de comunicado de Conselho de Ministros. Estes 4 anos serão sem duvidas um retrocesso para São Tomé e Príncipe. Tenho receio do futuro porque não se vislumbra uma alternativa séria para o Pais, porque o maior Partido da oposição cheio de problemas internos está KO e finge que esta a fazer oposição. Não terá a mão do Patrice Trovoada metido nisto?? Este senhor é perito nessas maquiavelices.Para algumas pessoas que o dinheiro vale tudo, tudo é possível. Tenho dito!

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      explicar sem complicar Responder

      Claro através do sócio dele de ROSEMA, Nino Monteiro.

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    Vicente Responder

    Bato palmas,tiro o chapéu e eis a minha reverência. O senhor quebrou três pés da cadeira, mas ainda existem muitos que prefere deitar a cadeira fora e deitar para que ele se sente.
    Dizia o meu Avô :Safu boca lizo,non cá lega pliguito tué pla nguê pié ni son pótódo.

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    helmer dias Responder

    sr ADELINO

    Sou seu fãn nº1 n, porque as suas analises e reflexões,faz entender que ainda o pais são-tome e príncipe existem pessoas que adora-o, independentemente dele não ter muito recurso financeiro.
    Concordo com tudo que o senhor escreve,o excelente é que senhor faz isso com uma clareza,sabedoria e com muita dor por ver nosso pais a cair no abismo.Muitos dos nossos governantes e pensadores da nossa praça,deveriam a prender com a preocupação com coisa publica como o governante da outra parcela da ilha tem com o povo.Senhor não insulta ninguém senhor ajuda o pais.
    MUITO OBRIGADO

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    Zemé Responder

    Uma autêntica desilusão. Quando toda a gente esperava que o país iria descolar aparece só desgraças, desorientação e frustração. Um país pequeno que toda a gente poderia viver com o mínimo para viver de forma sossegada e digna. Deram cabo do país, estão a destruir os recursos naturais de forma acelerada, trouxeram mais confusão, ódio e perseguição. Onde vamos parar com tudo isso é que eu não sei. Ainda estão convencidos que estão a governar. Se isto é governar então eu não sei…

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    Relampago Responder

    Coitado do senhor Evaristo de Carvalho que foi meter neste brincadeira e dizem que agora está bem arrependido. Um homem com uma certa idade que deveria estar a cuidar dos netos dele agora está completamente desorientado, com tensão a subir todos os dias, não sabe o que fazer em situações complicadas que o Patrice Trovoada mete ele, enfim.

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    guadalupe Responder

    “Coitado do Evaristo?”
    Oh sr Relampago: Ele é dos cumplices principais e se não fugir primeiro que PT, terá que assumir todas as faulcatruas do patrão.

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    guadalupe Responder

    Então não é ele quem assina só? Ele, Ramos e mais uns tantos, vão querer fugir primeiro que o patrão. Ha ver vamos!

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