Um grupo de homens armados da Renamo, voltou a atacar uma coluna de viaturas na zona de Muxúngue e na ponte do rio Pungué,Distrito da Gorongosa, o primeiro caso deu-se na tarde de domingo quando um grupo constituído por 5 homens armados segundo uma das vitimas tentou força-lo a parar.
Segundo a vitima não acatou as ordens dos homens armados tendo acelerado a marcha e para seu azar o camião viria a capotar por não ter conseguido dominar o volante numa curva a saída da ponte, esta viatura vinha carregada de caixas de refrigerantes .
Já na tarde de ontem segunda feira os homens armados atacaram uma coluna que seguia em direcção Save-Muxúngue, onde três pessoas contraíram ferimentos graves, sendo uma das vitimas de nacionalidade Sul Africana.
Importa ainda salientar que só de sexta a domingo quatro viaturas foram incendiadas, diversos bens da população saqueados, e estes ataques tem deixado um mar de tristeza a muita gente, pois são despojados dos seus bens, incluindo as viaturas incendiadas.
Antigo 1ºMinistro diz que há falta de seriedade nas lideranças
O antigo 1ºMinistro na presidência de Joaquim Chissano, Pascoal Mocumbe diz que o actual cenário de guerra que se vive no país é devido a falta de um dialogo sério entre as partes em conflito.
Segundo Mocumbe que falava a televisão privada Stv «Neste momento não há diálogo, o que as partes digo Renamo e o Governo vinham fazendo no Centro de Conferências Joaquim Chissano, não era nenhum diálogo e nem sequer havia clareza no aludido diálogo. Eu sugiro que as lideranças da Renamo e o Governo devem sentar a mesa das negociações para pararem duma vez com o sofrimento das populações», disse Mocumbe.
Guebuza convida Dhlakama para dialogo
Enquanto isso, o Presidente da Republica Armando Guebuza convida o líder da Renamo, que se encontra em parte incerta para um dialogo em Maputo no dia 8 de Novembro corrente, para juntos tentarem ultrapassar a crise politica no pais, e caracterizado por um clima de guerra onde varias pessoas já perderam a vida.
De recordar que antes da invasão da sua base em Santundjira, o líder da Renamo assegurou aos jornalistas na altura que só iria dialogar com o Presidente da Republica se houver clareza por parte do governo, no dialogo que decorria entre as delegações do Governo e da Renamo, que foram interrompidas por falta de consenso, com a Renamo a abandonar as mesmas.
Um dos pontos focados pelo líder da Renamo na altura, era sobre a questão relacionada com a paridade na Comissão Nacional de Eleições(CNE), a despartidarização do aparelho de estado, e seguno ele a descriminação e a reforma compulsiva dos militares provenientes do seu movimento a quando da unificação do exército em 1992, depois da assinatura do AGP.
Dhlakama fez saber na altura que se o governo não aceitar estes pontos, o pais não teria eleições, o seu Partido não iria deixar que as mesmas tivessem lugar no país.
Por: Luís Muianga
Em Maputo
Jornalista do: JORNAL ZAMBEZE
Cel: +258845186847
Arlindo Pereira
5 de Novembro de 2013 at 15:01
FRELIMO deve dar sinais claro, penso que falta humildade no seio da Frelimo. o pais é de todos, todos devem beneficiar dos recursos.
António Menezes
5 de Novembro de 2013 at 17:46
Esse é que é o problema. Esses partidos que vêm da época do partido único, após a independência, receberam os nossos países na mão dos portugueses, destruíram tudo e acham que devem continuar a comer e dizer aos outros “que se lixem”. Com excepção de Cabo Verde, tudo é na mesma, as riquezas são para alguns, enquanto 99% da população, água, energia, saúde, educação, habitação, é para ver nas novelas, ou imagens muito lindas nas TVs. Viva PALOPs
Barão de Água Izé
5 de Novembro de 2013 at 20:07
Se a Frelimo e Guebuza querem de facto a paz, devem parar com a movimentação de tropas e regressar aos quartéis.
Se a Frelimo seguir os passos do Mpla face à Unita, poderá surgir uma paz em Moçambique, mas será a “paz” com ressentimento profundo.
Tal como Angola, ódios ficarão escondidos que poderão explodir mais tarde.
A democracia só se alcança pela paz verdadeira e compete à Frelimo que domina o Estado Moçambicano de procurar a paz definitiva com a Renamo.
Lamento
6 de Novembro de 2013 at 7:55
Paz é o imperativo para construção e aprofundamento da democracia. Sem a paz não haverá eleições livres e justas em todo território. Os partidos devem concorrer ás eleições e defenderem no parlamento os seus ideáis. Em democracia não pode existir partidos políticos armados. Devem depôr as armas e os dirigentes serem protegidos por órgãos do estado vocacionados para o efeito. Estou de acordo que o Governo tem que ter controlo de todo o território nacional e garantir a circulação livrimente de pessoas e bens, mas, não estou de acordo que se use as forças para impor a paz. Têm que se sentarem á mesma mesa e resolverem as contendas dentro do extrito cumprimento da Constituição e demais Leis em vigor no país. Viva a paz.