Na última década São Tomé e Príncipe tem assistido à diminuição da proteção financeira, um dos indicadores fundamentais da cobertura universal da saúde. Os recursos internos disponibilizados à saúde são cada vez mais escassos.
“Esses recursos são insuficientes para assegurar a prestação de cuidados, a disponibilidade de recursos humanos bem formados, a disponibilidade de medicamentos, os serviços de prevenção e a promoção da saúde” – disse Abdoulaye Diarra, Representante da OMS em STP.
A organização mundial da saúde, mostra-se preocupada e promete continuar a ajudar.
“No âmbito da nossa estratégia de cooperação 2023-2027 com S. Tomé e Príncipe, o financiamento sustentável da saúde é uma das cinco prioridades, razão pela qual estamos a apoiar o desenvolvimento de análises relevantes, utilizando ferramentas como a Matriz de Progresso do Financiamento da Saúde, juntamente com uma análise das despesas de saúde. Estas análises dão-nos uma ideia da situação do financiamento no sector e ajudam a orientar o ministério da saúde na sua tomada de decisões” – destacou o representante da OMS.
A disponibilidade da OMS foi ouvida durante o workshop dedicado ao financiamento do serviço nacional de saúde em São Tomé e Príncipe, onde a ministra da tutela reconheceu que os tempos são desafiadores, marcados por escassez de recursos financeiros e procura crescente no setor da saúde.
“Esses desafios exigem de nós soluções práticas e inovadoras, baseadas em evidências sólidas, para mobilizar recursos sustentáveis e remover as barreiras financeiras que ainda impedem o acesso aos cuidados de saúde, especialmente para os mais vulneráveis”.
Ângela Costa lembrou que a saúde envolve custos elevados que requerem esforços conjuntos do estado, da iniciativa privada e da sociedade civil.
José Bouças
Joao Batepa
6 de Dezembro de 2024 at 18:05
Qual é o custo operacional anual dos 50 agentes de segurança que protegem o primeiro ministro?
Essa verba seria utilizada no hospital.
O primeiro ministro não tem uma carta de condução?