No dia 30 de abril, a escola Maria de Jesus celebrou o centenário do nascimento de Alda Graça do Espírito Santo.
A patrona da escola (Maria de Jesus) foi mãe da poetisa, nacionalista e promotora do nacionalismo são-tomense, Alda Graça do Espírito Santo.

Foi o início das actividades do programa “Alda nas Escolas”. Uma iniciativa que pretende perpetuar o legado daquela que é o expoente máximo da cultura e do nacionalismo são-tomense. As crianças são o futuro da não, e só poderão dignificar São Tomé e Príncipe, se souberem de onde vieram, se tiverem referências.
O hino nacional cantado pelas crianças é uma das provas do legado de Alda do Espírito Santo, a poetisa que escreveu as letras do hino que identifica a santomensidade.
«Ele fez muitas coisas boas. Escreveu o hino nacional, e foi muito importante para o nosso país», afirmou Danila do Espírito Santo, aluna da escola Maria de Jesus.


Zezito Mendes, o músico que eternizou a música “oh oh zé non sá mina piquina», cantada por várias gerações de crianças são-tomenses, na celebração do dia 1 de junho, brindou a escola Maria de Jesus com o canto do poema “Lá no Água Grande”, de Alda Graça Espírito Santo.
«Alda nas escolas, com esta actividade pretendemos levar o conhecimento da figura de Alda do Espírito Santos a um número grande de escolas do país. Porque entendemos que a cultura, a arte, e o conhecimento histórico sobrevivem através da educação», explicou Maria Costa.

Membro fundador da Fundação Alda do Espírito Santo, Marisa Costa disse que a escritura da fundação seria assinada no mesmo dia do centenário da poetisa, 30 de abril.
«Alda Espírito Santo é o nome maior deste país na época contemporânea. Foi poetisa, nacionalista, matriarca da nação. Dedico toda a sua vida às crianças e às mulheres, a educação, cultura e a arte…Quando digo que dedicou a sua vida, é mesmo a sua vida, porque não o fazia pensando nos dividendos que daí viessem», assegurou.
O nome maior da nação são-tomense, foi professora e mentora de várias gerações de são-tomenses, incluindo Marisa Costa. «Para mim sobretudo, foi mais do que uma professora, foi uma mentora, foi para mim uma segunda mãe», precisou.
Alda Graça do Espírito Santo é uma referência nacional, que representa um impulso de identidade e nacionalismo «A par da perpetuação do legado de Alda do Espírito Santo, os jovens e as crianças de São Tomé e Príncipe precisam continuar a ter esperança. Acredito que a fundação irá trabalhar neste sentido, as crianças e os jovens acreditarem que é possível… acreditarem que podemos ter um país cada vez melhor», acrescentou Marisa Costa.

Alda significa esperança para as novas gerações de são-tomenses. « Ela é esperança, é trabalho, é dedicação, é abnegação a um país, e a um povo que ela escolheu amar», concluiu.
As actividades de Alda nas Escolas prosseguem até 18 de dezembro próximo.
Abel Veiga