O ADI acusa o primeiro-ministro Américo Ramos de liderar um grupo de dissidentes com o propósito de desestabilizar o partido, através de atos ilícitos contrários à legalidade, disciplina e lealdade partidária, em violação dos estatutos, das leis e da própria Constituição.
“Vêm promovendo reuniões públicas fraudulentas, desprovidas de qualquer legitimidade orgânica, com o intuito de induzir em erro os militantes e a opinião pública”, sublinha o comunicado lido por Alexandre Guadalupe, porta-voz do partido.
Segundo a direção, estas ações, incluindo o surgimento, neste fim de semana, de um novo partido político denominado Nossa Terra, “configuram uma deliberada tentativa de criar uma falsa narrativa de conflito interno, recorrendo a sessões fantoches e a cumplicidades no sistema judicial, com o objetivo de intimidar, confundir, comprometer e inviabilizar a participação do ADI nas próximas eleições legislativas, em clara afronta aos princípios do Estado de direito democrático.”
Por tudo isso, “o ADI reserva-se o direito de acionar todos os mecanismos legais, judiciais e institucionais adequados à responsabilização civil, criminal e política dos autores materiais e morais destes atos, não excluindo a apresentação de queixas formais junto das instâncias competentes, nacionais e internacionais”, vinca o comunicado.
A crise interna no seio da maior força política de São Tomé e Príncipe intensifica-se às vésperas das eleições presidenciais, marcadas para 19 de julho, e das legislativas, autárquicas e regionais, agendadas para 27 de setembro.
José Bouças