«Estamos a trabalhar para uma fábrica de enchimento do Gás», afirmou o ministro Gareth Guadalupe.
Numa altura em que o país se confronta com a escassez de petróleo para cozinhar, o ministro da economia e finanças anunciou uma acção que pode garantir a soberania energética nas cozinhas de São Tomé e Príncipe.
«Temos um parceiro identificado a partir de Angola, que irá fazer chegar ao país, gás a um preço extremamente baixo», pontuou.
Segundo Gareth Guadalupe a parceria público privada que está a ser encetada se enquadra no plano nacional de descarbonização. O país tem a oportunidade de abandonar o petróleo para uso doméstico, que tem impactos negativos sobre o ambiente. A crise ou guerra no Médio Oriente reforça a necessidade de adaptação.
«Há uma escassez de petróleo para uso doméstico a nível mundial, por isso é que estamos a trabalhar para que haja aqui uma fábrica de enchimento de gás», frisou.
O governo diz que tem um plano para promover a importação de fogões a gás, a preços competitivos, para incentivar a população a transitar do tradicional fogão a petróleo, para o gás.
Ao mesmo tempo, o executivo apela a população a apostar no carvão biológico, outra fonte de energia limpa para a cozinha.
O ministro da economia e finanças garantiu que «dentro de 4 a 5 meses a empresa de enchimento de gás estará instalada no país. É uma parceria público privada que resolve de facto os problemas da população», concluiu.
Cimento e Gás reacenderam na última semana, o investimento privado angolano em São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga