Política

Sindicato da EMAE denuncia erros políticos na origem da crise energética

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe comprometeu-se a reunir com os trabalhadores da EMAE para discutir a crise energética que há meses afeta São Tomé e Príncipe.

A garantia foi transmitida pelo líder sindical da empresa, após um encontro à porta fechada com o chefe do Governo.

O Sindicato dos Trabalhadores da EMAE considera que a crise energética sem precedentes que o país atravessa resulta de opções políticas erradas acumuladas ao longo dos anos.

Uma decisão unilateral pode ter conduzido à situação que vivemos hoje. Por exemplo, destruíram uma central que produzia entre 4 e 5 megawatts para instalar a TESLA no mesmo local. Com a central demolida, poderíamos estar a beneficiar da energia que fornecia. E perguntamos: onde estão os oito geradores que pertenciam à central destruída?”, questionou Adélcio Costa, presidente do sindicato.

Apesar da entrada de novos grupos geradores e da aquisição de transformadores destinados aos equipamentos oferecidos pela extinta Voz da América, os cortes de energia continuam a afetar o quotidiano da população.

Infelizmente, os geradores não estão a corresponder às expectativas. Muitos chegaram sem o parecer técnico da EMAE”, lamentou o líder sindical.

Perante uma crise que se arrasta há cerca de um ano, o sindicato afirma procurar junto do Governo medidas concretas para devolver estabilidade ao setor.

Porque a população está a sofrer demasiado e nós, trabalhadores da EMAE, estamos a perder todo o respeito. Basta aparecermos nas ruas para sermos enxovalhados e desrespeitados. O Senhor Primeiro-Ministro prometeu estar connosco na próxima terça-feira, na assembleia dos trabalhadores. Ali vamos expor toda a verdade, responsabilizar quem deve ser responsabilizado e, se necessário, chamar o Ministério Público”, sublinhou Adélcio Costa.

Do encontro realizado à porta fechada, os representantes sindicais saíram com sinais de abertura por parte do Executivo e admitem a possibilidade de uma saída para a crise.

A situação ainda pode demorar cerca de um mês, mas acreditamos que poderá ser menos. Confiamos numa resolução a breve trecho”, acrescentou o presidente do sindicato.

O sindicato rejeita a tese de sabotagem, mas alerta que a pressão política está a asfixiar a empresa pública de água e eletricidade, colocando em causa a sua sobrevivência.

José Bouças

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