Três horas de reunião entre o primeiro-ministro e os trabalhadores da EMAE terminaram sem que fosse anunciada uma nova data para o fim da crise energética que há cerca de um ano afeta São Tomé e Príncipe.
“Prefiro não falar em prazo, mas tenho a certeza do envolvimento da equipa técnica da EMAE nesse trabalho”, afirmou Américo Ramos, primeiro-ministro.
Apesar da cautela do chefe do Governo, o presidente do sindicato dos trabalhadores da EMAE mostrou-se convicto de que a situação poderá estar normalizada no prazo de duas semanas.
“As soluções que temos são capazes de resolver o problema. Santo Amaro 1 tem um problema que é possível corrigir; na Voz da América, segundo as informações transmitidas pelo senhor primeiro-ministro, dois grupos vão entrar na rede. Isso significa que as coisas vão melhorar. Acredito que 90% da crise será solucionada”, garantiu Adélcio Costa.
Os trabalhadores recomendaram ao Governo a retoma do diálogo com a empresa Tesla.
“É preciso encontrar solução com a direção da Tesla para colocar os geradores a funcionar e negociar com eles, porque não se admite que uma empresa estrangeira venha tornar um povo refém”, sublinhou.
Defendem ainda que o caso seja levado à justiça.
“Teremos que recorrer ao Ministério Público para chamar à responsabilidade as pessoas que tomaram decisões sem pensar, derrubando aquilo que já garantia energia. Na central desmantelada tínhamos oito grupos geradores que poderiam ser usados neste momento”, acrescentou Adélcio Costa.
A direção da EMAE não participou no encontro entre o primeiro-ministro e os trabalhadores da empresa.
José Bouças