Política

Maior partido santomense enfrenta prova de fogo após decisão do Tribunal Constitucional

O Tribunal Constitucional de São Tomé e Príncipe reconheceu o atual primeiro-ministro, Américo Ramos, como novo presidente do ADI, validando igualmente a eleição dos vice-presidentes e dos membros do Conselho Nacional.

O congresso extraordinário que elegeu Américo Ramos tinha sido contestado pela direção liderada por Patrice Trovoada, que se encontra à frente do partido há cerca de duas décadas.

Estamos perante um tribunal que toma decisões completamente infundadas, sem enquadramento legal, e que decide em favor de quem não tem qualquer legitimidade, afirmou Elísio Teixeira, porta-voz da ala liderada por Patrice Trovoada.

Apesar da decisão, a direção de Patrice Trovoada garante que não vai acatar o acórdão e insiste que o congresso que elegeu Américo Ramos foi ilegal.

Nós não acatamos esta decisão porque, num Estado de direito, o que prevalece são as leis. O primado da lei deve sobrepor-se à vontade de grupos de pessoas, e não é admissível que esta se imponha à Constituição e às normas do país, acrescentou.

Elísio Teixeira lamentou ainda o reforço policial junto à sede do partido após a decisão do Tribunal Constitucional.

“Temos aqui uma carga policial desnecessária. A sede pertence aos militantes do partido. A comissão eleitoral está próxima, mas em três semanas nunca houve qualquer ataque. A polícia veio cá fazer o quê?

Com esta decisão, o Tribunal Constitucional passa a reconhecer Américo Ramos como presidente do maior partido político santomense. No entanto, o diferendo interno no ADI permanece longe de estar resolvido.

José Bouças

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