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Desde a sua primeira transmissão que eu gostei do programa EM DIRECTO

Se não me falha a memória foi o primeiro debate televisivo sobre a justiça em que os intervenientes eram os principais dos seus fazedores.
Garanto que fiquei bastante informado sobre a justiça em STP e informado também que não é a justiça que cria as suas próprias condições de trabalho, mas sim outros órgãos de soberania que devem zelar para que também a justiça funcione.É verdade. Se bem que nem todas as suas transmissões eu pude assistir, tanto mais que nem todos os temas tinham os mesmos níveis de interesse para mim.

É por isso que com muita mágoa, nós, que já nos habituamos a ele, somos obrigados a assistir ao seu eventual desaparecimento, pelo menos de momento, lembrando também que na história da comunicação social são-tomense muitos bons programas deixaram de existir, talvez pelas mesmas razões, já que ninguém, nenhum jornalista, público ou privado, teve a ousadia de investigar para informar das verdadeiras causas de constante desaparecimento de programas importantes. Talvez mais importantes ainda do que o programa EM DIRECTO.

Por isso, há umas questões sobre as quais até ao momento o TELA NON não teve a oportunidade de se debruçar para que o público esteja informado da verdade, nua e crua, sobre o possível fim do programa EM DIRECTO. Como órgão informativo, deve ser também de investigação, para que os cidadãos saibam efectivamente o que é que se passa, evitando pontos de vista que, apesar da sua importância, não são informações.

As questões que me preocupam, e, talvez, a muitos cidadãos atentos, são as seguintes:

1.      Porquê o Governo anterior assinou com o programa EM DIRECTO um contrato não renovável?

2.      Qual o valor do contrato?

3.      A realização do programa deixa receitas ou despesas para a TVS? Quem paga pela realização do programa? É a TVS que paga ao programa pela sua realização ou é o programa que paga ao TVS?

4.      Se for a TVS a pagar, será que, pelo contrato assinado, estavam vedadas as possibilidades para o programa encontrar o seu próprio patrocinador que não seja a própria TVS?

5.      O contrato foi assinado com o programa ou com a São Deus Lima?

6.      A São Deus Lima é jornalista da TVS ou é jornalista do programa EM DIRECTO?

7.      Depois do fim do contrato a São Deus Lima pode ou não pode continuar a trabalhar na TVS como jornalista, mesmo sem o programa EM DIRECTO?

8.      Que esforços fez o programa, humildemente, junto à TVS, para que o contrato fosse renovado depois da prevista perda da sua validade?

9.      Será que nos momentos finais do contrato a hierarquia da TVS foi respeitada, de modo a abrir brechas que facilitassem uma possível renovação do contrato?

Estas são algumas das questões sobre o caso que parecem ser importantes, pois as causas dum contrato não renovável podem perfeitamente ser o peso das suas despesas para os cofres da TVS e, consequentemente, do Estado.

A humildade e, neste caso, o respeito pela hierarquia estabelecida são também alguns dos factores que contribuem muito para o sucesso e para atingir determinados objectivos.

Não vejo outras razões para que previamente, mesmo sem conhecer o seu alcance em termos de auditório e de importância sócio-económica, o governo e o programa possam ter estabelecido um contrato não renovável.

E nem razões outras para que o actual governo não renove o contrato do programa EM DIRECTO.

Pelo bem de São Tomé e Príncipe!

A ver vamos

Juvêncio Amado d’Oliveira
juvamadol@yahoo.com.br

6 Comments

6 Comments

  1. MASCARADO

    11 de Janeiro de 2011 at 16:42

    Estou esperando a resposta do TELA NON sobre estas questões. É agora que veremos quem manipula quem.

  2. Edson Costa

    11 de Janeiro de 2011 at 17:14

    Epà estou farto destas “novelas”. Acho que hà coisas mais interessantes em STP sobre as quais deveria-se escrever!

  3. E.Santos

    11 de Janeiro de 2011 at 20:35

    Concordo consigo. Sobretudo quando se colocou neste jornal um inquérito sobre a continuidade ou não do programa. Na verdade as pessoas tomam posições com base em informações que detêm em cada momento. Acredito que esta questão vai voltar a baila mais a frente, por isso era importante que as pessoas ficassem devidamente esclarecidas. E este era um bom trabalho para o Tela Non, a ser feito de forma clara e isenta.

  4. N.C

    11 de Janeiro de 2011 at 21:10

    Estava efectivamente saturado ouvir falar desse tema,dessa insistencia do tela nom.Agora com com este tema e essas questoes apresentadas pelo nosso conteranio,e bom mesmo que tela non leve avante como tem vindo,buscando respostas a essas questoes pertinentes.Sera que o tela non, o jornal tao credivel nao conseguio nem conseguira junto ao 1 Ministro,junto ao Director da TVS encontrar tais respostas?Ao inves disso sao cronicas e mais cronicas,manchetes e mais manchetes,inquerito e mais inquerito a volta de uma pessoa e de um programa.O tela nom podera nos informar como ficou a questao da Fabrica Mezochi?A questao de abastecimento de agua potavel a Madre de Deus e Riboque?A Venda do navio principe e dos autocaros abandonados nas alfandegas?Os casos GGA,STP Trading,a legalidade ou nao do Tribunal de conta,que comecou a desmacarar e a oficiliazar os ladroes de colarinho branco?Essas e outras mais noticias cairam no esquecimento

  5. Maria

    12 de Janeiro de 2011 at 19:07

    Ponham o programa em Directo no ar JÁ com um ou com todos os imparcialissimos jornalistas que temos. Os que recebem jeeps, os que recebem sacos azuis, os que trocam viaturas por dinheiro, os que constroem casas, os que viajam com os amigos ricos, os que alugam os órgãos de que são editores a este ou aquele, os que recebem transferências bancárias além-mar. São os nossos imparciais, que tenham longa vida.
    Fora com a São Lima! Aliás, a São Lima não está já fora? O governo não deve perder tempo. Em Directo no ar JÁ! A vida continua, meus senhores. Toquem para a frente.

  6. Sao de Deus Lima

    13 de Janeiro de 2011 at 18:41

    A minha resposta ao ADI, no jornal cabo-verdiano ASemanaonline foi deliberadamente selectiva e cingiu-se ao caso Carlos Veiga e eventos subsequentes, directamente relacionados. Na minha resposta, entendi por bem poupar ao público cabo-verdiano miudezas domésticas, ainda que
    falaciosas. Venho agora emendar a mão, porque a entrevista da Pública agora publicada, e que reproduz rigorosamente tudo o que eu disse, inclui um lapso, decorrente daquela minha decisão de ignorar certas falsidades domésticas da nota do ADI. Falsidade grosseira que o senhor que se assina A. Marques reproduz neste jornal.

    Segundo aquela triste nota do ADI, José Bouças teria sido, por mim, expulso (!!!!) do programa televisivo que então apresentava e o seu espaço ocupado pelo ‘Em Directo’.

    Esperei que o próprio jornalista e meu colega viesse a público desmentir isso. Não o tendo feito, vejo-me forçada a esclarecer que o jornalista em causa nunca foi afastado de programa algum.

    Depois da terceira edição do meu programa, o jornalista entendeu que o então Director, Mateus Ferreira, deveria escolher entre o seu programa ‘Em Entrevista’, e o meu, ‘Em Directo’. O Director foi categórico e disse-lhe que não, deixando bem claro que não havia incompatibilidade, que os estilos eram diferentes e que os dois programas poderiam e deveriam coexistir. Foi unica e exclusivamente por decisão do jornalista que o programa deixou de existir. Qualquer pessoa da TVS poderá confirmar isso.
    Decidi incluir esta informação em tudo o que se relacionar com o extinto programa ‘Em Directo’.

    São de Deus Lima

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