Cultura

Acervo histórico do Príncipe está a ser seleccionado para compor arquivo histórico da ilha

As roças da Ilha do Príncipe conservam grande parte da história da ilha. O mesmo pode-se dizer da ilha maior São Tomé. No quadro do projecto de candidatura do Príncipe a património mundial, técnicos portugueses da Torre do Tombo, estão a recolher dados históricos das roças do Príncipe para perpetuar a história da ilha.

Documentos que estão a deteriorar no quintal das Roças do Príncipe, contendo registos dos antigos serviçais angolanos, moçambicanos, e cabo-verdianos estão a ser processados pela equipa de técnicos da Torre do Tombo de Portugal com vista a criação do arquivo histórico da ilha do Príncipe.

Nos registos de tais serviçais que começaram a desembarcar na ilha no início do século XX, estão parte importante da história da ilha e das roças. «É de facto uma documentação extremamente importante. E correria o risco de se perder toda a documentação das roças do Príncipe», declarou uma das técnicas portuguesas em serviço.

A equipa portuguesa que já fez duas missões semelhantes no ano 2006, pretende organizar o arquivo histórico do Príncipe, que também está a preparar a sua candidatura a património mundial.

Uma forma de preservação da história da ilha do Príncipe e também de Portugal.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. mariana salvaterra

    23 de Outubro de 2010 as 13:08

    o governo da falop devia pedir em conjunto ao governo de portugal,que nos desse acesso aos arquivos confidencias do tempo colonial…de 1470….a 1973…para a africa compilar sobre o passado o seu presente e o seu futuro…e nao da lingua portuguesa como interesse neocolonial… temos saber quem eramos…o que somos e para onde vamos… um povo que nao conhece a sua história… é um povo cuja história se perdeu no labirintio do tempo…

    • Xavier

      25 de Outubro de 2010 as 12:06

      Claro que sim. Com as actuais tecnologias da informação, deveria-se ter como mínimo uma cópia escanneada ou microfilmada de todos os documentos arquivísticos referidos a STP que há nos Arquivos portugueses.

  2. Gualter Soares

    23 de Outubro de 2010 as 16:28

    como um santomense de raiz, acho muito interessante, mas gostaria de estar na certeza de que esta iniciativa nao vai ter pernas curtas,

  3. Digno de Respeito

    24 de Outubro de 2010 as 12:24

    Louvável.
    Lamento, o facto da iniciativa partir de Portugal quando temos a Direcção Nacional da Cultura que deveria entre outras missões, lutar pela preservação, valorização e a a promoção do património histórico e cultural do País. E entendo que esta iniciativa deveria ter como parceiro um dos sectores da antiga Cordoria ( ex-Instituto do Trabalho e actualmente Ministério do Trabalho). Parece-me ser o Sector Nacional onde a história dos indígenas e serviçais se ajustam nos tempos em que chegaram a São Tomé o Daiamone, Valeu, Perí, Kanarruma (no Príncipe) e muitos outros.

    Temos um País rico em factos históricos e culturais, mas infelizmente não desconhece-se o paradeiro daqueles que se licenciaram em História e dão aulas no Liceu Nacional. Contudo, já ouvi dizer que existe historiadores e outros ainda que se intitulam de investigadores (?!???!)

    Qual o paradeiro e o que fazem no terreno em defesa das respectivas áreas de formação? Onde para o amor pela formação a que se dignaram concluir fora do País? Nunca se esqueçam que a maior riqueza do homem está no valor humano (agir, acção, fazer acontecer). É ai, onde o desenvolvimento do País é a verdadeira aposta. Para isso não é preciso o incentivo governamental (interno e externo) porque o “caminho faz-se caminhando.” Citação

    Parabéns a ao TOZÉ CASSANDRA por compreender o que é valor histórico de um País e aos técnicos da Biblioteca TORRE DO TOMBO.

    Estou certo que será uma fonte de pesquisa internacional situado na Ilha do Príncipe. Uma das fontes de receita local. Pensem nisso……

  4. Filipe Samba

    25 de Outubro de 2010 as 6:18

    Ao
    Sr. Tozé Cassandra

    A verdade da Revolta dos serviçais da Roça Infante D. Henrique,devido ao habito de maus tratos fisicos por parte dos encarregados(colonizadores) e dos capatazes, é um acontecimento que deve ser narrada à geração vindoura.
    Os nossos parentes foram expedidos(monte café, rio do Ouro) para ilha do Principe, como forma de castigo devido ao rebelião contra os capatazes.
    Mesmo na ilha continuaram a reivendicar a lealdade do homem livre.
    A sombra da liberdade sempre lhes seguia.
    Muito obrigado Sr. Toze

  5. Xavier

    25 de Outubro de 2010 as 12:12

    Meus caros, numa visita que eu fiz à antiga sede da roça Porto Real no 2002, todo o arquivo da roça, todo, estava no chão. A maioria dos papeis, relativos a administração de pessoal da roça (por tanto matéria de confidencialidade) e de contabilidade tinha sido utilizado como papel higiénico. Montanhas de papeis, cheios de excrementos humanos. Nessa altura, coincidi com o Sr. Menezes e lhe falei textualmente que o país é muito bonito mas que a sua história fica no chão! Tenho fotografia disso, claro, e o meu colega o Sr. Firmino pode explicar.

    Qué diferência: na Sundy todos os papeis estavam guardados numa caixa forte, na administração da roça, fechados com chave e combinação!!

  6. mariana salvaterra

    4 de Novembro de 2010 as 20:48

    caros compatriotas,a prepósito do nosso passado quem eramos,,o que somos e para onde vamos..hoje,e o futuro, com as técnica do “DNA” e estudo do arquivo os nossos irmaos afro-americanos, descobriram e fizeram busca até a sexta geracao, e descobriram tb. que tenhe 81% de genetico negro, 12% branco,e 8% indio, no caso expecífico deste individuo o seu makeup é original do Benim!.. foi interessante e emocionante ele visitar a africa e chorar e contar a odesseia da nossa raca…portanto há esperancas e imperativos…da história entre factos e fabulas temos optar pelos factos..

  7. rs10

    18 de Agosto de 2013 as 15:25

    WERTYUI

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