Foi em 2004, munido de um Nokia 6600, que Flávio Cardoso deu início ao seu percurso fotográfico, impulsionado por uma curiosidade profunda sobre Angola. Desde então, tem construído uma obra marcada por uma leitura visual crítica e sensível do seu país, consolidando-se como uma das vozes mais inspiradoras da arte contemporânea angolana.
“Nos meus trabalhos procuro como ponto de partida a minha própria forma de ver o mundo, mas também como esta se relaciona com aquilo que chamamos de memória coletiva”, afirmou o artista.

A sua presença no Centro Cultural Português, na cidade de São Tomé, proporcionou um momento de partilha intensa e reflexão sobre linguagens visuais e narrativas fotográficas. Flávio Cardoso apresentou não apenas imagens, mas ideias que desafiam o olhar e convocam a memória.
“Também comecei a praticar pintura a óleo, no ano passado, recorrendo à técnica de transferência de fotografia sobre papel e pintura sobre fotografia. Com esta nova abordagem, crio narrativas que dialogam com a contemporaneidade”, sublinhou.

A sessão revelou-se uma oportunidade singular para os participantes conhecerem de perto a sua visão criativa e debaterem a fotografia como instrumento de expressão, identidade e cultura.
“Não é só a narrativa em palavras, mas também em imagem que expressa a linguagem crítica contemporânea”, destacou Filipe Samba, professor universitário.
Para Kwame Sousa, artista plástico santomense, “Flávio mostrou aqui não só o trabalho final, mas também o percurso, o sonho e o discurso que foi construindo ao longo da sua trajetória como artista.”

Esta visita integrou-se na parceria entre o Centro Cultural Português e o Arte Institute, no âmbito da oitava edição do Festival de Literatura de São Tomé, reforçando o diálogo artístico entre os países lusófonos e promovendo o intercâmbio cultural no arquipélago.
José Bouças
Reco Reco
12 de Novembro de 2025 at 0:22
O dialogo artistico e cultural que tanto nos faz falta irmão Africanos
Parabens ao Flávio Cardoso
Que preservemos a nossa rica cultura Africanos, naquilo que de bom existe e se faz
Ama a tua terra, o país que te viu nascer
Ama a tua cultura
Tu és daqui, ajuda a desenvolver o teu pais, as tuas gentes, o teu território, população, administração
Pratiquemos o bem