Cultura

Festival de Cultura ” Janela para África-2026″ : Um evento lotado em Moscovo

No dia 8 de fevereiro de 2026, a Casa das Nacionalidades de Moscovo abriu suas portas para todos que desejassem mergulhar no mundo vibrante e multifacetado da cultura africana. O segundo festival “Janela para a África” tornou-se num evento marcante na vida social da capital russa, reunindo mais de 150 participantes – artistas, artesãos e chefes de cozinha de 30 países africanos, bem como centenas de moradores e convidados da cidade.

O evento foi organizado pelas autoridades da cidade de Moscovo, a “Casa das Nacionalidades de Moscovo” e pelo Clube de Negócios Africanos, com o apoio das diásporas africanas de mais de 30 países do continente. O parceiro para o programa de exposições do festival foi a Associação Internacional GATINGO, que apresentou a exposição “Alma da África” como parte do projeto internacional de arte itinerante “O Mundo da África: Hoje, Amanhã, Ontem”.

Alto nível de diplomacia e reconhecimento público

A grande cerimônia de abertura foi marcada pela presença de convidados de alto perfil. Foi proferido um discurso de boas-vindas por Sergey Sergeevich Anufrienko, diretor da Casa das Nacionalidades de Moscovo. Ele enfatizou a importância do festival como uma plataforma que amplia as fronteiras da interação cultural entre os povos da Rússia e os países do continente africano.

Louis Gouend – presidente do Comitê Organizador do Festival, presidente do Clube de Negócios Africanos e presidente da Comissão para o Trabalho com as Diásporas Africanas do Clube Russo-Africano na Universidade Estatal de Moscou Lomonosov – destacou a importância dessas iniciativas. Segundo ele, esses eventos revelam o verdadeiro rosto da África moderna para a comunidade russa, promovem a unidade dos povos no nível da diplomacia popular, e criam uma base sólida para a cooperação de longo prazo em vários campos.

Os convidados de honra do festival incluíram Embaixadores Extraordinários e Plenipotenciários:

• General Joseph Nkurunziza (República do Burundi);

• Sr. Stéphane Sylvain Samba (República do Senegal);

• Sr. Peter Mutuku Mathuki (República do Quênia).

Representantes do corpo diplomático da Gâmbia, Camarões, Tunísia, Burkina Faso, Sudão, Gana e República da Guiné também participaram do evento.

Um discurso de boas-vindas foi feito por Angelika Egorovna Glazkova, deputada da Duma Estatal da Federação Russa. Ela observou que o festival “Janela para a África” tornou-se uma plataforma completa para a diplomacia cultural, contribuindo para o desenvolvimento de relações de confiança entre a Rússia e a África.

Comunidade de Especialistas e Organizadores

O festival foi visitado por Sergey Chesnokov – presidente do ANO “MIR”, acadêmico do PANI e especialista no Clube Russo-Africano da Universidade Estatal de Moscou Lomonosov. Chesnokov apreciou muito o nível de organização do evento e a contribuição das diásporas para preservar o código cultural da África dentro da Rússia.

Também discursaram na cerimônia de abertura:

• Zenebe Kinfu Tafesse – Presidente da União das Diásporas Africanas, Pesquisador Sênior no INION RAN, Chefe da Associação da Comunidade Etíope na CEI;

• Alexander Fedorovich Berdnikov – Secretário Executivo do Clube Russo-Africano da Universidade Estatal de Moscou Lomonosov, Presidente da Comissão para a Segurança Pública e Diplomacia Popular do Conselho para Assuntos das Nacionalidades sob o governo de Moscou;

• Mikhail Mikhailovich Yakushev – Assessor do Departamento de História e Documentação do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa.

Países que unem a arte

A exposição de arte “Alma da África”, parte do projeto “O Mundo da África: Hoje, Amanhã, Ontem”, apresentou aos convidados obras únicas em estilos tradicionais dos povos do continente. A exposição também incluiu obras de artistas africanistas russos, professores e alunos da Academia Stieglitz e MGSU-MASI. A curadora da exposição, Tatyana Tudvaseva, realizou uma visita guiada para os interessados, detalhando cada exposição.

Ritmos, danças e tradições

O festival foi memorável não só pela sua estética visual, mas também pelo seu rico programa interativo. Os convidados testemunharam um vibrante concerto de gala e um desfile de moda nacional de fantasias, onde puderam ver em primeira mão a diversidade e as cores do estilo africano.

As master classes foram organizadas para todos, permitindo-lhes conectar com as tradições do continente:

• A arte de usar um lenço: aprender formas tradicionais de amarrar um chapéu africano;

• Trança africana: criando tranças usando kanekalon;

• Ritmos Musicais: fundamentos de tocar o tradicional tambor djembe;

• Coreografia: master classes em danças tradicionais, o sensual “Kizomba” e o tradicional jogo de dança “Nzango”.

Os fãs de lazer intelectual gostaram de aprender os jogos africanos de estratégia “Songo” e “Bumuntu”. Um dos locais mais populares era uma zona fotográfica vibrante onde os convidados podiam experimentar roupas nacionais e tirar fotos memoráveis.

Uma viagem gastronómica através de África

A zona de culinária do festival se transformou em uma verdadeira aventura gastronômica. Os convidados provaram doces de banana aromáticos “puff-puff”, a bebida refrescante bissap e o exótico suco de baobab. As degustações chamaram a atenção: os apreciadores puderam desfrutar de café recém-preparado com grãos do Quênia, Etiópia e dos Camarões, bem como misturas de chá exclusivas dos Camarões, Congo e Quênia.

Resultados

O festival “Janela para a África” confirmou seu status como uma ponte cultural vital entre a Rússia e os países do continente africano. Os organizadores expressam sincera gratidão à Instituição Orçamentária do Estado “Casa das Nacionalidades de Moscou” por sua hospitalidade e apoio, e também agradecem a todos os participantes, artistas, artesãos e convidados que tornaram este dia inesquecível.

O festival “Janela para a África – 2026” tornou-se um verdadeiro “dia quente” no meio do inverno de Moscou. Aqueceu os corações de todos os presentes com sua hospitalidade e deu uma carga de calor solar, suficiente para durar até a primavera.

FONTE : Club Rússia – África

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