Dalíxia Fernandes, especialista cubana em Voleibol de Praia, está em São Tomé há quatro meses. Veio ao abrigo de um programa da Federação Internacional de Voleibol, com o apoio do Comité Olímpico Santomense, para ajudar a preparar atletas nacionais para competições de alto nível.
O programa está dividido em duas fases. Nesta primeira etapa, os treinos decorrem cinco vezes por semana, com foco no trabalho físico e na componente tática.
“Bloco, ataque, receção, defesa—dominar todas as técnicas é essencial. As táticas são variadas, e treinamos diariamente com abordagens diferentes para que os atletas aprimorem seu jogo e alcancem a vitória”, afirmou Dalíxia.
A treinadora mostra-se entusiasmada com os talentos que encontrou no arquipélago e acredita que o país tem potencial para crescer na modalidade.
“Esses atletas têm talento e potencial para alcançar o circuito mundial. Estamos a treiná-los intensamente, com foco nessa meta, e também para impulsioná-los rumo aos próximos Jogos Olímpicos. Acredito que São Tomé e Príncipe tem uma força significativa nessa modalidade.”
Apesar dos desafios, a Federação Santomense de Voleibol mantém-se otimista. A presença de São Tomé e Príncipe em competições internacionais continua a ser uma meta ambiciosa, travada por limitações estruturais.
“Queremos marcar presença nos Jogos Africanos da Juventude, nos Jogos da CPLP e em diversos torneios da Zona 4. No entanto, a maior dificuldade que enfrentamos é a falta de recursos para garantir nossa participação nessas competições”, destacou Walker Viana, Presidente da Federação Santomense de Voleibol.
Mesmo assim, os treinos continuam, impulsionados pela determinação dos atletas, que não desistem do sonho de levar o nome de São Tomé e Príncipe ao mais alto nível do voleibol de praia.
José Bouças