O anúncio de penhora está espalhado em todos os cantos da Cervejeira Rosema. «Este papel está na Administração, nos armazéns e em todo o lado da empresa», assegurou para o Téla Nón uma fonte da empresa localizada na cidade de Neves, norte da ilha de São Tomé.

O departamento de execução fiscal do Ministério das Finanças executou o processo fiscal número 231/ 2025.
O Téla Nón ouviu o ministro de Estado, da economia e finanças Gareth Guadalupe que confirmou a execução fiscal da cervejeira Rosema.
«Sim, sim, sim…os serviços de execução fiscal desempenharam o seu papel na base da lei. Desde o debate do orçamento geral do Estado para o ano 2025 que tínhamos dito que a justiça fiscal era para todos», afirmou Gareth Guadalupe.
Segundo o ministro das finanças a execução fiscal contra a Cervejeira Rosema resulta das dívidas fiscais que acumulou junto ao Estado são-tomense. No debate do orçamento geral do Estado para 2026, o ministro Gareth Guadalupe informou a Assembleia Nacional sobre o não cumprimento pelos administradores da Cervejeira Rosema das obrigações que têm para com o povo são-tomense, o pagamento dos impostos.
«Há uma empresa que é a Rosema. Quando assumimos as funções registamos que de setembro de 2024 até dezembro de 2024 essa empresa devia 40 milhões de dobras. Com a pressão que fizemos pagaram 11,9 milhões de dobras (476 mil euros). Ficaram com um saldo de dívida de 28 milhões de dobras (1.120.000 euros)», detalhou o ministro das finanças na sessão plenária de fevereiro último.
O Ministro das Finanças tinha alertado também aos deputados, de que grande parte da dívida da Rosema para com o Estado estava em fase de litígio.
A fábrica de cervejas Rosema, é a empresa mais lucrativa de São Tomé e Príncipe, mas não paga ao Estado são-tomense os impostos avaliados em milhões de euros. A conivência e parceria política entre os patrões da cervejeira e o anterior governo da ADI liderado por Patrice Trovoada terá facilitado a sonegação dos impostos devidos ao Estado são-tomense, ou seja, ao povo são-tomense.
A execução fiscal agora desencadeada pelo governo da ADI liderado por Américo Ramos vai ter impacto na dinâmica financeira da Coligação MCI/PS/PUN, e também na liderança da ADI. Pois os actuais patrões da Cervejeira Rosema são os líderes da coligação MCI/PS/PUN, que por sua vez, partilham um acordo de incidência parlamentar assinado com o líder da ADI.
Abel Veiga
santomé cu plixinpe
17 de Março de 2026 at 16:32
não vejo nenhum mal nisso…….
Adelino Fortes Monteiro
17 de Março de 2026 at 17:24
Assaltaram a fábrica comprada pelo seu legítimo proprietário através de um concurso público internacional e nem sequer pagam os impostos! Pouca vergonha.
Daniel Afonso
17 de Março de 2026 at 18:38
Êh bôbôêhhhh
Mezedo
18 de Março de 2026 at 8:18
A Fábrica Rosema é pertença da empresa RIDUX do Angolano Melo Xavier, foi abusivamente assaltada pelo então Tribunal Constitucional em colaboração com Governo do Patrice Trovoada. Foi entregue a um grupo já conhecido de bandidos mau gestores e devedores do Estado para que todos eles juntos pudessem aproveitar e enriquecer a custa alheia.
A empresa SOLIVAN que nos 4 anos explorou a fábrica não é proprietária, mas sim é empresa dos já conhecidos Montueiros MCI/PUN, que ao longo de muitos anos tem contraído dívidas com estado são-tomense.
Uma vez que a Rosema não é propriedade da SOLIVAN e sendo a SOLIVAN devedora não pode o Governo penhorar a Rosema, mas sim imputar a dívida a SOLIVAN para que ela num prazo estabelecido pague a referida dívida.
o Estado deve devolver a Rosema ao seu verdadeiro dono a empresa RIDUX, porque legalmente ela é proprietária da Rosema e a RIDUX não deve ao estado santomense.
Esse jogo de penhora da Rosema é forjado pelo Primeiro-Ministro Americo Ramos que é um nos negociantes e fornecedor de matérias primas a empresa SOLIVAN e que não que a fábrica seja devolvida ao seu verdadeiro dono para que ele possa fábrica a negociar.
Não há dúvidas que tudo está ligado.
Onde um governante é meliante ele nunca muda e o exemplo já conhecemos.
o Americo Ramos – Primeiro Ministro está por de traz desta penhora.
Jorge Semeado
20 de Março de 2026 at 7:43
O Ministro está a proteger o Estado, penhorando os contribuintes. Até aqui compreende-se. Mas o mesmo Ministro nunca obrigou o Estado a ressarcir os prejuízos causados pelo Estado aos pacatos cidadãos e á empresas. Como exemplo temos o caso de energia que a EMAE (do Estado que o Sr. Ministro está a proteger) não proporcionou aos cidadãos e às Empresas de forma regular, causando-os prejuízos incalculáveis, por mais de 6 meses. O que vimos foram, discursos, justificações e desculpas atabalhoadas dos dirigentes envolvidos, incluindo o Ministro em causa. Onde anda a justiça do Estado, quando este causa prejuízos aos cidadãos e às Empresas por incompetência dos dirigentes? Mas este caso da SILVAN vs ROSEMA vs Estado, tem no pano de fundo, motivações politicas.