
500 milhões de dólares é o valor que as instituições bancárias decidiram injectar no terceiro armador do mundo, a CMA CGM, para tentar sanear as perdas que começaram a aumentar desde 2008.
Segundo a imprensa francesa especializada em questões económicas e financeiras, a contracção do mercado internacional de transportes marítimos afectou bastante a CMA CGM. Empresa cuja filial Terminal Link, baseada em São Tomé, assinou com o estado são-tomense acordo para construir um porto de Águas Profundas na zona de Fernão Dias, com o mesmo valor, ou seja, 500 milhões de dólares.
As obras de construção do porto em São Tomé, estão previstas para iniciar em 2010, o mesmo ano em que a empresa mãe pretende navegar no sentido de um crescimento rentável das suas finanças.
A CMA CGM, tem uma dívida avaliada em 5 biliões de dólares, explica a imprensa francesa. Para superar o mau momento internacional, a empresa cujo patrão é Jacques Saadé, decidiu criar um novo conselho de administração, incluindo no seu seio pelo menos 2 figuras independentes, nomeadamente Denis Ranque antigo patrão da empresa Thales e Christian Garin vice – President da empresa Sea – Tankers. Outra novidade é a nomeação de Philippe Soulié como Directora Geral da empresa.
A imprensa francesa, realça que após 2 horas de reunião no Ministério da Economia francês, a empresa conseguiu acordo com os novos parceiros e investidores. Os bancos aceitaram injectar 500 milhões de dólares para reanimar as finanças da CMA – CGM. «Com este acordos nossos parceiros financeiros enviam um sinal forte e demonstram confiança no grupo. Este acordo sustenta a nossa estratégia de retoma do crescimento rentável», declarou Jacques Saadé.
Com uma equipa administrativa reforça, a CMA CGM, procura navegar em águas menos turbulentas em 2010. A empresa é proprietária de 360 navios cargueiros, e segundo a imprensa francesa, dá emprego a 17 mil pessoas em todo o mundo, sendo 4400 em França.
Vida e situação financeira da CMA CGM, acaba por ter interesse para São Tomé e Príncipe, país que tem os olhos postos na construção do porto de Águas Profundas em Fernão Dias. O governo de Rafael Branco, já lançou uma política de transformação do arquipélago na placa giratória de prestação de serviços no golfo da Guiné a contar muito com a realização do projecto do porto de águas profundas.
Abel Veiga