Economia

Economia Nacional vai crescer 5,5% em 2012

Garantia da Governadora do Banco Central, Maria do Carmo Silveira, quando fazia esta manhã, o balanço do ano económico 2011. Ano em que segundo o Banco central, a economia crescei cerca de 5%. Mas mesmo assim assegurou o crescimento da economia nacional.

No relatório balanço do exercício económico em 2011, o Banco Central dá nota positiva ao país. Segundo a Governadora Maria do Carmo Silveira, a economia cresceu perto de 5% em 2011. A inflação acumulada situa-se nos 11%. «É sem dúvidas um nível ainda elevado, mas reflecte essencialmente os efeitos do ajuste de preços de combustível ocorrido no mês de Março. A paridade cambial com o Euro continua a ser um factor importante para a estabilidade macroeconómica, muito embora não fora suficiente para manter a inflação em níveis desejáveis», explicou Maria do Carmo Silveira.

No que concerne ao crescimento económico registado em 2011, o Banco Central, destaca os sectores do comércio, telecomunicações e a banca e a agricultura, como tendo sido fundamentais no crescimento económico verificado neste ano.

Segundo o Banco Central, o produto bancário cresceu consideravelmente representado actualmente mais de 14% do Produto Interno Bruto. «Com um total de activos próximo de 3 mil milhões de dobras e uma rede de 22 balcões, o produto bancário já ultrapassa 14% do PIB», referiu.

As reservas cambiais mantiveram-se dentro dos níveis recomendados, ou seja, capazes de garantir 3 meses de importação. Para 2012, a Governadora do Banco central reconhece que as perspectivas económicas mundiais não são boas. Mesmo assim garante que São Tomé e Príncipe vai crescer. «Alguns acontecimentos ocorridos neste ano tais como, o anúncio público das perspectivas de início dentro de 2-3 anos, da exploração do petróleo na zona conjunta com a Nigéria, a chegada do cabo submarino e o arranque efectivo do projecto de modernização do aeroporto internacional e outros como a Agripalma e Priasa e outros ainda em carteira, leva-nos a considerar que em 2012 a economia nacional poderá iniciar o se take off, motivado pelos efeitos multiplicadores desses projectos. Projecta-se assim um crescimento económico de 5,5%», assegurou a governadora do Banco Central.

Para 2012, o Banco Central prevê que a inflação vai baixar para cerca de 6%. «Trata-se de uma meta ambiciosa, pelo que a manutenção da paridade cambial fixa com o Euro vai ser fundamental mas a melhoria da oferta interna de produtos de primeira necessidade é também indispensável», precisou Maria do Carmo Silveira.

Abel Veiga

    38 comentários

38 comentários

  1. Espirito Santo

    19 de Dezembro de 2011 as 14:32

    ja chega de mentiras. A Senhora sabe que isto nao vai acontecer ou esqueceu que estamos num mundo globalizado e dependemos muito do exterior.

    • opiniao realistica em geral!!!

      19 de Dezembro de 2011 as 14:54

      ademais que, se vier mesmo a crescer, será apenas para a classe politica e seus bolsos.

      enquanto seus filhos sao burros nas universidades e teem que saltar de pais a pais a ver se fazem alguma formacao e todos os anos estao aqui na terra de férias, como muitos que teme chegado pra passar o natal, os filhos do pobres estao rejeitados pelas universidades do mundo ( com incidencia para brasil, cuba e portugal) quase sendo desalojados ou morrendo de fome.

  2. The Economist

    19 de Dezembro de 2011 as 14:56

    Não comprendo, Não entendo.
    Há mas de 6 anos que venho lendo a mesma noticias sobre o crescimento da economia de São Tomé e Principe. Então como é que concebe que a Economia de um pais tem estado crescendo e não de note nenhuma melhoria da vida da população mas sim pelo contrario o nivel de vida é cada vez mais caro. Senhores economistas, doctores en economia. POR FAVOR EXPLIQUE ISTO POR FAVOR!!!.
    A interpretação é esta:
    Ou o crecimento é falso, ou a camada politica esta a roubar demasiado e algo tem de ser feito URGENTEMENTE.
    Porque crecimento = Melhoria de vida.

    • gostoso

      19 de Dezembro de 2011 as 19:07

      Meu caro o crescimento económico consubstancia-se no rendimento gerado pela economia num determinado período dividido pelo nº da habitantes.( per capita ), independentemente se essa renda for bem ou mal distribuída.Portanto o crescimento económico não é sinonimo de vida boa para toda gente.

      • The Economist

        20 de Dezembro de 2011 as 14:45

        Meu Senhor talvez na sua doctrina de economia o crescimento economico seja :”consubstancia-se no rendimento gerado pela economia num determinado período dividido” mas o que é certo é que quando se diz que a economia de um pais esta a crescer anos apos anos o nivel de vida tem de melhor sim para o povo. Veja exemplo de paises como brazil que a economia cresceu e esta a crescer e conseguiu tirar un gran numero de familias no nivel da pobreza para um nivel aceitavel.

    • Quá ê dá ê dá

      20 de Dezembro de 2011 as 12:52

      Mesmo por que, meu caro a inflação foi maior do que o crescimento da economia, o dobro, ou seja, todo o ganho que se conseguiu foi corroído com as perdas da inflação que nada mais é do que a redução do poder de compra, logo não se consegue observar qualquer evolução nas melhorias da condição de vida.

  3. realista

    19 de Dezembro de 2011 as 14:58

    esta receita financeira nao passa de truques que essa mulher ta a nos apresentar este chama-se falso calmante apenas pra meter a mao nos olhos de ze povinho engana akeles que querem ser enganados da minha parte nephias. bla bla bla bla , apenas isso que sabem fazer povo sempre na miseria , custo de vida a subir,muitos que vao pra cama sem saber o que e um pao malditos politiqueiros arrumado em politicos com fins de ajudar o povo somos ao total aproximadamente 200.000 habitantes com tantas ofertas que esse nosso pais ja e continua a receber nao havia necessidade nenhuma pra s.tomense ta a se odiar e a viver abaixo de nivel de condicoes de vida tantos desvio de milhoes de dolares que ninguem reage poderiam ajudar milhares e milhares e milhares de pessoas que nao tem por onde comessar a vida mais uma coisa e certa bem de povo e bem do Deus e quem por ma fe uzufruir prestara a conta com Diabo isto pode tar de certo.

  4. JA

    19 de Dezembro de 2011 as 15:20

    Como srª governadora, com muito respeito devo dizer-lhe que está extremamente enganada. Ora vejamos: Um país que nada produz para exportação para criação de receitas para que possamos fazer investimentos necessários para os setores essenciais da economia, um país cujo o seu orçamento conta com as dádivas ou auxilio económico de outros países para fazer o seu orçamento, quero perguntar com a atual crise mundial como a nossa economia vai crescer?

  5. Põe boca não tira

    19 de Dezembro de 2011 as 15:22

    A senhora diz que o país cresceu economicamente mas a população está cada vez mais pobre com nível de vida cada vez mais baixa será isso possivel???????
    Considerando a crise economica mudial preincipalmente na zona euro onde estamos ancorados, com agravar da situação nesta zona acrescido que o país é totalmente dependente do extorior, é possivel prevê crescimento com esse nível de produção que temos??????? Com essas vias de acesso completamente esboracada??????? Com sector privado totalmente descapitalidazados????????? Com a nossa agricultura no estado em que está??????? Coim esse comercio informal sem controlo do Estado????? e a pesca???? A corrupção nem se fala uma vergonha…… Refletindo em tudo isso A senhora acha que é possivel falar no crescimento económico de São Tomé e Príncipe???????……. A senhora é economista eu não….. Chau ê…..

    • Fulano

      19 de Dezembro de 2011 as 16:36

      Esta senhora não percebe nada disto! Como é que o país está a crescer todos os anos 5, 6, 7 por cento e nunca se vê o reflexo disto? Crescer como? E depois, no final do ano não se vê nenhuma análise detalhada deste mesmo crescimento explicado pela referida Directora, fazendo referências aos sectores que deram este contribuiram para este crescimento. Se o mesmo foi verificado ou não. Etc.
      Isto tudo é só conversa para fazer boi dormir, para enganar as organizações internacionais. O país precisa de gente mais competente e séria nesta~s altas funções do estado. É só vestir, dizer umas asneiras, andar de carro npara cima para baixo… Que vergonha!!!!
      Fulano

  6. Anca

    19 de Dezembro de 2011 as 17:00

    Crescimento jamais desenvolvimento que se quer sustentável.

    Para que um País(território/população), possa crescer economicamente, deve produzir, sua população, seus cidadãos ter gosto afincado pelo trabalho árduo, gosto e vontade pela estabilidade social/cultural/política, gosto e vontade pela transparência em todos os processos relações de gestão do País(território/população), gosto pela justiça e verdade, no modos de ser estar e fazer, integração nacional dos seus cidadão, integração/valorização e aumento da sua produção na economia, de modo a produzir a excedente, ou originar, ou criação de mais valia (mediante boas praticas de produção) para exportação/comercio externo, de modo a se financiar autonomamente para os seus próprios projectos de desenvolvimento sustentável nacional.

    Para que isso aconteça os cidadãos de São Tomé e Príncipe, nós os Santomenses deveria-mos ou devemos produzir, mais de somente 5% do PIB, para atingir-mos pelo menos 8% a 10% do PIB e uma inflação, abaixo de pelo menos 4%.

    Pois para que isso aconteça, nós os cidadãos Santomenses, as autoridades do poder competentes do Príncipe e de São Tomé, a sociedade civil organizada temos que ser mais unidos, mais disciplinados, ter mais empenho e gosto pelo trabalho árduo e vergonha da corrupção, da injustiça, da miséria/pobreza e fome que assola o nosso País(território/população), São Tomé e Príncipe.

    O investimento na educação/formação de qualidade, bem como na saúde, instituições com poder e exemplo de cumprimento de direito de um Estado de Direito Democrático, investimento na Soberania, devem ser uma prioridade nacional transversal a toda a sociedade entre o poder(instituições) e cidadãos.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    • Anca

      19 de Dezembro de 2011 as 17:04

      Uma visão global do território/população suas possibilidades de crescimento e desenvolvimento sustentável, à nível social/cultural, político, económico e quiçá financeiro à curto/médio/ e longo prazo.

  7. fidelito

    19 de Dezembro de 2011 as 17:06

    Caro The Economist,
    É possivel sim que a economia cresça sem que se note grandes alterações sociais (na vida das pessoas).

    Para que se note essas melhorias sociais, ou no dia a dia de cada cidadão, é necessário conciliar-se o crescimento económico com o desejável DESENVOLVIMENTO ECONOMÍCO.

    Isto isso sim, quando estivermos a ter um bom DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, daí, cada cidadão começará a sentir os efeito do CRESCIMENTO ECONÓMICO.

    Só que, o DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, só poderá surgir efectivamente se houver antes de tudo, o tal CRESCIMENTO ECONÓMICO.
    O crescimento económico não é nada mais nada menos, que o somatório de toda a riqueza produzida no país durante o periodo em análise.

    Ou seja, está em função da procura interna (despesas que as familias fazem no seu dia a dia ou o chamado Consumo privado assim como as despesas do Estado, e pelas despesas com o Investimento da empresas.
    E também da procura externa, que resulta basicamente da diferença entre as Exportações e as Importações.

    O que pesa negativamente no CRESCIMENTO ECONÓMICO do nosso país é o chamado DÉFICE COMERCIAL.
    Nós IMPORTAMOS MUITO,mas MUITO MAIS DO QUE AQUILO QUE EXPORTAMOS.

    Esse indicador é que normalmente influencia muito negativamente no nosso cresimeto economico.

    Para termos um melhor CRESCIMENTO ECONÓMICO, teremos que inverter essa tendencia deficitária da balança comercial.

    COMO?

    Teremos que começar a produzir basicamente aquilo que consumimos e que, temos vantagens comparativas (ou seja, aquilo que podemos produzir internamente que fica mais barato do que a sua importação).
    Digo lhe que são muitos produtos, a começar pelo: carnes de porco, aviários, bovinos, cabras, OVOS, batatas, oleo alimentar, cebolas, diversos tipos de frutas, turismo, etc, etc,etc.

    Para que isso aconteça, temos que ganhar apenas a consciencia QUE SÓ COM “TRABALHO ÁRDUO” CHEGAMOS LÁ.

    • gostoso

      19 de Dezembro de 2011 as 19:17

      Esta apreciação é de todo sustentável. O país poderá alcançar melhorias nos seus indicadores se na verdade começarmos a trabalhar mais, para que haja maior produção. é preciso trabalhar depois para comermos. Mas isso desde o governo passado pelos deputados, tribunais, etc. Por ex: acham que o nosso parlamento dá exemplo de trabalho no nosso pais? Acham que o ZEPOVINHO, terá consciencia profissional se continuarmos com essa pouca vergonha na assembleia? Tenho dúvidas.

  8. fidelito

    19 de Dezembro de 2011 as 17:25

    Digo, o PRODUTO INTENO BRUTO, não é nada mais nada menos do que o somatório de toda riqueza produzida no país, durante esse ano.

    O crescimento econmico provém do crscimento dessa riqueza de um ano para outro.
    Se não houver crescimento da riqueza, então não haverá o “crescimento económico”.
    O que poder-se-á chamar de uma estagnação económica.

    E se a riqueza produzida nesse ano foi inferior a do ano transacto, então estamos perante recessão.
    É o que está a acontecer agora em Portugal, Grécia e outros países mais da Europa.

    • Sr Lei

      19 de Dezembro de 2011 as 19:59

      Atenção! Podemos estar num cenário aonde a riqueza produzida num determinado ano é superior a do ano anterior mas a economia estar em recessão. A definição técnica de recessão é quando a economia regista dois crescimentos trimestrais negativos consecutivos.

  9. Sr Lei

    19 de Dezembro de 2011 as 18:59

    Esta afirmação “Segundo o Banco Central, o produto bancário cresceu consideravelmente representado actualmente mais de 14% do Produto Interno Bruto…. “ nao me parece correcta. Não é o Produto Bancário que entra no cálculo do PIB mas sim o VAB (Valor Acrescentado Bruto do sector bancário) obtido subtraindo ao Produto Bancário o valor dos custos operacionais dos bancos (necessários ao funcionamento do banco- salários, agua, luz etc). A afirmação correcta seria “Segundo o Banco Central, o VAB do setor bancário cresceu consideravelmente representado actualmente mais de 14% do Produto Interno Bruto.

  10. bomba h

    19 de Dezembro de 2011 as 19:00

    Comversa de treta.Conversa para o boi dormir.

    • Tluki Sun Deçu

      20 de Dezembro de 2011 as 10:33

      Nem boi dorme com essa conversa

  11. Adonilo Cotrim

    19 de Dezembro de 2011 as 21:49

    Tentar enganar o povo assim dessa maneira, e muito pecado, não se faz nem aos cães…
    Em que escola foi feita esta economia??? humm…. se fosse um teste seria 0

  12. Eusébio Pinto

    20 de Dezembro de 2011 as 1:00

    Notícias sobre o crescimento de qualquer economia representam, à partida, um factor motivador para o renascer de esperanças das suas populações. Este anúncio não deixa de constituir uma boa notícia para todos os santomenses e poderá mesmo despertar a atenção de “experts” a nível de ciências económicas, numa altura em que a tendência das principais economias do mundo é de estagnação ou crescimentos anémicos que não ultrapassam a cifra de 2 a 3% , sendo em muitos casos de recessão.

    Entretanto, se olharmos com atenção para os indicadores que justificam a informação do Banco Central de São Tomé e Príncipe com base nesta notícia publicada pelo Téla Nón, acaba por saltar-nos à vista alguma apreciação de certa forma equivocada, na medida em que os mesmos não nos parecem suficientemente sustentáveis, em termos de análise macroeconómica, para grandes sentimentos de optimismo. O anuncio da Governadora do Banco Central centra-se essencialmente no crescimento do sector bancário, mas não nos apresenta basicamente quaisquer indicações sobre os impactos desse sector em termos agregados para a economia.

    Sendo São Tomé e Príncipe um país maioritariamente dependente de ajudas externas e se tivermos em conta o cenário de incertezas na Zona Euro, a paridade cambial com o Euro não me parece dar grandes garantias para uma estabilidade macroeconómica sustentável. Por outro lado também, o relatório-balanço do Banco Central para o ano económico de 2011 não nos proporciona, por exemplo, informações respeitantes ao coeficiente de endividamento nacional, se tivermos em conta que São Tomé e Príncipe um país altamente endividado.

    Seja como for, esta notícia pode constituir um bom chamariz para quem deseje investir no país. A ver vamos!

    Eusébio Pinto

  13. Leopaldo

    20 de Dezembro de 2011 as 9:00

    Sr.ª Governadora….perdeu a oportunidade de estar calada ….A Senhora não tem noção do que é crescimento Económico de um País, onde a taxa de inflação vai baixar de 11% para 6% …. cai na real …

  14. Zeka Treka Zinga na Vagunga

    20 de Dezembro de 2011 as 9:26

    Conversa mesmo da treta….pq que ela tambem nao disse que foi o governo anterior que estabeleceu a paridade cambial com o euro…para se saber que ate agora o seu primo “Trovoada” nao fez nada…onde esta a solução para o país?? ate agora o governo so tem falado e feito….zero…..onde estao as famosas soluçoes para STP???….era so conversa!!!

  15. Francisco Castanheira

    20 de Dezembro de 2011 as 9:52

    Eu nao aceito esta consideracao porque o Pais esta cada vez mais p[obre em todos os sentidos.
    Isto e conversa fiada.
    #

  16. Justino Manuel Abreu dos Ramos.

    20 de Dezembro de 2011 as 10:42

    Senhora Governadora até quando que se acaba com a traca de moeda nas ruas. Tem havido muitas notas falsas a decorrer no nosso País que até já chegou em Lisboa. Ultimamente chegou um santomense que trocou o dinheiro nas ruas nas mãos desses trocadores da rua e entrou em Portugal com a referidas notas passando muitos embaraços nas mãos da Polícias cá. Como orgão máximo do nosso País e Governador do Banco Central tem que arranjar de põr cobro essa situação. Também quero pedir a sua esxelência que passasse o meu Email ao senhor Amadeu de Jesus funcionário vosso. desejo um bom Natal e feliz Ano Novo para se e todos funcionário do Banco Central. E que ano novo feliz.

  17. Josias Umbelina dos Prazeres

    20 de Dezembro de 2011 as 12:07

    Crescimento económico é uma das coisas que os políticos perseguem e não creio que seja má ideia!
    O que sim me preocupa, Senhora Governadora, é a má distribuição das rendas que sobretudo vem se notando desde 1975 a esta parte, mormente no tocante a Região Autónoma do Príncipe, ilha que me viu nascer e que vivo diariamente.
    Só o crscimento económico não trará desenvolvimento, enquanto não houver critérios mais justos de distribuição dos bens e serviços nacionais e esses recursos não reverterem pelos menos para satisfazer as necessidades elementares dos seres humanos.
    Ouvi a sua entrevista e gostaria de corregir um erro (lapso) seu quando considerou “Água Grande” como o maior distrito de S.Tomé esquecendo-se de Caué.
    Esperamos que desta vez se pense no País real com todos os seus habitantes e não só alguns!
    Não quero terminar sem reforçar a necessidade que nessa questão do reforço da identidade nacional que actualmente se fala que não esqueçam das minorias étnicas que conformam o Nosso Estado e que pense na necessidade de uma regionalização económica e ecológica do nosso País e envestirmos mas tendo em conta as potencialidades de cada distrito e região que conformam RDSTP. Estaremos atentos ao desempenho do Governo no próximo ano económico!
    BOAS FESTASA TODOS OS SANTOMENSES.

  18. Carlos Ceita

    20 de Dezembro de 2011 as 15:08

    Meu caro fidelito e The economista as vossas opiniões são muito pertinentes e interessantes. Julgo que o meu caro fidelito seja formado em economia ou gestão pela definição técnica que nos proporcionou sobre o crescimento económico que só pode estar ao nível de alguém da área.
    Mas não sei se o meu amigo leu viu ou ouviu uma destacada economista brasileira de seu nome Maria da Conceiçao Tavares. Diz ela se o seguinte: “ se o crescimento económico não refletir no bem estar do cidadão e se o economista não tiver como missão melhorar a vida do cidadãos integra-la então pode fazer outra coisa que de economista não serve porque até os médicos podem especular. Os modelos matemáticos são uma piada poucos são aqueles que acertam” Portanto o que na verdade a senhora do banco central esta a fazer é uma pena dize-lo é pura propaganda nada mais do que isso. Partilho contigo a mesma ideia sobre o que pais deve produzir em termos agrícola ai sim teríamos um crescimento real da nossa economia com repercussões no nível de vida dos cidadãos. Só que o que me espanta é que São Tome e Principe sendo um país fértil com chuva regular não tenhamos ainda a capacidade de desenvolver uma agricultura ou mesmo industria agroalimentar digna desse nome. Como é possível que sendo Portugal um pais de 10 milhões de habitantes a carne seja mais acessível e barata que o nosso pais com menos de 200 Mil Habitante. Basta que o país produza 100 mil frangos diários para haver excede.
    É ai que a senhora presidente do banco central deveria se preocupar ou sugerir para o governo da republica para o crescimento real da economia como economista que ela é.

  19. Isidoro Porto

    21 de Dezembro de 2011 as 0:10

    1.Não entendo porque razão, STP não produz sal (quer de cozinha, quer de mesa, quer para produção de peixe seco, etc) e continua a importá-lo;

    2.Não entendo porque razão STP não produz água mineral, bem como de mesa e continua a importá-la.

    3. Não entendo porque razão STP não massificou a produção do chocolate a fim de dar maior valor acrescentado ao nosso cacau no Mercado Internacional ou Regional, e continua a exportá-lo massivamente, em forma bruta;

    4. Não entendo porque razão, a STP ARWAYS depois destes anos de operação, não conseqguiu adquirir um avião de médio porte, verdadeiramente nacional (nem que fosse pelo systema menos oneroso de LEASING) para fazer rotas regionais, utilizando a tripulação nacional, e continua sem nenhum avião seu na placa do Aeroporto Distrital de Agua Grande.

    5. Não entendo porque razão a União Europeia concede 144 (CENTO E QUARENTA E QUATRO) milhões de Euros pelo acordo de pesca nas águas territoriais de MARROCOS e em STP concede apenas 3 (TRÊS) milhões para 3 anos. Será por falta de capacidade de negociacao dos nossos dirigentes?

    6. Não entendo porque razão STP, não controla o seu espaço aéreo, e teve que pedir a terceiros para o fazer obtendo apenas 20% dos lucros deste negócio, num periodo de 30 anos.

    7. A minha preocupacao é: porque razao nenhum projecto para o desenvolvimento de STP sai do papel (produção de leite em NOVA LINDA, montagem de Toyota, construção do aeroporto internacional projectado pelo arquitecto Americano, zonas francas, barragem hidroelectrica da Sinergy, controlo do espaço aéreo pelos Quenianos – que já se encontrava num estado bastante avançado-, Telecomunicações da Tondo, produção do arroz em Diogo Nunes, Porto de Águas Profundas, construção de um porto para prestação de serviços na ilha do Príncipe, etc, etc, etc).

    8. Pelo andar da carruagem é quase certo que os mais recentes projectos de grande vulto – os do “homem da lua” bem como o da SOFINCO – conhecerão o mesmo destino. Estou quase certo que estes dois investimentos pousarão suavemente, no solo dos nossos parceiros estratégicos. E no Principe entregá-lo-ão, como sempre e de bandeja, ao nosso parceiro estratégico que também não o tirará do papel.

    9.Basta recordar que tanto bateram no Ilhéu das Rolas, que o Grupo Pestana preferiu investir mais de 200 milhões de dólares em cadeia hoteleira no território dos nossos parceiros estratégicos, quando ele deveria ampliar a sua carteira de negócios em STP, comprando avião para a STP AIRWAYS, para acelerar o crescimento económico de STP.

    10.Enquanto os nossos dirigentes, políticos e governantes não criarem um ambiente de confiança e respeito mútuos e concordia no país, nenhum investidor se atreverá em apostar em STP, e continuaremos a ver investimentos projectados para STP a serem implementados nos territóries dos países amigos.

    Isidoro Porto
    21/DEZ/2011

  20. Paz

    21 de Dezembro de 2011 as 4:41

    gostaria primeiro salientar aos meus compatriotas que em 2009 , a taxa de crescimento real do nosso PIB foi de 4 % com uma inflation de 16.7%, em 2010 a taxa de cresimento foi de 4.5% e 2011 fecha com 5 % com prespectivas de 5.5% em 2012 .A nossa inflação foi de 11.4% em 2010 .Esse dados são veridicos , e aqui o que nos interessa saber são os motivos do crescimento e a diminuição da inflation.todos sabemos que a diminuição da inflação deve se a paridado ao euro,e que o crescimento em STP so se deve a ajuda externa e talvez uma melhoria no turismo.Contudo uma diminuição da ajuda externa , e uma crise do Euro nos deixa vulneravel para 2012.O que mais me interessa cá saber , é o facto deste crescimento ser sustentável? e todos sabemos a resposta obvía. E será que a taxa de pobreza diminui em STP? e as inegalidades tambem? Em 2009 , estimava se que a taxa de pobreza em STP era de 54% e que 63% da riqueza interna dependia do sector informal.Sem uma redução da pobreza , da taxa de desemprego , das inegalidades entre as pessoas et uma melhoração do poder de compra , só o facto da economia crescer em 5 % nâo no diz nada , somente que foi um artificio.Contudo creio que o Governo tem tomado medidas radicais para fomentar a nossa economia, pena é que nâo temos um plano de desenvolvimento economico e estamos completamente depende do exterior( recordar que STP so consegue financiar 8% do seu Orçamento de Estado ) . Abraços

    • Paz

      21 de Dezembro de 2011 as 15:18

      inegalidades esta incorrecto , é desigualdades . peço desculpa pelo erro

  21. António Martins Gomes

    21 de Dezembro de 2011 as 10:52

    Em primeiro lugar, não se deve confundir o crescimento económico com o desenvolvimento económico. A forma mais tradicional de se medir o crescimento económico de um país é medir o crescimento de seu Produto Interno Bruto – PIB. Quando se pretende fazer comparações internacionais o método mais eficaz é o método da Paridade do Poder de Compra. Outros métodos que utilizam a taxa de câmbio geralmente sofrem enviesamentos devido à especulação do mercado cambial ou políticas cambiais. Além disso, a taxa de câmbio não têm em conta os produtos não transaccionáveis internacionalmente, como os serviços (barbeiro, alimentação, hotéis, etc.). O desenvolvimento económico económico é um conceito que envolve outros aspectos relacionados com o bem-estar duma nação, como os níveis de educação, saúde, industrialização, protecção do meio ambiente, infra-estruturação, know-how (conhecimento e tecnologia), que no fundo são os indicadores de bem-estar. No caso de São Tomé e Príncipe: para aumentar o crescimento de sua economia, os governos teriam que necessariamente investir nas seguintes medidas: 1. Investimento em infra-estruturas públicas; 2. Investimento em capital humano: Promoção da educação, quer a nível do ensino tradicional, quer através da promoção de programas específicos de formação profissional. Promover mais e melhores cuidados de saúde preventivos, para assegurar o aumento da assiduidade ao trabalho. Criar condições, para reter o capital humano existente, evitando a fuga de quadros qualificados, para outros países. 3. Promoção de actividades geradoras de externalidades positivas, como o desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de novas tecnologias e promover a investigação aplicada. 4. Promoção da eficiência dos mercados: Políticas de promoção de concorrência; Fornecimento de bens públicos; Eliminar externalidades negativas; Eliminar os efeitos negativos, provocados pela intervenção do estado na economia. 5. Promover a poupança nacional, através de um défice orçamental público, pois, os aumentos nos níveis de poupança são necessários para o financiamento de todos os investimentos acima referidos.

  22. Madalena

    23 de Dezembro de 2011 as 13:00

    Crescer 5% não satisfaz!!
    Precisamos crescer 10%
    Sejamos ambiciosos e mais trabalhadores.
    O Preço do Dinheiro, deve ser menor.
    Claro as taxas de juro.
    Não agradam os meus comentarios, um bom Natal.

  23. Madalena

    23 de Dezembro de 2011 as 13:04

    Este Izidoro Porto sabe muito!!
    Ja sabe de tudo que questiona, por isso…
    Bom Natal. É caso de policia.

  24. Barão de Água Izé

    23 de Dezembro de 2011 as 17:46

    Como é possivel afirmar este crescimento se as Estatisticas Nacionais não estão actualizadas? Onde se vê ou sente a melhoria, nem que seja minima, da qualidade de vida do povo? A Governadora não está no Banco para fazer politica! Ela deve provar com factos e se não puder deve-se demitir, pois um Governador do Banco Central não pode mentir ou afirmar coisas à toa, sem fundamento!

  25. Madalena

    24 de Dezembro de 2011 as 14:33

    A falta de dados faz com que se apodere das estimativas, e valem o que valem.
    Devemos crescer mais e muito mais.

  26. Madalena

    24 de Dezembro de 2011 as 14:39

    A questão de dizer que a reserva está garantida para 3 meses de importação é valida para país como nosso, com a caracteristica, Ilha? BAlança comercial deficitaria!! etc. caracteristicas? Temos que arranjar os nossos proprios indicadores!!A falata de imaginção é que tem o Mundo como temos, tudo em crise.

  27. Mina tela

    28 de Dezembro de 2011 as 16:20

    Eu acredito que sim esteja a crescer mas que ainda esteja abaixo de valores positivos de forma geral.

  28. Antonio Santos

    9 de Janeiro de 2012 as 19:42

    Sinseramente, estamos feito a bife. Uma serie de incompetentes e STP nem sabe onde esta, pouca vergonha

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