Economia

FENAPA aguarda pronunciamento do Governo sobre as terras que foram confiscadas aos agricultores

A Federação Nacional dos Pequenos Agricultores, que se encontrou com o Presidente da República, para analisar a confiscação das terras executadas pelo Governo a favor da empresa SATOCAO, reuniu –se em conselho directivo esta semana, para debater o assunto.

A FENAPA diz que após ter tido conhecimento da confiscação das terras, que garantem o sustento de alguns agricultores da zona norte de São Tomé, a favor da empresa SATOCAO, contactou com Governo. «O Governo nos pediu que fôssemos ao terreno e fizéssemos o levantamento da situação. Fizemos e apresentamos ao governo o registo de todas as parcelas que estavam a ser trabalhadas, e que no entanto foram confiscadas e entregues a SATOCAO. Estamos a espera da decisão do Governo», declarou, Cosme Cabeça, Presidente da FENAPA.

Segundo a FENAPA, as parcelas de terras foram concedidas pelo Estado são-tomense a favor dos agricultores, como um estímulo ou uma subvenção pelos longos anos de trabalho que dedicaram nas empresas agrícolas. «A terra é do Estado. E se o Estado quer realizar obras de interesse social no espaço, ele pode retirar a terra. Mas no entanto tem-se que conversar com as pessoas. Alguém que tem um lote de terra há mais de 15 anos, deve ser indemnizado, e cedê-lo um outro espaço para cultivar. Não estou a ver alguém habituado a trabalhar na agricultura, ir aventurar-se com quiosques para fazer negócio», sublinhou o Presidente da Federação Nacional dos Pequenos Agricultores.

A FENAPA considera que está em causa o futuro de muitas famílias de agricultores. «A empresa SATOCAO está no terreno e tem consciência que há terrenos que eles não deveriam ocupar. Os agricultores beneficiários das parcelas de terra, que estavam a trabalha-las para ganhar o sustento estão agora proibidos de entrar nas suas parcelas», acrescentou.

O Presidente da FENAPA, disse que não é possível confiscarem terras dos agricultores sem haver negociações. «Estamos atentos a esta situação. Vamos aguardar mais alguns dias para ver o desfecho desta situação», concluiu. Segundo a FENAPA agora a bola está do lado do Governo, que deverá decidir sobre as terras trabalhadas que foram confiscadas, assim como o futuro das famílias camponesas que cujas parcelas foram entregues a SATOCAO.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. bisnerro

    28 de Março de 2012 as 17:26

    Tem paciencia,vamos aguarda, a decisão do PM.chefe de acordos,ela fazer acordo,ele sepre tem acordo,vai assinar acordo com vosco,ele,varios acordos com vosco,aguardem acordo.

    • OP Angola/STP

      29 de Março de 2012 as 12:26

      Saudações

      É de fato eminente à incapacidade de analise, planejamento e negóciação do nosso governo, fazem acordos sem analisar os impactos, sem efetuar planos A, B e C como alternativa visto que estão simplesmente preocupados com o que vão ganhar após assinatura dos contratos com as empresas e não querem saber do povo.

  2. HLN

    28 de Março de 2012 as 18:04

    Força Fenapa não deixe que esta ilegalidade aconteça.

    Pequenos Agricultores que foram confiscado e que mantinham terra limpa, organizem peguem no machim e ganho mostra a esses de Satacão quem são vocês capino-os.

  3. Fijaltao

    28 de Março de 2012 as 18:38

    Fala-se em indemnizar pessoas em posses de terras há pelo menos 15 anos! Vocês já repararam no egoísmo e a má fé que a própria organização ENAPA tem para com o restante dos seus concidadãos? Não importa esta organização a exclusão social daqueles que têm abaixo de 14 anos de residência nas terras doadas! Cuidado com esses indivíduos! Está a vista o complô existente entre esta organização e a outra que quer adquirir terras sem gastar nenhum!

  4. nelson pontes

    28 de Março de 2012 as 19:34

    O governo não tem o direito de fazer isso, as percelas de terra pertencem aos agricultores, isso é abuso de poder por parte daqueles gatunos. Isso mostra bem o tipo de personalidade dos nossos atuais dirigentes, não têm nenhum respeito pelas familias e pelo povo de uma forma geral.

  5. Baga Tela

    29 de Março de 2012 as 10:05

    Eu gostaria de saber se a empresa SATOCAO tem mais direito no usufruto das terras de STP que os nativos?

  6. COMENTARIO

    29 de Março de 2012 as 10:23

    POSIÇÃO AJUIZADA, ASSIM É QUE SE RESOLVEM OS PROBLEMAS…..

  7. pagagunu

    29 de Março de 2012 as 10:43

    Deve-se pagar indiminização, pelas terras que embora trabalhadas, forão retiradas. As outras devem ser retiradas sim, e sem contemplação, terras para quem as trabalhe.Fui

  8. Leonel B. de Sousa

    29 de Março de 2012 as 11:36

    E as terras do grandes senhores da nossa praça, que estão por cultivar também foram entregues a esta empresa? Este assunto não pode ser tratado superficialmente. Deve ser algo bem estudado com a cautela devida e a decisão final deve ser clara e inequivoca e abrangendo a todos, e não apenas a raia miúda como é costume.

  9. Santa Marta

    29 de Março de 2012 as 12:47

    E sabem qual foi o preço de arrendamento?
    Foram 10 euros por cada 10000m2 por ano. Que vergonha? Eu também arrendaria 3 hectares para sobreviver com a minha família.

  10. conterrâneo

    30 de Março de 2012 as 8:57

    Andam a reclamar que a população do meio rural está cada vez mais pobre e a viver na miséria extrema!

    Isto significa que, a distribuição de terras aos pequenos agricultores, com muito pouca exepção, não contribuiu para a melhoria da situação de vida dessa população do meio rural.

    Prova evidente disso, é o exacerbado êxodo rural!
    Todos os jovens querem vir à cidade vender plástico e ser motoqueiro.

    Faço a seguinte pergunta:

    Valeu mesmo a pena a distribuição desses lotes aos ex-trabalhadores das grandes empresas agricolas, que estavam sempre habituados a serem empregados?

    Com tanta pobreza que assola hoje o mundo rural, não é o momento de pararmos, alisarmos esse modelo e buscarmos melhores soluções ao mesmo?

    Pois é.

    Eu acredito que melhor modelo ao anterior que empobreceu essa população e contribuiu para “desertificação das roças” devido o êxodo rural é o “MODELO EMPRESARIAL”.

    Transformar essas roças nos autenticos centros de criação de valores.

    Um empresa organizada, com estruturas organizacionais ou empresariais, onde este pequenos agricultores q

  11. Trinta Mil Barris de Petroleo

    3 de Abril de 2012 as 17:11

    Tlaba so ca da té.

  12. Trinta Mil Barris de Petroleo

    3 de Abril de 2012 as 17:15

    Conterraneo!
    Aonde que ja viste um tipo assalariado, a ser de um dia por outro, patrão de roça.
    O tipo recebia ordens todas as manhãs, do feitor, do capataz. De repente é proprietario de terras!
    convenhamos!!!
    Estamos num processo de aprendizagem, leva tempo.
    Eu não tenho terras, mas sei trabalhar a terra com inovação.
    Quem quer ser milionario?
    Vai ao Parlamento de STP.

    • maria j carrilho

      4 de Abril de 2012 as 16:31

      É a primeira vez que visito Téla Non e tenciono cá voltar, se o permitirem.

      O senhor trinta mil barris de petróleo deixou me cheia de saudade desse paraíso e a lastimar o facto de , quando aí trabalhei não ter aprendido mais sobre s.tomé. Só agora , que tenho mais idade, tempo e algum juízo tento colmatar a minha ignorância em pesquisas na net.

      Trabalhei no liceu, em 1980.
      Há por aqui alguém desse tempo?
      Saudações, maria joão carrilho

      Gostaria de entender todas as palavras

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