Economia

Comissão parlamentar visita cooperativa de sucesso na produção e exportação do cacau biológico

CECAB é o nome da cooperativa, que engloba 34 associações de agricultores produtores de cacau biológico. 49 comunidades agrícolas estão envolvidas na produção de cacau de alta qualidade para o mercado francês.

Devidamente organizada, com um plano de trabalho, que não pára de dar frutos, a Cooperativa de Exportação do Cacau Biológico, é um exemplo de sucesso, que demonstra que o cooperativismo é possível em São Tomé e Príncipe, e joga papel decisivo na luta contra a pobreza.

1800 famílias de agricultores ganham sustento, através da produção do cacau biológico. Uma produção sujeita a regras rígidas de qualidade, que está a conquistar o mercado francês. A produção subiu bastante. Segundo António Dias, Presidente da Cooperativa, « actualmente produzimos mais de 500 toneladas de cacau biológico por ano. Somos o maior produtor de cacau no país», afirmou em declarações ao Téla Nón.

Na quinta – feira a CECAB recebeu visita da segunda comissão da Assembleia Nacional para assuntos financeiros e económicos. Os deputados ficaram encantados com o trabalho que está a ser desenvolvido pela cooperativa.

A CECAB que convidou a comissão parlamentar, para visita a sua sede na roça Monte Forte, no norte de São Tomé, pretende sensibilizar a Assembleia Nacional, sobre a necessidade de legislar no sentido de promover incentivos fiscais a favor da cooperativa. « É que pagamos às finanças e todos os impostos, como qualquer um outro comprador e exportador de cacau. No entanto no caso do exportador de cacau o lucro é todo dele. Mas na cooperativa é diferente. O lucro é aplicado para combater a pobreza no meio rural. Tudo que é lucro é investido na renovação da plantação, na aquisição dos insumos, etc», explicou António Dias.

A CECAB, pretende assim que o Estado são-tomense, crie legislações que protejam o espírito cooperativista, que está a crescer no meio rural.

Por cada quilo de cacau biológico seco, o agricultor ganha 47 mil dobras, cerca de 2 euros. No entanto dos 47 mil dobras, cerca de 3 mil dobras por cada quilo do cacau, alimentam o fundo da cooperativa. Fundo pertencente aos agricultores, e que garante a manutenção das infraestruturas de produção, aquisição de insumos, ferramentas de trabalho, e até mesmo medicamentos para os agricultores. «Isso para que saibam que há coisas positivas no país. As pessoas não visitam o interior do país, para saberem o que se passa», desabafou o Presidente da Cooperativa.

Em Maio último a CECAB tinha convidado o Primeiro Ministro Patrice Trovoada, para visitar as suas instalações. Foi uma visita frutuosa, segundo António Dias. Em Junho foi a vez da comissão parlamentar encarregue das questões económicas e financeiras, e em Setembro próximo a CECAB espera receber a visita do Presidente da República Manuel Pinto da Costa.

Uma ofensiva para sensibilização dos órgãos de soberania do país, sobre o sucesso do cooperativismo agrícola, que acontece numa altura em que a concorrência “selvagem” parece ter dominado o negócio do cacau no país.

Para além de alguns compradores tradicionais de cacau convencional, recentemente surgiu a SATOCAO, também vocacionada para compra e exportação do cacau convencional. A CECAB, diz que não se sente ameaçada. «Ninguém hoje pode acabar com a cooperativa», concluiu António Dias.

Abel Veiga

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    11 comentários

11 comentários

  1. Cidadão

    22 de Junho de 2012 as 10:46

    Espero que paguem um valor justo aos productores e não fiquem aí só a passear de jepes.

  2. Fbi Soares

    22 de Junho de 2012 as 11:15

    E uma boa iniciativa, eu havia postado um comentario que dizia” os que estao nas roças, nao abandonem as suas roças e venham à cidade, mas fiquem mesmo la e trabalhem as vossas roças, porque o sucesso de STP tem que depender de cada um de nos”

  3. Zeme SOOO

    22 de Junho de 2012 as 15:40

    No mundo de negócio, de comercio deve haver concorrência e competitividade. Isto ajuda a melhorar a qualidade do produto e dos serviços.

    Abel, não faça juizo de valor. Tira a palavra “selvagem” no artigo. Concorrência selvagem é o quê???

    Deixe-nos fazer o nosso juizo. Apenas nos informe. Ok?

  4. Alexsander Ferreira

    22 de Junho de 2012 as 16:23

    Bem visto, são dessas e outras notícias que nós precisamos, que cada são-tomense acredite no trabalho e recursos que a naturesa nos deu de modo a mudarmos essa imagem negativa que ganhamos sem sabermos como,

    Apelo ao Governo que apoie por favor este bom jesto da cooperativa, assim poderemos voltar aos tempos em que s.tomé era um dos maiores produtores do cacau e café,

    incentive por favor esses nossos agricultores e não só, como cada homes são-tomense para acreditarem na agricultura e na auto-subsistência, sei que somos um povo trabalhador e corajosos.

    estamos em condições de dizermos todos numa só vóz,

    YES, WE CAN,,,

    viva S.Tomé e Príncipe, viva o nosso Estado Democrático.

    • Carlos Ceita

      22 de Junho de 2012 as 20:35

      Meu caro Alexsander Ferreira sobescrevo a totalidade do que escreveu ate ao dar viva a São Tome e Príncipe. Não concordo apenas com vivas ao estado democrático que de democrático não tem nada. A confusão na Justiça o sucessivos desgoverno e uma oposição praticamente inexistente a corrupção e a impunidade é um retracto de um país com défice democrático.
      Meu caro a nossa agricultura a par da pescas tem potencial enorme e seria fastidioso enumerar aqui as suas potencialidades.

      Ao invés de construirmos o maior Centro Comercial e outros investimentos faraónicos deveríamos criar condições para produzir e transformar produtos agro-pecuários e buscar mercados regionais para escoar o excedente.
      Vantagem: Criaria postos e trabalho e geraria riqueza interna com consequência para a nossa balança de pagamento.
      Resultado: o país cresce economicamente desenvolve e prospera.

  5. Vane

    23 de Junho de 2012 as 14:14

    Viva uma luz em meio a escuridão!!!

    Esse trabalho parece-me uma gota no oceano rico chamado São Tomé e Príncipe, é necessário fazer um trabalho de conscientização do tamanho valor e da tamanha riqueza que os santomenses possuem, pois fazer negócios dos bens que existem no país requer capacitação e incentivos, perceber qual a vocação do país e investir massissamente. Há povos que tem grande capacidade de gerar negócios a exemplo a população do Vale do Silício, mas há povos que precisam ser orientados e direcionados para o empreendedorismo. Desejo que notícias como essas possam ser mais comuns
    e que os santomenses acordem para perceberem que tem grande potencialidades a desenvolver!

    Assinado uma brasileira certa da riqueza de STP.
    Felicidades a todos e sucesso!

  6. STP@

    25 de Junho de 2012 as 10:19

    Caros são-tomenses, penso eu que alguma vez já terão questionados,tal como eu:-Porque que ainda estamos assim,na cauda do mundo e nunca mais de lá saímos? São 37 anos da Independência mas,quase tudo ainda está por fazer e muitas que foram destruidas.
    Mas alguém sabe dizer-me em que País estamos?!!!

    Como se admite num país com tantos recursos minerais,terra fértil,clima tropical,e com uma população calorosa e trabalhadora,com tantos apoios financeiros e técnicos recebidos dos parceiros internacionais,OGN’s etc.
    Assunto:-
    Um paciente dirigiu-se ao hospital central de S.Tomé e príncipe,para fazer uma Radiografia de carácter urgente,alegadamente terão lhe tido que não era possível fazer exames destes, porque o médico técnico em radiologia não se encontrava no País.-Sinceramente se isso for um facto,só pode ser mesmo em S.tomé.

    Mas uma coisa é certa,o pior que s.tomé,só mesmo o hospital central,onde a qualidade para uma intervenção médica é = a 0(Zero).O hospital central está doente no estado de coma.Também não só hospital central como quase todas as instituições .Como é o caso das alfandegas,onde o contentor de ajuda doado pelos emigrantes stp, para o hospital central, teve que ficar retido nos portos por falta de pagamento de um valor incalculável para sua expedição.os emigrantes STP não têm como enviar os seu pertences,devido a elevada taxa praticada naquele sector.

    Solução: Mudança de Leis, atitudes,ideias,pensamentos.,saneamento hospitalar de raiz,demonstrar profissionalismo e bom senso desde P.R até o cargo mais humilde deste País,para o bem estar de todos os são-tomenses.
    Um Bem haja !!

  7. Nando Vaz (Roça Agostinho Neto)

    25 de Junho de 2012 as 13:45

    Força, continue os bons dias virão!..

  8. Lote

    26 de Junho de 2012 as 20:25

    Camaradas e compadre,do meu ponto de vista é importante toda agente se poder ajudar o nosso governo ,o nosso país porque o nome de stp ok ,então crie uma comissão de gente intelectual convida todo os STP dentro e fora do país só assim todos em conjunto de uma vez para sempre debatemos todos os pontos ,ideais soluções para que ñ culpamos de A Z ok A.Quresma

  9. Anselmo

    12 de Julho de 2012 as 13:01

    Continue a mostrar a esses políticos frutos dos trabalhos efectuados ao longo deste projecto tão ambicioso que tem contribuido em grande medida para o aumento do PIB NACIONAL.
    O Governo devia criar insentivos fiscais no sentido, como é óbvio de modo a proporcinar um maior rendimento para aqueles que encontram envolvidos nesta grande missão.
    Muito obrigado

  10. Mendes Rosario Cabral

    16 de Julho de 2012 as 17:08

    so criolo?

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