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McKinsey & Company – Nigéria grande potência económica nas próximas décadas

A Nigéria tem potencial para se tornar uma grande potência económica nas próximas décadas

O relatório identifica um potencial de expansão da economia da Nigéria de cerca de 7,1 por cento por ano até 2030

LAGOS, Nigeria, July 24, 2014/ — O Mundo está bem consciente das questões relacionadas com o terrorismo e dos desafios constantes que a Nigéria está a enfrentar no que concerne à pobreza.

No entanto, existe uma outra faceta da história da Nigéria que tem sido relegada para segundo plano, tanto pelas notícias recentes como pela persistência de convicções e pressupostos desactualizados acerca da economia da Nigéria. Um novo relatório do McKinsey Global Institute (MGI) (http://www.mckinsey.com/mgi) e do escritório da McKinsey na Nigéria (http://www.mckinsey.com), Nigeria’s renewal: Delivering inclusive growth in Africa’s largest economy(1), analisa o potencial económico do país e conclui que, com as reformas e investimentos adequados, esta poderá tornar-se uma das maiores economias a nível mundial, em 2030.

Faça o download do relatório: http://mckinsey.com/insights/africa/nigerias_renewal_delivering_inclusive_growth

Photo 1: http://www.photos.apo-opa.com/index.php?level=picture&id=1258 (Reinaldo Fiorini, Director e responsável local do escritório da McKinsey em Lagos

Photo 2: http://www.photos.apo-opa.com/index.php?level=picture&id=1259 (Acha Leke, director do escritório da McKinsey na Nigéria)

Logo: http://www.photos.apo-opa.com/plog-content/images/apo/logos/mckinsey.png

Desde 1999, a Nigéria tem provado ser um país estável, tanto a nível político como económico, e os novos dados publicados este ano demonstram que esta é actualmente a maior economia de África, para além de ser o país mais populoso.(2)  Os novos dados revelam igualmente que a economia da Nigéria é bastante mais diversa do que anteriormente se pensava.

Apesar de as importantes reservas de petróleo do país continuarem a constituir uma fonte crucial de receitas e de exportações para o Governo, a totalidade do sector dos recursos naturais representa actualmente apenas 14 por cento do PIB. A agricultura e o comércio são sectores maiores e em mais rápido crescimento. Também não é do conhecimento geral que a produtividade da Nigéria, embora ainda reduzida, tem estado recentemente a crescer e contribui mais para o crescimento do PIB do que o crescimento da população.

“As pessoas desconhecem as vantagens extraordinárias da Nigéria no que se refere ao crescimento futuro, incluindo o facto de este constituir um grande mercado de consumo, de ter uma localização geográfica estratégica, e uma população jovem e extremamente empreendedora,” afirma Reinaldo Fiorini, Director e responsável local do escritório da McKinsey em Lagos. Os resultados do estado de avanço da Nigéria, no entanto, não se reflectem de forma homogénea em toda a economia. Mais de 40 por cento dos nigerianos vivem abaixo do limiar de pobreza oficial do país e 130 milhões (74 por cento da população) vivem abaixo da MGI Empowerment Line (2)—o grau de rendimento e acesso a serviços vitais que garantem um nível de vida aceitável.

As principais razões para a pobreza persistir na Nigéria incluem a reduzida produtividade agrícola devido ao acesso limitado a fertilizantes e a alfaias mecanizadas, e mercados ineficientes. Simultaneamente, a urbanização não contribuiu para aumentar o rendimento das populações, ao contrário do que aconteceu noutras economias em vias de desenvolvimento; o que se deve ao facto de a criação formal de postos de trabalho e de o desenvolvimento de capacidades nas cidades da Nigéria terem sido fracos, tornando a produtividade nos sectores urbanos, como por exemplo a manufactura, menores do que na agricultura.

Numa perspectiva de futuro, o relatório identifica um potencial de expansão da economia da Nigéria de cerca de 7,1 por cento por ano até 2030, aumentando o PIB em mais de 1,6 triliões de dólares, o que poderá tornar a Nigéria uma economia global do top 20—com um PIB mais elevado do que o da Holanda, Tailândia ou Malásia, em 2030. Adicionalmente, está a emergir uma importante classe de consumidores na Nigéria, com um potencial de cerca de 160 milhões de membros até 2030, mais do que as actuais populações da França e da Alemanha em conjunto. Este cenário positivo tem por base uma análise bottom-up do potencial dos seguintes cinco grandes sectores da economia da Nigéria:

–         Comércio. Tendo por base uma classe de consumidores em expansão na Nigéria, o MGI projecta que o consumo possa mais do que triplicar, passando dos actuais 388 biliões de dólares por ano para 1,4 triliões de dólares por ano, em 2030, o que representa um aumento anual de cerca de 8 por cento. Este cenário faria do comércio o maior sector da economia e representaria uma oportunidade particularmente atractiva para os produtores de bens de consumo embalados e de artigos de crescimento rápido, por exemplo sumos, que poderiam crescer mais de 10 por cento ao ano.

–         Agricultura. As melhorias em diversas frentes podem ajudar a aumentar tanto o volume como o valor da produção agrícola da Nigéria nos próximos 15 anos. Este sector, actualmente o maior na Nigéria, representando 22 por cento do PIB, poderia mais do que duplicar, passando de 112 biliões de dólares por ano, em 2013, para 263 biliões de dólares, em 2030. Para tal seria necessário incrementar os rendimentos através de uma maior utilização de fertilizantes, sementes e da mecanização dos processos; alterar o mix de plantações para outras de maior valor; aumentar o volume de terra cultivada; reduzir as perdas pós-colheita; e aumentar a criação de gado e os resultados dos sectores florestal e das pescas.

–         Infra-estruturas. Em média, o valor das principais infra-estruturas de uma nação—estradas, ferrovias, portos, aeroportos, sistema eléctrico—representa cerca de 70 por cento do PIB; na Nigéria, as principais infra-estruturas estão estimadas em 35 a 40 por cento do PIB. Comparativamente com a Índia, a Nigéria possui um sétimo das estradas por quilómetro. Numa base per capita, a Nigéria possui um terço dos edifícios residenciais da Indonésia e um sexto do espaço comercial. Entre as principais infra-estruturas e o imobiliário, o total dos investimentos em infra-estruturas na Nigéria poderá alcançar 1,5 triliões de dólares entre 2014 e 2030. Este facto tornaria a construção de infra-estruturas um dos principais contributos para o PIB, e também um facilitador do crescimento da economia.

–         Manufacturação. A manufacturação na Nigéria mantém-se num estado de desenvolvimento relativamente incipiente, contribuindo com 35 biliões de dólares, i.e., cerca de 7 por cento do PIB, em 2013. No entanto, recentemente alcançou um importante nível de crescimento, com os resultados a chegarem a 13 por cento ao ano entre 2010 e 2013. Com base nas actuais tendências, este sector poderia quadruplicar até 2030, alcançando os 144 biliões de dólares por ano (um crescimento anual de 8,7 por cento). O processamento local (alimentos embalados, por exemplo) e as commodities continuariam a representar as maiores indústrias de manufacturação na Nigéria.

–         Petróleo e gás. Apesar de, numa perspectiva optimista, se esperar que o sector do petróleo e do gás cresça 2,3 por cento ao ano, o seu sucesso continua a ser vital para a economia da Nigéria. Com as reformas adequadas, a produção de líquidos poderia passar de 2,35 milhões de barris por dia, em média, para um novo recorde de 3,13 milhões de barris por dia até 2030, contribuindo com 22 biliões de dólares para o PIB até 2030. A produção de gás natural poderia crescer até 6 por cento ao ano, contribuindo com 13 biliões de dólares para o PIB até 2030. No total, o sector do petróleo e do gás tem potencial para contribuir com 108 biliões de dólares por ano até 2030, partindo dos 73 biliões de dólares de 2013. Este pressuposto, no entanto, assume que o sector será bem sucedido na gestão dos actuais obstáculos, designadamente a nível de segurança, e que conseguirá atrair novos investimentos.

Caso a Nigéria consiga aliar com sucesso o crescimento à redução da pobreza, 70 milhões de cidadãos poderiam sair da pobreza e 120 milhões poderiam ter os recursos necessários para alcançar a Empowerment Line. Estimamos que, nas circunstâncias mais favoráveis, por cada ponto percentual de crescimento do PIB, a pobreza seria reduzida em 0,20 por cento, uma taxa que se situa entre os rácios do Brasil (0,15) e do Gana (0,25).

Associar o crescimento à melhoria do nível de vida em todos os sectores da economia dependerá de aumentar o rendimento rural e de criar mais postos de trabalho urbanos formais. Implicará igualmente que o Governo leve a cabo acções concretas, designadamente que redefina as taxas que inflacionam o custo dos alimentos importados e que reprioritize o orçamento governamental necessário aos programas que conduzem ao empoderamento económico.

O Governo já implementou estratégias e planos claramente definidos para diversos sectores, mas o passo mais importante que o Governo pode dar agora é o de optimizar a capacidade de cumprir os objectivos dos seus programas e serviços. Estes vão desde a “rede de segurança” que representa o pagamento das rendas aos pobres até aos cuidados de saúde, educação e infra-estruturas.

A Nigéria está aquém das métricas das economias homólogas, designadamente a nível de mortalidade infantil e literacia. A literacia básica entre os 15 e 24 anos—um indicador crucial para o potencial sucesso económico—representa apenas 66 por cento, comparativamente com os 99 por cento da África do Sul, por exemplo.

Uma iniciativa crucial para a Nigéria será, assim, aderir às melhores práticas adoptadas com sucesso a nível mundial com o objectivo de melhorar o cumprimento com eficácia dos serviços governamentais. Aqui incluem-se acções tais como a selecção de líderes fortes e com responsabilidades, o aumento da pressão para que os departamentos e agências governamentais melhorem o seu desempenho, o recurso a “unidades de entrega” (equipas multidisciplinares dedicadas com capacidade para superar obstáculos burocráticos), e a colaboração com o sector privado e outros stakeholders.

A Nigéria pode igualmente capitalizar em diversas tendências favoráveis, tais como o aumento da procura de economias emergentes, a crescente procura global de recursos naturais, e o alargamento da economia digital. A Nigéria conta ainda com uma população jovem e em rápido crescimento, bem como com uma localização geográfica privilegiada na África Ocidental, o que facilita o comércio no continente e com a Europa e as Américas do Norte e do Sul.

“Ao capitalizar nos seus pontos fortes e no próprio posicionamento para ganhar vantagem a partir das tendências globais emergentes, a Nigéria poderia triplicar o seu PIB até 2030,” afirma Acha Leke, director do escritório da McKinsey na Nigéria. “Adicionalmente existe uma enorme oportunidade para um crescimento inclusivo que deveria ser aproveitada.”

(1) A renovação da Nigéria: Crescimento inclusivo na maior economia de África. 

(2) Em Abril de 2014, o Governo começou a publicar dados “rebaseados” que revelam um PIB de $454 biliões em 2012 e $510 biliões em 2013 (comparativamente com os $259 biliões e $270 biliões anteriormente reportados).

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da McKinsey & Company, Inc.

Contactos para a imprensa:

Rebeca Robboy

Gestora de Relações Externas, MGI

Tel.: +1 (650) 743 1542

Email: rebeca_robboy@mckinsey.com

Marlynie Moodley

Responsável pelas Relações Externas em África

Tel.: +27(0)82 329 8186

Email: Marlynie_moodley@mckinsey.com

Sobre o McKinsey Global Institute

O McKinsey Global Institute (MGI) (http://www.mckinsey.com/mgi), o braço de research de negócio e economia da McKinsey & Company, foi fundado em 1990, a fim de desenvolver um entendimento mais aprofundado sobre a economia global em desenvolvimento. O nosso objectivo é o de assegurar líderes nos sectores comercial, público e social equipados com factos e insights que sustentem a gestão e o processo de tomada de decisões e definição de políticas.

Os sócios da McKinsey & Company fundaram o research do MGI; este organismo não é suportado por qualquer negócio, governo ou outra instituição. Para mais informações sobre o MGI e para fazer download de relatórios, visite www.mckinsey.com/mgi.

McKinsey & Company, Nigéria

Desde 2002, a McKinsey (http://www.mckinsey.com) tem desempenhado um papel activo no estímulo ao crescimento da Nigéria e na aceleração do seu desenvolvimento. A McKinsey abriu um escritório em Lagos, em 2010, e actualmente já foram realizados 200 projectos no país, em que a McKinsey apoiou uma vasta gama de empresas privadas locais, multinacionais e estatais, bem como o sector público.

SOURCE 

McKinsey & Company, Inc.

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    8 comentários

8 comentários

  1. luisó

    24 de Julho de 2014 as 11:21

    Só pode ser para rir ou então má informação.
    Um País que vive em guerra civil em metade do território e a outra metade é controlado por gangs ao nível de bairro, que há pelo menos 2 exércitos particulares, Boko Harm e os rebeldes do delta do níger, que desafiam o governo com bombas, assaltos, raptos de crianças ás centenas, contrabando de tabaco e drogas, tráfico de pessoas, etc, e vêm dizer que será uma potência nas próximas décadas?
    Um País que para se fazer negócios tem de pagar a tudo e a todos uma percentagem, em que o presidente casa a filha e oferece um ipad em ouro a cada convidado, o maior produtor de petróleo da áfrica negra e depois o povo vive do desenrasca e da corrupção generalizada?
    Sejamos sérios…

  2. Cidadão ( Filho da Terra)

    24 de Julho de 2014 as 15:14

    Posso até aceitar esse estudo da empresa Mckinsey.
    Daqui a 15 anos a Nigéria ser uma potência ao nível da África e não ” Mundial”. E isso será até posso acreditar muito bom para nós porque poderemos aproveitar esta explodir da Economia Nigeriana e tiramos o nosso partido prestando serviços a eles e outras coisas que eles poderiam precisar, uma vez que estamos(STP) no golfo da Guiné e estamos 1:45 ou menos da Nigéria.
    Mas alguém que me antecedeu dizia que das minhas palavras faço não vale a pena ter uma economia que cresce até ser for possível 1000% por ano mas apresentando indicadores sociais baixos e graves, criminalidades, abuso de poder, corrupção, branqueamento de capital, droga, instabilidade populacional digo do País, e outras coisas que sabemos que reina nos Países Africanos que todos sabemos.
    Um bem haja a vocês…

  3. iaga

    25 de Julho de 2014 as 10:02

    subscrevendo a esses 2 comentários, gostaria de saber realmente, qual a importância desses estudos… uma vez, que nem chegam a ser solicitados pelos estados Africano, …. não será talvez uma forma de alertar os gigantes do mundo, das possíveis ameaças que possa constituir o crescimento dos países africanos, seu impacto no cenário mundial, e convida-los a tomar medidas atempadas, que possam imperar esse mesmo crescimento… como fizeram com a Rep. Centro Africana, Costa de Marfim, Congo Kinshasa , Libia,… hoje transformda num utentico inferno e tantos outros. estejemos atentos, que o mundo europeu só deseja a nossa descraça.

    • Barão de Água Izé

      27 de Julho de 2014 as 13:13

      Caro Iaga; Apresentam estudos sem serem solicitados, para virem a ser contratados pelos Governos idiotas que ficam maravilhados com as evidências debaixo do nariz de todos. O que a Mackinsey faz é vender-se através desses estudos. Talvez um dia, esperemos que não,
      um Governo de STP contrate essa empresa ou outra pelo valor de USD
      entre 850 000.00 / 1 000 000.00 (mínimo). Preço normal de mercado!

  4. Barão de Água Izé

    27 de Julho de 2014 as 13:07

    Que novidade!!! A Mckinsey que ensine os governantes nigerianos
    a dividir melhor a riqueza e dar condições de vida decentes à população. Infraestruturas, água, energia, habitação, educação, etc… A energia mal administrada pode ser um flagelo para os povos.

  5. vio

    28 de Julho de 2014 as 13:37

    Nem isso Saotomence sabe imitar .E nos quando sera a nossa vez de ser ou plo menos sair do buraco q estamos??? STP vai ser uma potencia dia de sao nunca periodo de tarde 23h 59 minutos. e temos petroleo como dizem. Cacau, um dos melhores café d mundo terra muito fertil.

  6. mandja

    28 de Julho de 2014 as 22:26

    Trata-se, “vraissemblablement d’une désinformation ou bien d’une énorme blague…” Antes de contar bobeiras, o governo nigeriano deve ocupar-se de libertar a população dos integristas muculmanos Boko Haram, .que comete crimes, atentados, matando inocentes civis….criancas, velhos, jovens,violando menininhas,mulheres etc. As alunas raptadas ainda estão com os terroristes B.H. como reféns. Não somos idiotas para acreditar nesta “nouvelle mensongère”.

  7. Arnaldo (santola)

    29 de Julho de 2014 as 1:19

    Grandes potencias econômica?, brincadeira vai sonhando Nigéria esta na lista dos países mais corrupto do mundo, sem falar da guerra civil, drogas, trafico de crianças entre outros.

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