Economia

Téla Nón em N´djamena – Guiné-Equatorial sucedeu a Chade

Os Peritos Intergovernamentais de África Central que durante quatro dias, 18-21 do mês em curso, estiveram reunidos em Ndjamena-Chade, para os trabalhos da 34ª secção do seu Comité, propuseram a Guiné Equatorial como o próximo país a abrigar o 35º encontro desta Organização, em Junho de 2019.

Sobre tema “O financiamento da industrialização na África-Central”, o Comité dos Peritos Intergovernamentais de África Central (CPI/AC), reuniu de 18-21 deste mês na capital Ndjamena, onde examinou e delineou a estratégia para promover o progresso socioeconómico na região, tirando partido das possibilidades de intensificação da mobilização de recursos financeiros para o apoio à industrialização e acelerar a transformação económica da África Central.

Repartido entre a eleição dos membros da mesa do Comité dos Peritos Intergovernamentais, CPI, debates, trabalhos de grupos temáticos, apresentação de painel e reuniões ad hoc, o encontro que foi aberto na terça-feira (18) pelo secretário de Estado de Economia e Planejamento do Chade, Hissein Tahir Souguimi, conseguiu reunir na hotel Radisson Blu, palco das discussões, uma variada gama de interveniente de alto nível, entre entidades governamentais, representantes dos principais organismos regionais (CUA, CEMAC, CEEAC, etc), actores do sector privado (entre utilizadores e fornecedores de instrumentos financeiros para a industrialização), parceiros de desenvolvimento bilateral e multilateral (com o BAD, Banco Mundial, etc), altos funcionários de organização do sistema das Nações Unidas, a Sociedade Civil e Académicos e intervenientes do sector Universitário, que no final, sexta-feira (21), aprovaram por unanimidade o relatório final de 14 páginas, onde consta a proposta do país e o tema para a 35ª reunião, as recomendações dos trabalhos temáticos, reuniões ad hoc, e da assembleia magna.

Sublinhando alguns pontos deste documento, destacamos as recomendações da assembleia magna e da proposta do próximo país sede e o respectivo tema.

As recomendações que foram avaliadas por todos estão assentes em quatro sectores: público e capital; privado; civil; e instituições regionais, sendo o primeiro o que mereceu o maior destaque no dossiê.

No que toca ao próximo país sede, a proposta recaiu na Guiné Equatorial, com o delegado do país no evento a mostrar-se bastante honrando com a ideia, avançando que irá trabalhar junto às autoridades locais para receberem todos (as), em 2019, com toda pompa a circunstância.

A data e o tema também foram igualmente propostos.

Junho (dia a definir) foi o mês escolhido.

Quanto ao tema, foram propostos três, que seguirão para a análise mais detalhada da comissão, nos próximos 45 dias:

Temas propostos:

1º Aceleração do processo da industrialização na África-Central;

2º Industria para criar emprego para a juventude n África Central;

3º Economia Numérica para acelerar o processo de industrialização.

Posto a apresentação do documento que recebeu um ‘orfeão’ de palmas dos presentes, passou-se a leitura da moção de agradecimento, na voz da delegada dos Camarões, país que antecedeu o Chade; intervenção da representante do Gabinete Regional por África-Central da Comissão Economia das Nações Unidas, Mama Keita; e por fim, as palavras do presidente do Comité, o Director-geral da Economia do Chade, Ibrahim Aboubakar.

Em forma de balanço, os nossos representantes na sessão, Doutor Agostinho Bernardo (Ministério das Finanças e Economia Azul) e Doutor Charles Género (Ministério das Públicas, Infra-estruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente), consideraram de positivo a participação nacional no certame, onde tiveram possibilidade de contribuir com as suas ideias para a concretização do objectivo traçado para o encontro, sobre tudo nos trabalhos dos grupos temáticos e reuniões ad hoc.

Os mesmos avançaram à nossa redacção que o tema e os subtemas debatidos foram muito profícuos, e que o evento serviu também para incitaram contactos com alguns líderes das organizações presentes, de modo a virem visitar, no futuro próximo, o país e quiçá apoiar o governo santomense na sua política da industrialização.

Recorde-se que o evento foi realização pelo Escritório Regional da Comissão Económica das Nações Unidas para África-Central.

Enviado especial do Tela Nón, Martins dos Santos

    1 comentário

1 comentário

  1. Adeliana Nascimento

    25 de Setembro de 2018 as 14:37

    Não percebo nada. Director de Gabinete do Ministro das Finanças não estará a meter pernas em calças alheias? O queé que ele entende deste tema?

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