Economia

Recuperação do dinheiro desviado dos cofres do Estado pode aliviar a crise financeira

Estima-se em vários milhões de euros, o montante pertencente ao Estado são-tomense, que está em parte incerta, ou que foi desviado dos cofres do Estado directamente, ou então através da fuga ao fisco.

Vários relatórios de auditoria, do Tribunal de Contas, da Inspecção das Finanças ou da Direcção dos Impostos, apontam para o saque desenfreado dos fundos públicos nos últimos anos. O Ministro das Finanças e da Economia Azul, não tem dúvidas de que, se a justiça são-tomense agir no sentido da recuperação de tais fundos desviados, a actual crise financeira, vai recuar. «De que maneira. Os valores mal parados ajudariam o país seriamente», declarou o ministro das finanças.

Mais importante ainda segundo Osvaldo Vaz, é que se a justiça nomeadamente o Ministério Público, que é defensor do Estado e detentor da acção penal, agir em defesa dos bens públicos, o país conquistará a disciplina financeira. «É que se pudermos coercivamente cobrar esses valores mal parados, haverá disciplina financeira. Os outros terão receio de fazer a mesma coisa. Se eu souber que se tirar o dinheiro do Estado fico impune, o outro colega quando vier, também vai fazer o mesmo. Isso tem duas vantagens, primeiro o cofre do Estado que começará a sorrir, e segundo a imposição da disciplina financeira», sublinhou Osvaldo Vaz.

O Ministro das Finanças, garantiu que o crescimento robusto da economia nacional, prometido pelo Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, e plasmado no programa do governo, só será alcançado, se a disciplina financeira for implementada no país.

O ano 2019, é segundo o ministro para arrumar a casa. Conter as despesas no máximo, dar início a recuperação dos milhões de euros do Estado, que estão em mãos alheias, e promover uma recolha cega dos impostos. «Quero recursos para saúde, para educação, e outros. E esses recursos vêm dos impostos», precisou.

O Ministro das Finanças explicou que para este ano, o crescimento económico deve atingir os 4%. Para os próximos anos, a robustez da economia deverá acontecer, com base numa gestão rigorosa dos fundos públicos, que não permite nem o desvio directo nem por via da fuga ao fisco.

Abel Veiga

    9 comentários

9 comentários

  1. Amar o o que é nosso

    29 de Junho de 2019 as 14:12

    Exatamente. Mas será mesmo que ha intenção de fazer isto? Só um José Lourenço o faria!!!

    • Amar o o que é nosso

      29 de Junho de 2019 as 14:17

      Devia começar primeiro no próprio governo, muitos que estão aí têm, principalmente os repitentes têm muita contas a prestar. E os diretores???! Aí não, vê para crer. Conversa de xaxa!

  2. Souza

    30 de Junho de 2019 as 9:08

    Vários relatórios de auditoria, do Tribunal de Contas, da Inspecção das Finanças ou da Direcção dos Impostos, apontam para o saque desenfreado dos fundos públicos nas últimas quatro décadas.

  3. Vanplega

    30 de Junho de 2019 as 10:10

    Ainda temos dividas de 5 milhões, do Brasil, para ser recuperado

    Esqueceram- se disto

  4. Manuel do Rosario

    30 de Junho de 2019 as 15:06

    O pagamento dos impostos e de todas cobranças que são feitas ao nivel de quase todas as instituições estatais, havendo uma boa gestão sem desgastes desnecessários com viagens fúteis entre outros, alimentará com certeza o cofre de estado ao ponto de se poder pagar os salários da função pública e pensar na sua melhoria caso a FMI e o Banco Mundial não criem obstáculos.

  5. Bagatela

    30 de Junho de 2019 as 16:38

    Delfim Neves.Prepare para pagar a dívida que contraiu com Brasil, na compra de arroz podre.Que belo nacionalista e patriótico tem este País ?

  6. Vedé

    1 de Julho de 2019 as 9:49

    O actual governo através do Ministério Público pode accionar mecanismos legais para essa cobrança. Esses 4 anos o anterior governo andou a aumentar impostos, recusava aumento dos salários, mas os seus dirigentes estivera a dilatar seus cintos. Por isso, devem assumir. Todos que tiveram casos de devolução dos fundos do estado devem assumi-los.

    • Joni de cá

      3 de Julho de 2019 as 16:11

      Não devia ser somente dos últimos 4 anos, mas sim dos últimos 40 anos.

      Só receberam milhões em donativos e o que fizeram foi levar o País á miséria…..

      Isto vai levar gerações para mudar esta mentalidade de patrão forro…..

  7. Paulo Cruz

    8 de Julho de 2019 as 14:47

    Mas,qual dinheiro desviado?

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