O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, participa esta segunda-feira, 22 de Dezembro, na cerimónia de lançamento da primeira pedra da futura fábrica de montagem de telemóveis e equipamentos electrónicos em Moçambique, um investimento da empresa Moz-Source que assinala um marco no processo de industrialização tecnológica do país.
Segundo o comunicado do MCTD, a cerimónia terá lugar na província de Maputo e deverá reunir várias entidades governamentais e institucionais, entre as quais o Governador da Província de Maputo, o Presidente do Conselho Municipal da Matola Rio, representantes da Moz Park, parceiros estratégicos e responsáveis da Moz-Source. A presença destas figuras sublinha o carácter estratégico do projecto para a economia nacional.
A iniciativa enquadra-se na estratégia do Governo de promover a inovação, a transferência de tecnologia e o reforço da capacidade produtiva interna no sector das tecnologias de informação e comunicação, considerado essencial para a transformação digital e para a diversificação da base económica moçambicana.
Orçado em cerca de três milhões de dólares norte-americanos, o projecto prevê a edificação de uma unidade industrial destinada à montagem local de telemóveis, computadores portáteis e, numa fase subsequente, pequenos electrodomésticos. Trata-se da primeira fábrica do género a ser instalada em Moçambique. A unidade contará com duas linhas de montagem semi-automáticas, com cerca de 40 metros cada, e uma capacidade inicial de produção estimada em 80 mil unidades por mês, podendo atingir até 300 mil unidades mensais.
Numa fase inicial, a produção irá abranger telemóveis 2G e 4G do tipo feature phone, smart feature phones 4G, smartphones 4G de gama média e laptops, respondendo às necessidades do mercado interno e da região. As projecções indicam que a unidade poderá reduzir entre 14% e 15% as importações anuais de telemóveis, contribuindo para a substituição gradual de produtos importados.
Para além do impacto na indústria, o empreendimento deverá criar postos de trabalho directos e indirectos, impulsionar a formação de quadros nacionais especializados e aumentar as receitas fiscais do Estado. A entrada em funcionamento dos principais equipamentos está prevista para um período entre seis e oito meses após o arranque das obras.
Fonte – MZ News / Moçambique – Imagem: DR