Política

Aberto Fórum Nacional da Educação

Durante 3 dias, o Estado são-tomense, em parceria com os parceiros de desenvolvimento, e a sociedade civil, analisa detalhadamente a situação da Educação, com vista a encontrar soluções para que até 2022 o país tenha uma estratégia que produza educação de qualidade.

Através do Forum Nacional sobre a Educação, o Governo pretende definir um plano de acção com meta em 2022, que possa devolver qualidade ao sector estruturante para o desenvolvimento do país. «São Tomé e Príncipe precisa assumir o compromisso histórico na educação das nossas crianças. Sendo assim todos bater-nos-emos pela necessidade de corresponder a aspiração mais legítima de cada cidadão. Proporcionar uma educação de qualidade a todos os são-tomenses», declarou o ministro da Educação Olinto Daio.

O Fórum foi aberto na terça feira, pelo Presidente da República Manuel Pinto da Costa. «Só com uma educação e um sistema escolar que promova o mérito, valores de cidadania e de sã convivência em sociedade, estaremos a preparar no presente o futuro que corresponda às expectativas legítimas do nosso povo», afirmou o Chefe de Estado.

O Presidente da República apresentou o diagnóstico da situação da Educação. Reconheceu que o sector registou progressos assinaláveis. «Por causa das inúmeras dificuldades e carências que enfrentamos existe, muitas vezes, a tendência para esquecer o que de positivo foi alcançado», sublinhou, para depois dar exemplos. «São Tomé e Príncipe está à beira de atingir a escolarização primária universal, com mais de 80% das crianças a terminar o ciclo básico, ou seja a 6ª classe, o que é um indicador de progresso que não devemos subestimar», frisou.

No entanto, há ainda muito a fazer. Apenas 1/3 das crianças menores de 5 anos tem acesso ao ensino pré-escolar, e não só. «Temos um ensino básico que precisa melhorar a sua qualidade e um ensino secundário com um forte abandono escolar. Um ensino técnico-profissional ainda em fase de estruturação e um ensino superior extremamente oneroso», explicou o Presidente da República, sem esquecer da situação dos estudantes no estrangeiro. «A este propósito não poderia deixar de referir-me à situação difícil em que vivem muitos estudantes Santomenses no estrangeiro», realçou.

São dentre outros problemas que estão a ser debatidos no Fórum da Educação. São Tomé e Príncipe, quer encontrar uma solução sustentada para o sector.

O Discurso do Presidente da República, na abertura do Fórum da Educação, pode ser lido na íntegra. Clique –discurso

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. carlitos

    6 de Junho de 2012 as 9:49

    Em vez de gastarem dinheiro com “foruns” que no final todas as recomendaçoes vao directo pro lixo, deveria era estar no gabinete a estudar a possibilidade reduzir custos com o ensino superior.

    O estado sao tomense faz uma politica totalmente contraria ao bom desepenho das instituiçoes de educaçao nacional.

    Senhor ministro, como explicar que IUCAI isntituiçao privada, com todos os defeitos que tem mas leva a cabo a missao de ensinar no quadro superior, e o superputente estado demonstra fraquesa neste sentido?

    Quanto custa um edificio para albergar uma universidade? Nao sei!!! Mas de certeza igual ou menos que doca de peixe, reconstituiçao de passeios, o estadio nacional que se insiste em cada vez reconstruir quando em sao tomé a pratica de desporto nao é séria…

    Senhor Ministro, a travez da cooperaçao nao consegue investimento de taiwan, angola, ou outro pais para construir uma universidade mesmo modesta?

    Certo nao temos quadros suficientes para lecionar nas universidades, mas sera que com a cooperaçao com Cuba e outros paises, em vez de enviarmos 300 estudantes, nao seria melhor trazer au pais apenas uma desena de professores e mesmoq ue pagasse os alojamentos e salario à 4 mile euros por professores, se troussessemeos 20 professores competentes pra sao tomé seraiam 20*4000*12=960 000 mil €, nada comparado aos 3 milhoes anuais que os estado diz gastar. esta é uma previsao pessimita…

    numz previsao optimista se pagarmos os professores 1000€ o total seriam 240 000€, com a crise na europa, e com muitos reformados, leva-me a crer que podemos sim atrair professsores com este salario.

    Portanto a soluçao é simples sem ter que fazer forums e mais forums.

    Por outro lado para criarmos uma universidade de cursos ditos de papeis e lapis (que nao precisam de laboratorios) o investimento penso eu nao seriam avultados.

    Para terminar, podemos sim atravez de cooperaçao, apetrechar uma biblioteca universitaria com livros permitindo a investigaçao…

    Querer é poder minha Olinto Daio

  2. dPires

    6 de Junho de 2012 as 12:58

    Concordo contigo «Carlitos»

  3. dPires

    6 de Junho de 2012 as 12:59

    Isto se cham, educar o ministro da Educação.

  4. dPires

    6 de Junho de 2012 as 12:59

    chama**

  5. Sempre a subir

    6 de Junho de 2012 as 15:38

    Forums e mais forums, francamente…
    Ouvi dizer que vão capacitar os professores de ISP… Para o meu espanto o Governo só pretende pagar 25% do 1º ano de mestrado, para o caso de professores que não são do quadro. O maior absurdo é que esse mesmo Governo paga por estudantes de licenciatura na Lusiada e IUCAI uma fortuna isso sem falar de bolsa externa. Se ISP é escola do estado deveria ser um prazer para o Governo investir nela. Sem professores capacitados, tudo fica coxo numa sociedade. O pior de tudo mesmo essa ninharia de 25% para apenas o 1º ano algo que não existe, há um termo de compromisso medíocre em que os professores se comprometem em sujeitar sanções do Ministério. Só o custo das propinas é de STD 43.952.000,00 e o que Governo pretende dar com tantas exigências é de STD 6.400.000,00. O resultado disso é que muitos professores já com bom aproveitamento das fases curriculares simplesmente vão desistir de concluir o mestrado. Esses professores têm vontade de melhorar as suas capacidades, mas o Governo está interessado? Não sei! Não parece. Esse Ministro foi padre algo difícil de falar porque com Deus não se brinca. Quem brinca com Deus, vai deixar de brincar com quem? Não sei! Não parece.

  6. Zeme SOOO

    6 de Junho de 2012 as 15:53

    Tela Non Cadê meu comentário?

    Abel, não difamei o Presidente da República.

    Eu disse a verdade.

    Publica o meu comentário se fAZ FAVOR.

    Prova-me o contrário que não estás ao serviço do Presidente da República. Cuidado Abel.

    Serviço de informação funciona e há gente que dá com as linguas nos dentes…

    Abre os olhos. Mas se é para faturar os dolares do troco da campanha, força. Assim serás diferente de Oscar que depende de PT, ahahahah

  7. A verdade amarga

    6 de Junho de 2012 as 16:09

    Este ministro ‘e muito arumado en letrado. Nao sei se conhece a Pedagogia, mas sim sei que recusou conversar com pessoa versada na materia, assim sendo, acho que este FORUM ‘e mais uma forma de malgastar o dinheiro do Estado.

  8. Nando Vaz (Roça Agostinho Neto)

    6 de Junho de 2012 as 19:09

    “No entanto, há ainda muito a fazer. Apenas 1/3 das crianças menores de 5 anos tem acesso ao ensino pré-escolar.”(telanon)
    Com todo respeito que tenho por vossa excelência, gostaria de frisa seguinte:
    1/3 = 0,333333333
    EX:1/3 de 350 é a mesma coisa que 350 dividido por 3 = 116,6666…
    É muito pouco para nº de crianças que temos com menos de 5 anos em S.T.P.
    É preciso assumir a Educação como fonte do conhecimento para a transformação do fator social.(N.V)

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