Política

Mulher Santomense Levanta-te! Dobra-te apenas pelos Nossos filhos

Estamos no Século XXI (21). Sabemos que em África, lusófona (apesar de esta África, MINHA, quase parecer a francófona!), francófona (francês é língua oficial) ou anglófona (inglês é língua oficial), os hábitos de higiene e cuidados na rua são diferentes e as políticas para proteção da saúde, do ambiente e da causa ambiental e condições de trabalho, um verdadeiro determinante de saúde (já explico mais à frente) cada vez mais urgente. Areias roubadas, lixo por toda a parte, pondo em risco a vida de todos os filhos destas mulheres, as nossas mulheres. E neste processo de palavras – no meio, está a MULHER, MÃE. Ou a vítima de maus tratos?

De violência física (porrada do homem que muitas vezes não é o pai do filho), violência sexual, movida em vários casos por homens alcoolizados e, por isso, impotentes sexualmente, acusando a mulher de ser “fraca”. Abusos abusos que levam a mulher a parir, parir, parir, como um bicho, sem oportunidade de planear a sua vida!, dado não haver uma comunicação em saúde e educação sexual adequadas. É que, parir, para estes homens, é razão de virilidade que se julga o verdadeiro varão. Sobretudo, por fazer filhos em várias mulheres, que não perfilham (não dá apelido do pai), não os alimentam. Pelo contrário abandona-os e quando os vê, sobretudo rapazes (porque representam uma ameaça junto à mãe…) dão-lhes com o chicote.

Hoje quero eu, mulher, santomense e preta, na pele branca, insultada nas ruas da minha terra, e a outras mulheres, numa total ausência de respeito, grande (desinvestimento) no “desenvolvimento e grande DESCOMUNICAÇÃO!”, agitar esta classe política,que finge estar preocupada com a mulher (em todos os dias 8 de Março a farsa e o teatro repete-se)… Classe que finge estar preocupada com as crianças, Meus Deus! A fome acaba em 12 anos…, pobres filhos nossos! que apanham com o chicote nas salas de aula, pelos professores. Eu vi! E pelos vizinhos transformando as crianças em escravas da porrada alheia, enquanto as mães trabalham…

As crianças apanham porque os pais apanhavam. As meninas têm que ser criadas dos homens e lavar roupa no rio como escravas. Os homens sentam-se à sombra do carroceiro  a beber até cair com o maldito tomatxo ou cacharamba que o Estado finge não ver que se vende. E que mata a olhos vistos – seja com álcool destilado a níveis como 80 ou 90º (graus), ou com substâncias que algumas são ainda desconhecidas. E o que quer o Estado? O Estado quer que a pessoa esteja anestesiada. Bêbeda. Quando o Povo e a mulher – a força da economia – e mais escrava que trabalhadora: escrava de trabalho em casa, escrava de rio, escrava de sexo e de barrigas permanentes que seguem abandonos de filhos (pelos pais). E o Estado finge que cuida. Pior: permite anúncios de álcool já interditos na Europa.

Ai Meu Deus! Se não fossem as obras de caridade – a Caritas Diocesana de São Tomé e Príncipe e a Cooperação, com as obras das irmãs (que alimentam milhares de crianças vítimas de fome, e ausência de planeamento, ante um Estado que se afasta de desenvolver um estado promissor e não as alimenta.

Depois há outro tipo de escravatura, a nova escravatura azul. Numa espécie de epidemia, de postes elétricos (quem está a ganhar dinheiro com isto???) pintados de azul praga, tratando as pessoas como a celulite necrotizante (que o Estado esconde, mas que eu conheço de perto) a maldita “doença do pé”… tratando, a nós mulheres, como se fossemos pretas ainda na sanzala e não gostássemos de ver a madeira da nossa terra da sua cor natural. Além disso, o abuso incrível das mulheres, jovens meninas, como nos mostra a imagem de uma mãe, acabada de parir, a amamentar a sua criança no meio do lixo do mercado, sem condições dignas de trabalho. Falemos nos seus reclames, família santomense… Certo… Escrava de comunicações (ver as imagens). Vender, vender, vender a azul praga a todo o custo.

Esta companhia não se envergonha? A empresa angolana não faz isso! Porque faz uma, que já foi portuguesa e agora é brasileira (falida no Brasil).”OI, tudo bem como você?”  Crucificando as regras da OMS – Organização Mundial de Saúde e os seus determinantes de saúde, que exige aos estados – este carrega os bolsos de frio gelo – lutar contra a miséria deste Povo.  Objetivos do Millennium.

Para quem desconhece, trata-se de condições gerais socioeconómicas, culturais e ambientais como: Agricultura e Produção Alimentar, Educação, Ambiente de Trabalho (mostro que o azul viola a dignidade das nossas mulheres, só mulheres!!!), Condições de Vida e de Trabalho, Desemprego, Água e Higiene, Ambiente; 2. Redes Sociais e Comunitárias; 3. Fatores Individuais e Estilos de Vida (em STP determinado pela subnutrição e consumo excessivo de álcool) e 4. Fatores Constitucionais (sexo, idade e género da população).

Mulheres, vamos aguentar até quando?

Associar forças e defendermos os nossos interesses?

Mudar a classe?

Mudar o Mercado?

Dignificara às condições de trabalho?

Dar  Poder às mulheres? E empreender?

Não é altura de alimentar os nossos filhos? Para eles não crescerem com dignidade que não tiveste porque o Estado se esqueceu de ti estes anos todos, todos os dias, exceto neste dia?

Pensa nisso.

Por ti, mulher. Muda as tuas condições.

MULHER Santomense, LEVANTA-TE!

DOBRA-TE apenas pelos NOSSOS filhos.

Estamos de olhos abertos e o futuro está nas nossas mãos, Mulheres. De virar a agulha de um poder cada vez mais desinteressante e baseado em princípios vazios de democracia.

O futuro do nosso País que nos querem roubar, violentamente. Depende de NÓS MUDAR!

    6 comentários

6 comentários

  1. Z

    5 de Março de 2018 as 16:59

    Muito bem Isabel.
    Podes ser branca, negra ou outra cor qualquer. Pra mim não interessa pra nada a cor mas as intenções e boas ações, e isso tens de sobra. Pra mim és mais santomense do que alguns que andam por aí só em guerrelas e brigas de quintal.
    Vai em frente. Carrinhosamente és a nossa “branca-preta ê”.
    Abraço e não desistas do país que te viu nascer!

    • Zani

      6 de Março de 2018 as 16:51

      Concordo contigo meu caro compatriota, mas, te sugiro que fiques mais atento nas noticias quentes da terrinha pois essa mulher Drª. Isabel, pararam de estudos feitos ao nível da juventude e o alcoolismo, a mesma se tornou recentemente numa embaixadora da boa vontade junto a santa casa da misericórdia do Porto em favor dos santomense e das santomense mais carenciados.

  2. Bom rapaz

    6 de Março de 2018 as 10:32

    O texto pela sua essência, vale a pena e é de felicitar a intenção e a coragem de reflectir e publicar isto. Mas por outro lado permita-me dirigir ao Jornal Tela-Nom e chamar a atenção para que antes de qualquer publicação se faça o necessário, o básico e o fundamental que consiste em divulgar qualidade em termos de escrita, porque há de facto uma grande trapalhada na escrita do texto. Os jovens estudantes vão ler isto, pessoas que querem aprender com a imprensa vão ler isto e é necessário de facto de as pessoas ao lerem possam aprender e nao ficarem piores……

  3. Paul do Gente

    6 de Março de 2018 as 14:32

    É preciso ir-se além das críticas!

    Quem critica deve apresentar soluções concretizáveis e não só.

    Também começar a arregaçar as mangas para concretizar as suas ideias em acções concretas.
    Não basta vir à STP (que é de todos nós, não interessa a cor da pele) e fazer umas andanças e pôr-se a fazer criticas. É um começo: Mas é preciso acções concretas que tenham impacto (mudança do estado actual)na vida dessa “mães” que tanto fala no texto.
    Até breve.
    PG.

    • Zani

      6 de Março de 2018 as 20:06

      Concordo contigo meu caro compatriota, mas, te sugiro que fiques mais atento nas noticias quentes da terrinha pois essa mulher Drª. Isabel, tem feito estudos ao nível da juventude e o alcoolismo, a mesma se tornou recentemente numa embaixadora da boa vontade junto a santa casa da misericórdia do Porto em favor dos santomenses e das santomenses mais carenciados.

  4. Bem

    7 de Março de 2018 as 7:00

    Não há dúvidas que és santomense. Reconheci-te pelo fla von von! Não quero com isso dizer que os problemas que apontas no teu desabafo não existam. Apenas um concelho: reveja o método, se quiseres ter alguma hipotese de ser efectiva na tua acção.

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