Política

Patrice Trovoada e Ulisses Correia vão reunir-se anualmente

O Primeiro Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva iniciou no dia 5 de junho uma visita de 5 dias a São Tomé e Príncipe. Após reunião na quarta feira 6 de junho, com o seu homólogo Patrice Trovoada, anunciou que os dois concordaram em se reunirem anualmente e de forma rotativa para avaliar a implementação da cooperação bilateral. «Quer no sector da economia, institucional e diplomático e também relativamente às nossas comunidades», declarou o Primeiro Ministro e Chefe de Governo de Cabo Verde.

Ulisses Correia e Silva visita São Tomé e Príncipe cerca de 5 meses antes das eleições legislativas no arquipélago são-tomense, previstas para o mês de Outubro. Seguro sobre o que o futuro reserva,  Ulisses Correia e Silva,  convidou Patrice Trovoada para visitar Cabo Verde na qualidade de Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, em 2019.

A comunidade cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe é segundo o recenseamento geral da população a maior comunidade estrangeira no arquipélago são-tomense. Actualmente uma população idosa, os caboverdianos que começaram a chegar a São Tomé e Príncipe, no início do século XX, tendo registado o boom da sua imigração para as ilhas verdes a partir de 1947, geraram uma significativa franja da actual população são-tomense, os seus descendentes.

Uma franja populacional activa na economia do país como foram os seus progenitores, e que também constitui importante força eleitoral.

Patrice Trovoada Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe contrariou no ano 2015, as posições tradicionais do partido ADI e do seu criador o ex-presidente Miguel Trovoada, a propósito do direito dos caboverdianos e outros ex-serviçais oriundos de Angola e Moçambique, de terem cidadania são-tomense e exercerem o poder político em pé de igualdade com os demais cidadãos.

«São Tomé e Príncipe foi construído com o suor de São-tomenses, de Cabo-verdianos, descendentes de caboverdianos, descendentes de Angolanos, de Moçambicanos e outros», declarou Patrice Trovoada em Janeiro de 2015.

Enquanto Primeiro Ministro promoveu uma campanha de atribuição de nacionalidade são-tomense a todos os antigos serviçais e demais cidadãos do espaço de lingua portuguesa, que residem em São Tomé e Príncipe a data da independência nacional, proclamada a 12 de julho de 1975.

Ulisses Correia e Silva, agradeceu a Patrice Trovoada, por ter implementado o processo de devolução da cidadania são-tomense aos ex-serviçais caboverdianos. Pois foi a devolução de um direito que os ex-serviçais adquiriram no dia 12 de julho de 1975, com a celebração da independência nacional, mas que o poder político designado de “mudança”, instalado em São Tomé e Príncipe em 1991 com o partido PCD e Miguel Trovoada a testa, decidiu retirar aos ex-serviçais caboverdianos, angolanos, moçambicanos assim como aos seus descendentes.

Agora todos são são-tomenses. No jantar com Patrice Trovoada, o Primeiro Ministro de Cabo Verde, saudou a estabilidade política e governativa que São Tomé e Príncipe conquistou com a maioria absoluta que o eleitorado deu a ADI. Ulisses Correia e Silva recordou que é a primeira vez  na democracia pluralista, que um governo de São Tomé e Príncipe cumpre o mandato de 4 anos.

A relação bilateral, que Ulisses Correia e Silva deseja mais intensa passa também pela agricultura, educação, e as novas tecnologias. A ligação aérea entre os dois arquipélagos anteriormente assegurada pela companhia aérea angolana TAAG, foi suspensa.

O Primeiro Ministro de Cabo Verde garantiu a Patrice Trovoada que na sua recente visita a Angola, falou do assunto com o Presidente João Lourenço na perspectiva da ligação aérea ser reactivada, numa parceria entre os três países, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Angola. «Pensamos que até novembro possamos ter uma boa solução que seja sustentável para as companhias aéreas e que permita fazer esta ponte necessária para transporte de pessoas e mercadorias e encurtarmos as distâncias», assegurou Ulisses Correia e Silva.

O Primeiro Ministro de Cabo Verde, tem-se reunido com a comunidade cabo-verdiana espalhada pelo país. Na companhia de Patrice Trovoada visita a ilha do Príncipe uma das regiões de São Tomé e Príncipe marcada por forte presença da comunidade caboverdiana.

Téla Nón

    12 comentários

12 comentários

  1. original

    8 de Junho de 2018 as 13:25

    Patrice não está no final de mandato?Vai reunir com o PM de Cabo Verde anualmente como quê?

    • Alligator

      8 de Junho de 2018 as 13:56

      Meu caro original,o futuro so a Deus pertence!!kkkkkkkkk

  2. STP

    8 de Junho de 2018 as 13:44

    Não sabia que Patrice Trovoada é Primeiro-ministro vitalício de São Tomé e Príncipe. Pensei que serão as próximas eleições a ditar quem será o futuro Primeiro ministro de STP. Ou o plano de fraude jábem montado que Patrice já tem certeza que vai ganhar as eleições.

    Ulisses Correia tem que ser estudado pela ciência. Não é normal alguém com tanta responsabilidade, dizer que STP está bem, quando todo mundo sabe dos atropelos a constituição cometidos pelo seu amigo Patrice Trovoada.
    Boca fechada não entra mosca cota Ulisses.

    • Maria Silva

      8 de Junho de 2018 as 21:08

      Hahaahahahagah “ vitalício “ gostei termo!!
      Senhor STP, a fraude está super montada para este pinta-cabras perpetuar no poder…

  3. Unidos venceremos

    8 de Junho de 2018 as 13:58

    Que Deus livre São Tomé e Príncipe do ditador Patrice Trovoada. Amém.

  4. João Gomes

    8 de Junho de 2018 as 14:43

    (…)reunião anual! E, o resto da comitiva (ministros)!!! Se for sem custo para os contribuintes, dou a minha aprovação!

  5. João Gomes

    8 de Junho de 2018 as 16:57

    ..pois, Dr. Patrice Trovoada, quando for a sua vez de reunir, esforce-se para encontrar connosco em Cabo Verde!

  6. Liberto Pinheiro.

    8 de Junho de 2018 as 17:16

    Esse 1º ministro cabo-verdiano não está no seu perfeito juízo!
    Como pode baixar tanto assim politicamente?
    1º-S.T.P. vai às eleições legislativas em outubro próximo, como atreve dizer estas besteiras, sobre encontro anual entre ele e o ditador Patrice Trovoada.
    2ª- Que aprenda e interpretar melhor para depois opinar sobre estabilidade em S.T.P.
    3º-É uma vergonha um 1º ministro de um país democrático como Cabo-Verde, falar tanta asneira, esforçando-se para branquear uma ditadura imposta a um pacífico povo.
    4º-O senhor promete ligação aérea que depende de outro país em que as relações com S.T.P. azedaram-se devido ao caso cervejeira rosema.
    5º- Ulisses correia, por favor deixa-nos. Regresse em paz ao seu cabo-verde!

  7. Antonio

    8 de Junho de 2018 as 21:53

    Ja nem fingem que vao a eleições mais uma armadilha montada.!
    Um destes dias determina que fica para sempre no cargo e pronto.

  8. Arlindo barros

    9 de Junho de 2018 as 8:34

    Ulisses, Bebe mais, continue a beber, que te faz bem

  9. zani

    10 de Junho de 2018 as 2:19

    Tenho uma pergunta aos ferozes críticos do P T.
    Como o ADI de P T ganhou as eleições com maioria absoluta?
    Pelas realizações do governo ainda que poucas aos olhos dos críticos a sua liderança, mostram que em tempos de crise global foi muito mais bem conseguido do que anteriores governos!
    Outra pergunta! Quando é que São Tomé e Príncipe como nação esteve bem?
    O governo atual está a esforçar para melhorar e é claro que pra se ultrapassar ma tempestade, a esperança é que venha a bonança!
    Sinceramente não acho que o Dr. Ulisses tenha errado nas sua previsões pois assim como ele eu também sinto que as legislativas vão ser ganhas nas urnas livres, transparentes e universais pelo ADI de PT.
    Deixem de levianas acusações de que está montado uma fraude eleitoral no país!
    Isso é ideia de perdedor, fracassado sem futuro!
    Eleições se ganha com boas idéias, realizações, junto ao eleitorado!

  10. Estrela da manhã

    10 de Junho de 2018 as 11:39

    De facto, foi notória a falta de um verdadeiro sentido de Estado ou maior profundidade nalguns aspectos da intervenção do primeiro ministro Caboverdiano, afinal um Estado dialogante e com bom modelo de democracia que tende a ser um modole pata africa e as comunidades… Por exemplo, não sou Pintista, mas reconheço e a maioria dos Santomenses também sabe que foi o Pinto da Costa enquanto presidente quem advogou sobre a reposição da nacionalidade aos Caboverdianos e os outros no Diálogo Nacional que a presidência promoveu e o Governo de Patrice tratou de implementar a recomendação do tal diálogo, mas que assumiu e chamou a Si”Patrice” o protagonismo entre outras coisas…
    Mas foi bom visita do mesmo para dar algum alento sobretudo pela grande comunidade caboverdiana aqui entre nós.

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