Política

Parlamento aprovou programa do XVII Governo para os próximos 4 anos

O documento com 4 eixos fundamentais, pretende promover o crescimento económico robusto no arquipélago, e aprofundar o Estado de Direito Democrático.  Segundo o Primeiro Ministro, Jorge Bom Jesus medidas e terapias de choque estão detalhadas no programa com vista a reanimar a o sector económico e galvanizar o desenvolvimento social do país.

Aprofundamento do Estado de Direito Democrático é o primeiro eixo do programa do XVII Governo Constitucional. Segundo o Chefe do Governo, são definidas linhas de acção com vista a reorganizar o Estado de Direito, na base do estrito cumprimento da Constituição Política.

O programa define linhas de reorganização do Estado de direito democrático. «Se torna inadiável uma reforma da justiça, precedida de um aturado diálogo com as partes interessadas e os órgãos de soberania», afirmou Jorge Bom Jesus.

Nos próximos 4 anos, São Tomé e Príncipe precisa ter um crescimento económico robusto, que o programa fixa em 7% anual. Para isso o governo propõe o lançamento de um novo modelo económico. Um modelo assente na promoção da prestação de serviços. « Os serviços turísticos, financeiros, tecnológicos, logísticos associados a economia digital, serviços de saúde e outros afiguram-se como potenciais galvanizadores do processo de transformação, acrescidos dos recursos vindos do sector primário, mormente agricultura, pecuária, recursos marítimos e outros», detalhou o primeiro ministro.

O Governo diz que quer criar um São Tomé e Príncipe para todos, mas reconhece que «nem todas as soluções e medidas e propostas darão os frutos desejados», pontuou Jorge Bom Jesus.

Escassez de recursos, e a dependência do país em relação à ajuda financeira internacional, foram apontados pelo Chefe do Governo como factores que poderão comprometer a implementação a 100% do programa de governo para os próximos 4 anos.

Uma política externa, activa e virada para promoção do desenvolvimento do país, é o quarto eixo do programa de governação para os próximos 4 anos, aprovado pela Assembleia Nacional.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Metido a Besta

    28 de Dezembro de 2018 as 14:54

    Não foram necessário os longos 6 meses para apresentar e aprovar o seu primeiro OGE como foi com o governo de ADI.

    Nota-se que este executivo prometeu trabalho, eficácia nas suas análises e decisão com vista a solucionar graves problemas que pais enfrentam e ao mesmo tempo que planeia melhor futuro para São Tome.

    O Povo , a Comunidade Internacional estão convosco e junto haveremos de vencer alias , ja vencemos a primeira de muitas batalhas.

    Somos muitos e unidos e contra tais ninguem combate

  2. Canissia Semedo

    29 de Dezembro de 2018 as 3:52

    Quando se mistura o alho com bugalho, nao havera mais nada a fazer. Confundir Plano do Governo para os proximos 4 anos (Generico e sobretudo politico) com OGE (especifico e sobretudo tecnico-economico) que naturalmente nunca ultrapassa um ano, e obra.

  3. Grupo Me-Zedo

    29 de Dezembro de 2018 as 10:30

    Em abono da verdade deve-se felicitar o governo pela rapidez com que apreentou o seu programa a Assembleia Nacional e felicitar também pela forma diferente como o apresentou distanciando-se do modelo tradicional de sempre.
    Todavia, na minha humilde opiniao trata-se de um governo que tera que dar provas de eficacia e competencia nos proximos meses, pois se exceptuando os ministros da defesa, da saude, da comunicacao social e das finanças todos os demais nao me parecem ser bons cumpridores de recado, ao menos que o Jorge Bom Jesus tenha que fazer o trabalho de chapeu para os demais.
    De qualquer forma, como ja disse alguem, já se respira liberdade, ja se observa o renascer da democracia a auto-estima volta a querer encontrar espaço no seio dos santomenses.
    Nota importante: Porque já se respira liberdade, nós, tres jovens santomenses decidimos que a partir de agora colaboraremos com nossas opinioes e com nossos pontos de vista quer aqui no Tela-Nom como na STP-Press, mas nunca tentando manchar o bom nome do país como fizeram alguns deputados, sobretudo os do ADI na sessão parlamentar da ultima sexta-feira. Foi uma vergonha para o país e um discredito para cada um desses deputados que ja deveriam auto-renunciar-se porque ninguem elegeu ninguem para desrespeitar seus eleitores.

  4. Euclides

    29 de Dezembro de 2018 as 22:47

    Tanta coisa se disse em relação aos Juizes e veja-se o que os juizes que agora deixaram o lugar fizeram.

    Em cerca de 6 meses, fizeram mais do que 10 viagens ao estrangeiro, umas vezes, em trabalho outras….
    Receberam milhares de euros em salários e os diversos subsídios.

    Receberam milhares de dobras só para realizar um concurso para admissão de novos juizes, onde tudo se passou de forma ilegal e imoral, cujo o objetivo, não visava outra coisa se não, justificar o recebimento de avultadas quantias.

    Em tão pouco tempo, inseriram no sistema montes de familiares e amigos.

    Gente sem escrúpulos, corruptos. Deveriam devolver ao estado os valores que receberam de forma ilegal. Alguns foram para lá sem serem juizes e ainda portavam-se mal.
    Homens pequenos…

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