Política

Militares e o Governo em negociações financeiras

Na segunda feira o primeiro-ministro  Jorge Bom Jesus recebeu no seu gabinete as chefias militares de São Tomé e Príncipe. O grupo de 13 oficiais militares foi liderado pelo brigadeiro Horácio de Sousa(na foto), Chefe de Estado Maior das Forças Armadas.

As chefias militares não falaram a imprensa após a ronda negocial que demorou cerca de 3 horas. Num artigo do Jornal Vitrina, o Jornalistas Manuel Barros, cita fontes que dão conta que a situação social dos militares, com destaque para  o diploma remuneratório, estiveram em cima da mesa das negociações no Palácio do Governo.

Óscar Sousa, coronel do exército e ministro da defesa também participou nas negociações. Aliás o Téla Nón sabe que a vários dias que o Ministro da Defesa tem reunido com os militares, incluindo no quartel general, em busca de entendimento em torno do reajustamento salarial.

No Jornal Vitrina, o Jornalista Manuel Barros, explica que um diploma aprovado pelo governo do ex-primeiro ministro Patrice Trovoada no segundo semestre do ano passado e promulgado pelo presidente da república, Evaristo Carvalho fixa a equiparação salarial entre as chefias militares e policial.

No artigo do Vitrina é dito que actualmente, um agente da polícia nacional com cinco anos de formação numa academia policial no estrangeiro ganha automaticamente o estatuto de subcomissário, auferindo um salário de 7 mil Dobras mensal equivalentes a 280 euros..

Os dados recolhidos pelo Vitrina indicam que o mesmo já não acontece com os militares que depois de cinco anos de formação no estrangeiro recebe a patente de alferes com um salário mensal de 4  mil Dobras, o mesmo que 160 euros.

A disparidade salarial entre militares e polícia, vem sendo contestada há alguns anos pelas forças armadas.  No ano passado e após reunião ardente com o ex-Primeiro Ministro Patrice Trovoada no Centro de Instrução Militar, os militares conseguiram forçar a aprovação do diploma que regulariza a sua situação salarial.

No entanto no dia 21 de março último, o Ministro da Defesa e Ordem Interna, Óscar Sousa, em plena sessão plenária da Assembleia Nacional, deixou entender que o Estado não tem condição financeira para implementar o diploma remuneratório dos militares.

Os oficiais militares não deixarem deram qualquer informação sobre as negociações com o Primeiro Ministro.

Certo é que o Orçamento Geral do Estado para 2019, já foi aprovado pela Assembleia Nacional, aguarda pela promulgação do Presidente da República, e não contempla a actualização salarial dos militares.

Abel Veiga

    11 comentários

11 comentários

  1. MIGBAI

    16 de Abril de 2019 as 10:32

    Vão trabalhar seus parasitas que só querem medalhas e galões nas costas.
    Os militares (altas patentes) são os comilões dos orçamentos, devoram à tripa cheia os dinheiros inúteis que chegam aos quarteis para alimentar esses desavergonhados que só sabem exigir e bater pé e nada mais.
    Os militares são uma classe de parasitas que deveria desaparecer de STP, pois nada fazem para bem do país.
    Se os membros dos governos tivessem os ditos no sítio já deveriam ter acabado com estas sanguessugas dos orçamentos.
    O dinheiro nem chega para o povo, e os militares querem é viver bem montados em carros do estado e comer muita catorzinha.
    A história diz-nos quem são estes sujeitos, e minha gente, sabemos bem o que foram no passado o que são no presente e o que fazem de bem para estas ilhas.
    Por isso chega de barrigudos fardados que nada contribuem para STP.

  2. mario mendes

    16 de Abril de 2019 as 11:54

    Mas não esse Ministro da Defesa Oscarito que quando não estava no Governo dizia que os militares estavam mal…agora que está no poder vem dizer que não condições….nos militares confio vão fazer pressão suficiente até conseguirem o objectivo…..Se o primeiro ministro distribui dinheiro em desejada e batelo é porque o País tem dinheiro para pagar a todos….ponto final

  3. Adeliana Nascimento

    16 de Abril de 2019 as 13:59

    Gente. Esses gajos se insistirem mando-os para casa. Uma boa parte deles, fazem pouca falta a sociedade.

  4. Sotavento

    17 de Abril de 2019 as 5:11

    STP nao necesita de un exercito.ñ
    O país deve ter um corpo policial eficiente, bem preparado en todos aspectos.Outro problema da classe militar de STP sao as patentes superiores…para qué tantos oficiais???Um país que prácticamente depende em quase tudo de dádivas nao pode darse ao capricho de manter tanto recursos humanos sem produzir.

  5. Grupo Mé-Zedo

    17 de Abril de 2019 as 9:06

    A Grande verdade é que no encontro entre as chefias militares, o primeiro ministro e o ministro da defesa, as partes compreenderam a real situaçao do país e puderam-se em acordo para que o futuro seja o melhor para todos, quer sejam eles militares, para-militares, estudantes, crianças, velhos, emfim um futuro digo para todos tomando em consideraçao o país real e as reais condiçoes do país.
    É verdade que as forças nao produzem, mas tem o seu papel importantissimo na sociedade.
    Todos juntos, vamos erguer o nosso S.Tomé e Principe numa base de paz e harmonia.

  6. luisó

    17 de Abril de 2019 as 9:13

    Estou farto de o escrever.
    STP não precisa de exército. Precisa sim de uma guarda costeira mais forte e equipada.
    STP não precisa de guarda presidencial, UPDE, etc.
    Precisa sim de uma policia unica, forte, disciplinada e bem paga.
    Tenho dito….

    • Rapaz de reboque

      17 de Abril de 2019 as 17:00

      Faço das suas as minhas palavras

  7. Renato Cardodo

    17 de Abril de 2019 as 9:51

    Não colocando em causa o papel da sociedade castrense na configuração do modelo societário escolhido; e colocando de lado as paixões que geram quando questionado pelo seu peso morto vis à vis ao contexto social,económico e financeiro do País,pretende—se:
    Rever a configuração do modelo castrense e sua adequação as realidades de duas Ilhas pobres sem tostão para pagar o cego para cantar.
    Sejamos sérios.

  8. Sartre

    17 de Abril de 2019 as 15:26

    Faz falta uma revolução na grilha salarial. Acabar ja com a “corrupção oficial” nas Finanças, nas Alfandegas, no Banco Central… e outras instituições onde se pagam “extras” ou gratificações o porecentagens “chourudos” no equivalente a varios miles de euros.

  9. Mixa

    17 de Abril de 2019 as 16:49

    Por favor acabem já com este exército inútil. Vamos criar polícias: marítima, trânsito, fronteira, militar, de choque, de proximidade, contra terrorismo, de bairro, de engenharia, judiciária etc. Isto chega. Nosso país nunca terá guerra e mesmo que tivesse os militares não fariam nada.

  10. Descamisado

    22 de Abril de 2019 as 19:24

    Pelo facto do senhor Ministro da defesa,Óscar Sousa ter dito na Assembleia que é necessário reduzir a chefia militar em suma no meu entender exército militar,os militares revoltaram.No meu entender tem razão. O que precisamos mais é da Marinha e de Bombardeiros, dos engenheiros militares e não de tantos oficiais e soldados sem ocupações no Quartel. Nem se quer fazem rondas, já não vão acantonar nos matos ou nas praias ajudando a polícia, gastam soma em apoio logístico (Paparoca,comida, medicamentos e muito mais)

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo