Política

MNE identifica o principal rosto do vandalismo e da violência que atingiram São Tomé

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de São Tomé e Príncipe(na foto abaixo), identificou nesta sexta-feira o rosto que liderou o incitamento aos actos de vandalismos e de violência que marcaram a cidade de São Tomé na última quarta – feira.

«Agora dirijo-me a senhora doutora Celiza de Deus Lima. Todos os processos no âmbito da justiça têm prazos. Eu não sei quem ela verdadeiramente está a defender. O advogado do senhor Iudimilo está na Costa do Marfim. Ele teve a defesa necessária. Incitar como incitou a ponto de vários são-tomenses queimarem igrejas, a senhora é um rosto desta revolta e tem que assumir as consequências», declarou a ministra Elsa Pinto.

Nas últimas semanas a advogada Celiza de Deus Lima, apresentou-se numa conferência de imprensa, na habitual esplanada do Hotel Omalilodje, como sendo membro de um movimento da “Sociedade Civil”, que estava a agir para garantir a libertação imediata do pastor Iudimilo Veloso, que se encontra preso na Costa do Marfim.

O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, é santomense. Há mais de uma década que Iudmilo Veloso, fixou residência na Costa do Marfim, onde trabalha como missionário da IURD.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros garantiu que todas as demarches diplomáticas foram feitas no sentido de o Estado são-tomense conhecer a situação do cidadão pastor. No entanto Elsa Pinto, sente que «pessoas outras quiseram possivelmente usurpar as funções do ministério dos negócios estrangeiros e cooperação e sobretudo com discursos incendiários, não querendo sequer respeitar os princípios que têm a ver com as práticas diplomáticas….», precisou a ministra.

O país viveu momento único de ataque contra igrejas. «O que se passou é algo que nunca aconteceu nesta país. Somos todos são-tomenses e somos cristãos. A queima de igrejas neste país é um prelúdio muito mau. É algo muito negativo e as consequências deste acto de queima de igrejas devem ser atribuídas a determinados rostos deste movimento», reforçou a ministra dos negócios estrangeiros e cooperação.

Elsa Pinto garantiu que tem estado em contacto permanente com o seu homólogo da Costa do Marfim. Na comunicação com o ministro dos negócios estrangeiros da Costa do Marfim na quinta feira 17 de Outubro, a chefe da diplomacia são-tomense, foi informada que «o são-tomense Iudimilo da Costa encontra-se a cumprir pena numa prisão na Costa do Marfim. Por causa justamente, de um crime de difamação. Alguns pastores colegas seus apresentaram uma queixa, ele foi julgado e condenado. Teve direito a defesa, teve advogado e até fez um recurso, que está no Tribunal de Relação da Costa do Marfim», citou a ministra dos negócios estrangeiros.

Elsa Pinto, prosseguiu. «Disse-me mais o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Costa do Marfim que , esse assunto, é um assunto privado. Não é um assunto que tem a ver com o Estado marfinense. É um assunto privado do cidadão Iudimilo com a sua Igreja e com os seus colegas pastores».

No que concerne a pena de prisão de 1 ano aplicada pela justiça marfinense ao pastor Iudmilo, mereceu contestação de Celiza Deus Lima. Enquanto rosto do movimento designado de “Sociedade Civil”, a advogada considerou a pena de prisão como excessiva.

No entanto a ministra dos negócios estrangeiros, Elsa Pinto, diz que ouviu a seguinte explicação do seu homólogo da Costa do Marfim. «No que concerne a pena de prisão que lhe foi aplicada, o ministro da Costa do Marfim disse-me que por causa dessas difamações nas redes sociais, hoje os Tribunais da Costa do Marfim, aplicam penas mais pesadas do que no passado. Exactamente para evitar que as pessoas usem as redes sociais para difamar», frisou.

Segundo Elsa Pinto, o seu homólogo costamarfinense, garantiu toda disponibilidade para receber qualquer delegação nacional são-tomense.

Uma delegação diplomática são-tomense, deverá viajar nas próximas horas rumo a Abjan, capital Costa Marfinense, para segundo a ministra Elsa Pinto, «dar devida protecção consular ao nosso concidadão de acordo com as leis da República. Todo resto foi apenas show off para incendiar este país, para transformar este país num Estado não de Direito», concluiu.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. Vanplega

    18 de Outubro de 2019 as 22:36

    Tu isto e mentira desta senhora ministra. O governo deve tempo suficiente para evitar todo esses acontecimentos. Errou o governo e a assembleia. Nao quiseram evitar morte deste menino.
    Subjulgaram o povo piqueno acharam que o povo nao ream capaz.

    Senhora Ministra, porque que o bispo abanandou o pais?

    O bradileito que chegou ao pais, pagou album dinheiro……para levar o bispo?

    Tenhem vergonha na cara e, assume que o governo nao foi serio na conducao deste processo.

    Senhora ministra, nao e hora de fazer acertos de contas com a advogada neste momento.

  2. Joana

    18 de Outubro de 2019 as 22:50

    Os senhores do andah pligu (na impossibilidade de apanhar os seus verdadeiros chefes)e os indivíduos que estavam nos filmes postados na net devem ser igualmente responsabilizados criminalmente. A Céliza é de facto a cara da degradação nacional! A ponto chegamos!

  3. Caronize Paredes

    19 de Outubro de 2019 as 1:39

    Isto já mete nojo. A Comissao dos Direitos Humanos da Assembleia Nacional deu ultimato ao pastor em STP. CITACAO “Ultimato de 7 dias ou uma semana para libertar o nosso preso e traze-lo a STP. Caso contrário tomaremos outras medidas” FIM DE CITACAO. Que medidas? Foi publico. Telanon, repita a cassete por favor. O Parlamento que tenha aquilo no lugar e assuma as suas responsabilidades. Está insubordinação teve um cunho essencialmente político, contra o Pinta Cabra. Foi uma acção bem montada! Viu-se no vídeo indivíduos a pisarem com os dois pes, a cara do Pinta Cabra numa foto. O mesmo rasgou a referida fora proferindo palavras muito feias de cunho politico contra o Pinta Cabra enquanto rasgava a foto. Portanto por detrás ou associado a esta sublevação, estáva um acto essencialmente politico, contra o adversário político. Nunca vimos as autoridades Santomense a saírem em defesa dum cidadão desconhecido com tamanha garra. Nunca. Mesmo quando os altos Dirigentes se deslocam ao estrangeiro não se aproximam dos bairros onde concentram as.maiores.comunidades de.santomenses nos paises visitados. Por isso a.insensibilidade para com os seus concidadãos que tem caracterizado os governantes contrasta com a sua pronta disponibilidade ao ponto de decretar um últimato inexiquivel em 7 dias. Agora e a.hora de sacudir a capota e atirar a culpa aos outros. Quem andou aos empurrões contra a polícias no terreiro da Rosema? Foram o povo pequeno? Quem apadrinhou a queima de viatura do Estado nas últimas eleições? Foi o povo pequeno? Quem apadrinhou a.montagem.da barricada por falta de luz? Foi o povo pequeno?
    Para os referidos casos, nunca se identificou rosto nenhum. Agora sim, já foram ao oftalmologista. Estão de parabéns. Míopes.
    O grande solução para este ascender de exaltar dos ânimos e baixar a crispacao, a tensão entre os adversários políticos. O povo pequeno apenas segue os comportamentos dos de cima: os politicos, os dirigentes! O povo pequeno está atento. Sugiro que o Governo identifique as.viaturas do Estado com as iniciais dos Ministerios, Departamentos Ministeriais ou Projectos a que.pertencem em letras garrafais para fácil identificação pelo povo pequeno. Assim poupar ao em combustível que faz engordar as contas da ENCO. E bastante aconselhável que doramente, cada carregamento de combustível para STP seja anunciado com quantidades detahadas de gasóleo, de gasolina e derivados de petróleo e el litros, custo por titro e valor global correspondente. Isto evitará que de mês em mês se possa catapultar a ENCO para valores estratosfericos duvidosos.
    A minha preocupação prende-se com o facto de essas dívidas linfáticas e duvidosas virem a ser pagas com o esforço dos contribuintes ou seja do povo pequeno. Boa governação exige-se. Quadrados, ladroes, incompetentes, preguiçosos mentais e cheios de banga.

  4. Barão de Água Izé

    19 de Outubro de 2019 as 6:59

    Céliza como muitos outros, muitas vezes esquecem-se que são advogados; tal qual juizes se esquecem, muitas vezes que são juízes, e muitas vezes agem sem terem em conta a sua qualidade de serem membros do aparelho judicial, ou seja, consideram-se pessoas comuns, que não são. Onde pára a ética e deontologia destas profissões, que têm que defender?

  5. Voador

    19 de Outubro de 2019 as 13:30

    O principal rosto do vandalismo e da violência é a própria ministra e o seu grupo de desordeiro pra queimar carro destruir e cortar estrada movida pelos seus interesse oculto. Todos viram filmagen e eram os mesmo do carro da juiza.Policia que atirou no jovem deve ser responsabilizada.Assembleia com seu ultimato das tanga também. Todos tem sangue nas mão. Vem agora falar von von. Sociedade civil e Anda Pligu que são culpado? Quem não te conhece….

  6. WXYZ

    19 de Outubro de 2019 as 16:42

    Credo!!! Não se vê nenhum discurso que vem em defesa dos Santomense!!!
    Será que nós só é que vemos as manobras praticadas pelos pastores da IURD. Os nossos dirigentes políticos não estão a par dessas manipulações? O Sr. primeiro ministro leu um discurso elaborado por uma outra pessoa, a Sra. Elsa Pinto fez um discurso de rogar praga para cima de nós os Santomense. Vi qualquer coisa no discurso do bispo da igreja católica mas foi só um picarzinho. Minha gente!! Esses nossos dirigentes não estão cá para defender os Santomenses.

  7. Coerência

    20 de Outubro de 2019 as 7:40

    A Sr.a ministra de negócios estrangeiros deveria ter mais é, vergonha. Tudo aconteceu, a Senhora esteve de viagem e não se preocupou em se inteirar do assunto que é da sua competência. Foi a Dr.a Celiza que com a sua conferência de imprensa apelou de forma veemente a intervenção do governo através do ministério dos negócios estrangeiros. Talvez isso aborreceu a Sr.a ministra, mas não devia se aborrecer porque a Sr.a foi colocada lá para exercer as suas competências e defender o povo. A Sr.a devia culpar os deputados que foram imaturos ao terem dado um prazo da treta. Agora querem buscar culpados pela destruição da igreja? A vida humana é o maior bem jurídico protegido pelo Direito, e o jovem que morreu a tiro da polícia? Não dizem nada? Querem apurar responsabilidade? Já temos os culpados, os deputados imaturos e ministério dos negócios estrangeiros e polícia incompetente, são os culpados.

  8. Seabra

    20 de Outubro de 2019 as 11:49

    Nunca se deve dar importância aos ignorantes, eís em que dá ao falarem muito dos dois imbecis burros do Andapligu. Repito, enquanto faziam rir com os seus propósitos cômicos e ridiculos tudo bem. Mas agora estão armados em sabichões sem conhecimentos políticos, sem cultura geral, sem instrução…estes dois marmanjos são limitados. Não lhes dêem mais importância que eles não merecem. Já temos muito a gerir entre as desgraças que o ditador corrupto Patrice Trovoada deixou em STP, alguns poucos ministros do novo governo que são NULOS Elsa Pinto e companhia. Esqueçam estes parvinhos do Andapligu , não merecem atenção e tão pouco importância.

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