Política

Portugal prevê para breve a retirada do navio Zaire de circulação

Destacado em São Tomé e Príncipe desde o ano 2018, no quadro do acordo de cooperação militar entre os Governos santomense e português, o Navio Zaire, deverá ser retirado de circulação.

Segundo o Vice-Almirante Alberto Manuel Silvestre Correia, comandante naval da marinha de guerra de Portugal, a manutenção da embarcação, é cada vez mais cara e difícil.

«Este navio é o último da sua classe, já não temos sobressalentes para este navio. Os sobressalentes ou fabricamos, ou vamos buscar a outros navios da sua classe já abatidos…», explicou o Vice Almirante da marinha portuguesa.

Na cerimónia de troca de comando do navio, na última semana, o Vice Almirante e comandante naval da marinha portuguesa, anunciou aos presentes que o Navio Zaire, tem 48 anos de idade.

«A esperança média de vida para um navio é de 40 anos. Este já tem 48 anos e aparentemente de boa saúde. Tem-se mantido a disponibilidade operacional do navio», precisou.

Com o stock de peças sobressalentes esgotado, o Navio Zaire, que tem sido factor de dissuasão da pirataria marítima nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe e do Golfo da Guiné, tem dias contados.

« Não sei o que o futuro nos reserva em termos de continuidade deste navio. Mas Portugal e sobretudo a Marinha portuguesa está empenhado em dar continuidade a este projecto, seja com este navio, ou com outra solução que venhamos a encontrar», garantiu o Vice Almirante Alberto Manuel Silvestre Correia.

Recorde-se que na última semana, o Estado Maior da Marinha de Portugal, decidiu pela rendição do comando do Navio Zaire. Desde o ano passado sob comando do Tenente Borges Mendes, por ordem do Estado Maior da Marinha Portuguesa, o navio passou esta semana para o comando do Tenente Conceição Rosinha(à esquerda na foto abaixo ).
Na cerimónia de passagem de comando, o Tenente Borges Mendes, foi distinguido pelo Estado Maior da Marinha de Portugal.

«O Tenente Borges Mendes, conseguiu o sucesso que não é só dele, mas de toda guarnição. O comandante Borges Mendes, soube interpretar de forma mais competente, e superou as expectativas que a marinha portuguesa tinha em relação a este projecto», declarou o Vice Almirante e Comandante Naval da Marinha Portuguesa, Alberto Manuel Silvestre Correia.

O navio Zaire realizou várias operações de patrulhamento e fiscalização do mar territorial de São Tomé e Príncipe, durante o ano 2019, tendo dissuadido algumas tentativas de pirataria marítima na região.

Ao mesmo tempo, foram desencadeadas diversas operações de busca e salvamento no mar.

«É um projecto de sucesso. Tem visibilidade e impacto. Isto é único são poucos os países que conseguiriam fazer em tão pouco tempo criar uma simbiose dentro de um navio, com uma guarnição de dupla nacionalidade», concluiu o vice-almirante da marinha de Portugal.

O navio Zaire opera nas águas do golfo da Guiné, com uma tripulação composta por militares portugueses e são-tomenses.

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. Smash

    18 de Fevereiro de 2020 as 17:08

    Sai da circulação porém ficará em STP para museu!!! mais sucata para ficar nas nossas águas.

  2. Clemilson Brasileiro

    18 de Fevereiro de 2020 as 21:10

    É isso que sobra para para países pobres só sucata velha!

    • Manu

      4 de Março de 2020 as 18:36

      Se não quer, arranjem dinheiro para comprar uma…. Até aqui serviu, agora é sucata. Ser pobre é mau, mas pobreza de espírito é péssimo……

  3. profeta

    19 de Fevereiro de 2020 as 8:34

    Até quando esses portugueses vão continuar a nos fazer de cobaias, só depois de estar cá é que souberam das condiçoes do navio? ou estão a procura de uma lixeira para armazenar os restos mortais de navio. e mal pergunto o navio está ao interesse da República Democratica de S.Tomé ou de portugal e união europeia??? ……..os santomenses estão muito destraidos, dos seus interesses e deixar ser subjugados por interesses aleios ….

    • Manu

      4 de Março de 2020 as 18:35

      Oh filho…. Em Portugal nós afundamos navios para fazer corais artificiais para turismo submarino. Não precisamos de lixeira. Está-nos a sair dos bolsos andar a defender aquilo que vocês têm e não conseguem sozinhos. Dependem de todo mundo e ainda assim só sabem criticar e dizer mal.

      • Reis

        6 de Abril de 2020 as 12:20

        Infelizmente tenho de lhe dar razão. Esse meu povo de boca tem km mas de fazer algo que possa ajudar ou reconhecer o esforço do outro nada. Pode crer que São Tomé só está assim pelo espírito canino (coitado do cão) e de oportunismo que emana essa sociedade.

  4. Manu

    4 de Março de 2020 as 18:32

    Pelos comentários aqui é só gente pobre e mal agradecida. Nem esta “sucata” deixava. E acabava com a porcaria das parcerias. Só reclamam. Estou fartinho de andar a pagar para ajudar esta gente que nem agradecer sabe. Só sabe achar que são explorados, com síndrome de pobrezinhos coitados. Quiseram a independência então que se amanhem… Hão-de ir longe assim….

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