Política

Navio de ataque anfíbio da marinha da França presente em São Tomé durante 3 dias

Chama-se PHA Tonnerre. O navio porta helicópteros da marinha nacional da França, está envolvido numa missão de patrulhamento e segurança marítima da região do golfo da Guiné. A missão designada Corymbe começou no de no mês de setembro, e permitiu a formação a bordo do Tonnerre de 2 oficiais da guarda costeira santomense. O curso dos militares santomenses demorou mais de 40 dias.

De escala em escala no golfo da Guiné, e no quadro da missão de Corymbe de capacitação das forças navais da região africana, o navio porta helicópteros da marinha francesa atracou em São Tomé no dia 30 de outubro.

«No quadro da missão Corymbe, o grupo anfíbio Tonnerre garante presença numa zona onde vivem 70.000 emigrantes franceses, e participa na protecção dos interesses africanos obviamente, mas também franceses e europeus, nomeadamente na contribuição que dá para a segurança da rota marítima», afirmou o comandante do navio francês.

Foto – Armaud Bolelli, capitão do navio Tonnerre

O capitão de fragata Armaud Bolelli, anunciou que o navio de assalto Tonnerre, vai liderar neste mês de novembro, um novo exercício militar no golfo da Guiné, desta vez com a designação de Grand African Nemo. «Será um dos momentos mais altos da missão», precisou.

Há vários anos que os navios da marinha francesa, não escalavam São Tomé. Desta vez a França colocou ao largo da ilha, um dos navios mais importantes da sua armada de guerra. O navio de assalto anfíbio transporta 650 militares, vários helicópteros, meios navais de assalto, incluindo viaturas militares. Com 11 andares o Tonnerre atracou nas proximidades da vila de Micoló, longe da Baía de Ana Chaves na cidade de São Tomé.

A Legião Estrangeira do exército francês integra o grupo táctico-operacional do porta helicópteros. O sargento Michael Camon Rocha, da legião estrangeira conversou com o Téla Nón.

«Temos brasileiros, portugueses, cabo-verdianos, angolanos, ao todo temos 186 nacionalidades na Legião Estrangeira francesa, incluindo claro está as nacionalidades lusófonas», declarou o operacional da legião francesa de nacionalidade brasileira.

Michael Camon Rocha disse ao Téla Nón que tem saudades do Brasil. Há 13 anos que está ao serviço da Legião Estrangeira do exército francês. «Mas com o tempo a gente se acostuma. Eu estou na legião estrangeira da França há cerca de 13 anos. A minha mulher é francesa, os meus filhos nasceram na França, mas fica sempre a saudade da terra, Brasil», frisou.

O navio Tonnerre que está a treinar as forças navais dos países do golfo da Guiné para combater a pirataria marítima, o trafico de drogas e de pessoas, e a pesca ilegal, é considerado pelo legionário, como sendo uma máquina para combater as ameaças seja na terra, no ar como no mar.

«O porta helicópteros tem esse potencial de desembarque, mas temos a vantagem de poder operar na terra, no ar e no mar», confirmou.

A missão Corymbe em curso, e o exercício Grand African Meno em novembro, no golfo da Guiné, estão a oferecer aos legionários (forças especiais da França), a oportunidade de viver uma nova experiência de vida.

«É uma experiência de vida. Nós da Legião realizamos missões no norte de África, e hoje estamos aqui a trocar experiências com países pacíficos. É uma troca de ambiente. Saímos de um ambiente de luta, e estamos agora num ambiente de controlo e fiscalização da rota marítima, e aprendendo coisas novas, que não são as que estamos acostumados a fazer», concluiu o sargente legionário Michael Camon Rocha.

 França reforça a sua presença militar nas águas do golfo da Guiné, para ajudar os países da região na defesa de uma das principais rotas marítimas mundiais.

O coronel Jean Côme-Journé, adido de defesa da embaixada da França em São Tomé e Príncipe destacou o empenho do seu país, para patrulhar a rota marítima por onde circulam navios petroleiros que ligam África e a Europa.

«Esta escala (do Navio Tonnerre), que permitirá a realização de várias missões conjuntas demonstra o empenho da França em trabalhar com os países do Golfo da Guiné, no quadro do plano de Yaoundé que visa a segurança da região», concluiu o coronel e adido de defesa.

França é uma das principais potências militares do mundo, mas nos últimos anos tem perdido influência sobretudo no continente africano.

Abel Veiga 

1 Comment

1 Comment

  1. GANDU@STP

    4 de Novembro de 2025 at 8:51

    Bom dia STP

    Mais uma vez, entregando o “Ouro aos Bandidos”!

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