Política

A dita diplomacia económica: o esplendor do contorcionismo*

A prática da diplomacia não é o de pavonear pelas capitais de vários Países, nem tão pouco nas salas de Conferências. É um exercício que exige competência, responsabilidade, respeito e dignidade.

Representa-se um País e um Povo soberanos e defendem-se os seus interesses baseados nos princípios éticos e nos objectivos traçados.

Um País sério não pede ajuda avulsa e de modo atabalhoado. Expõe com clareza e rectidão as dificuldades sejam elas de ordem económica, financeira, social e de segurança com que se depara na execução do Plano de Desenvolvimento Nacional. Neste contexto, o interlocutor (bilateral e/ou multilateral) analisa a exposição e apresenta as possibilidades de cooperação.

O povo não é um mendigo nem o seu representante um arrecadador de esmolas.

Sendo de notoriedade pública que a política externa e interna de São Tomé e Príncipe navega ao sabor das marés dos interesses partidários e pessoais dos Governos que se sucedem, os resultados obtidos nesses “peditórios” estão manchados de indignidade.

A maioria dos dirigentes não tem sentido de Estado. Não sabe ser, nem estar e nem fazer. Em contrapartida quer ter, pouco importa como. Pede-se à homólogos, aos Embaixadores, aos Cônsules Honorários e Empresários.

Pedem-se dinheiro, casas, apartamentos, vestuário e acessórios, equipamentos, mobiliário, bolsas de estudos para familiares, viagens, em suma, tudo o que é possível pedir numa mente desprovida de valores éticos.

As verbas destinadas à satisfação das necessidades do povo são desviadas para realização de objectivos pessoais sob o véu da impunidade.

Há vários anos que as Embaixadas e Missão Diplomática de São Tomé e Príncipe carecem de condições financeiras e materiais para desempenharem eficaz e dignamente as suas funções e executarem as suas tarefas.

Sofrem de atrasos reiterados no envio de transferências para despesas de salários e de funcionamento. Neste momento, os diplomatas e funcionários estão sem salários desde Setembro de 2019 e sem fundos para despesas de funcionamento, desde Junho do mesmo ano.

São Tomé e Príncipe tem Embaixadas em Angola, Bélgica, Cabo Verde, China, Guiné Equatorial, Gabão, Marrocos (?), Nigéria, Portugal, bem como uma Missão Diplomática junto à Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

Constato, porém, a ausência de uma Missão Diplomática junto da União Africana, em Adis Abeba, Etiópia.

Apresento em seguida alguns exemplos de funcionalidade das Embaixadas de São Tomé e Príncipe em diversos Países.

Embaixada em Angola: O Chefe de Missão é um Embaixador de carreira e ex ministro dos Negócios Estrangeiros. Sofre com os atrasos das transferências para pagamento de salários e despesas de funcionamento. A residência oficial está num estado de degradação avançada.

Embaixada na Bélgica: A Embaixadora de carreira reside num aparthotel há mais de 2 anos e tem vários meses de renda em atraso. Um diplomata, por descontentamento, regressou ao país…

Não havia dinheiro para pagamentos de seguros de viaturas e a Embaixadora viu-se obrigada durante um largo período, a fazer as suas deslocações em transportes públicos.

Consta que a Embaixadora já pediu a sua demissão há largos meses, mas não obteve resposta.

Embaixada de Cabo Verde: O Chefe de Missão é um Embaixador político. A Embaixada por duas vezes já se viu privada do consumo de água e de energia, por falta de pagamento.

Embaixada na China: A Chefe de Missão é uma Embaixadora política. Há um acordo com a China no sentido desse País garantir o financiamento dos edifícios da Chancelaria e da residência, por um período de 5 anos. A Embaixadora enfrenta vários problemas. Salários em atraso, dificuldades para pagamento dos salários aos funcionários chineses recrutados localmente, falta de verba até para aquisição de combustível para as suas actividades em representação do Estado, pelo que muitas vezes recorre à boleia de colegas.

Embaixada na Guiné Equatorial: Chefiada por uma Embaixadora política. O Primeiro Secretário foi despejado de 3 apartamentos por atrasos nos pagamentos das rendas. A Chancelaria tem largos meses de renda em atraso para além de outras dívidas reescalonadas e deixadas pelo antigo Embaixador.

A Embaixadora e o Primeiro Secretário sobrevivem graça ao apoio de familiares e amigos. Tanto a Embaixadora como o Primeiro Secretário já apresentaram uma Carta Aberta ao Governo sobre a sua situação e obtiveram como resposta, o silêncio. Cansado e desmoralizado com esta situação que ameaça a sua estabilidade familiar, o Primeiro Secretário decidiu requerer um ano de licença sem vencimentos e partir em busca de novos horizontes para si e família.

Embaixada no Gabão: A Chefe de Missão é uma Embaixadora de carreira. A Embaixadora tem acreditação junto à República dos Camarões e na Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC). Responde pela Francofonia e interage com mais de uma dezena de importantes parceiros bilaterais.

O edifício, propriedade de São Tomé e Príncipe, necessita de profundas obras de reabilitação, atendendo ao seu estado de degradação. A Embaixadora e o Primeiro Secretário vivem em apartamentos arrendados. Os atrasos frequentes nos pagamentos das rendas, consequência directa dos atrasos nos pagamentos salariais, expõem-lhes à ouvir impropérios dos Senhorios e ordem de despejo. Ainda por falta de pagamento das facturas a Embaixada sofre cortes frequentes de energia e de internet. Pelo mesmo motivo, o funcionário administrativo mais antigo da Embaixada, no decorrer do último ano, foi por duas vezes alvo de ordem de despejo da sua moradia e sofreu a humilhação de ver os seus filhos expulsos da escola por falta de pagamento de propinas.

Embaixada na Nigéria: Após partida do Embaixador em 2016 a gestão corrente foi confiada à Segunda Secretária na qualidade de Encarregada de Negócios a. i. (ad ínterim). Enfrentando vários problemas de ordem profissional e pessoal, pediu 1 ano de licença sem vencimento e deixou a Embaixada em 2019. Logo depois, o Ministério destacou por um período de 3 meses, um jovem diplomata para gerir a situação. Tendo acabado o subsídio que lhe foi concedido e cumprindo os 3 meses, regressou ao Ministério. A Embaixada ficou entregue ao pessoal local até melhores dias…

Embaixada em Portugal: O Chefe de Missão é um Embaixador político que exerceu o mesmo cargo na República da China (Taiwan). O Embaixador vive num apartamento arrendado, enquanto a residência oficial encontra-se num estado de degradação bastante avançado há mais de uma década. Tem acreditação em Espanha e em Marrocos, onde São Tomé e Príncipe anunciou abrir para breve uma Embaixada que será localmente dirigida por um Encarregado de Negócios político e não a.i. (Inovações da diplomacia Santomense)…

A Embaixada enfrenta o problema de transferências em atraso, como todas as outras Embaixadas, e a situação crónica de doentes evacuados com Junta Médica para Portugal. Devido aos atrasos nos salários, os funcionários têm passado por situações aflitivas que me impeço de detalhar.

Relativamente à situação dos doentes, é deprimente constatar que em 44 anos de independência os dirigentes santomenses continuam inaptos em encontrar, a nível interno, uma solução sustentável para esse problema.

Cerca de 2,700 (dois mil e setecentos) doentes encontram-se em tratamento, a grande maioria vivendo situações sociais deploráveis.

As dívidas com as Pensões e Lares são avultadas enquanto os doentes ameaçam manifestar-se à porta da Embaixada. Embaixada vai caindo no descrédito.
Missão junto às Nações Unidas: A Missão está encerrada. Teve ordem de despejo, as portas seladas e o contencioso foi remetido ao Departamento de Estado Norte Americano. Tem uma dívida de renda de casa no valor de 82,000 (oitenta dois mil dólares) americanos.

O Encarregado de Negócios a.i. já passou por situações dramáticas e humilhantes.

Em pleno Inverno 2018/19 foi-lhe cortado o fornecimento de água, energia e gás. Viu-se obrigado a pedir guarida a um colega de um país amigo. Vive actualmente num outro Estado distante de Nova Iorque e faz diariamente largas horas em transporte público, ida e volta, para assistir às reuniões nas diversas Comissões da ONU.

A Missão não tem transporte e as delegações do MNECC (Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cooperação e das Comunidades) que por lá passam ainda deixam dívidas decorrentes do aluguer de viaturas…

Em Dezembro de 2018, o Ministério dos Negócios Estrangeiros realizou o Encontro dos Embaixadores e Chefes de Missão de São Tomé e Príncipe, encontro esse que foi presidido pelo Senhor Primeiro Ministro em presença da Senhora Ministra dos Negócios Estrangeiros e do Senhor Ministro das Finanças.

Os meios de comunicação nacional e estrangeiros destacaram este encontro realçando o apelo lançado pelo Senhor Primeiro Ministro aos diplomatas no sentido de exercerem uma diplomacia económica activa visando a mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável do País.

Perante o cenário tão sombrio de funcionamento das Embaixadas e Missão Diplomática acima descrito, onde os diplomatas se sentem desrespeitados e feridos na sua dignidade, pergunto:  Como irão cumprir esse desiderato?

Mesmo no seio dos serviços centrais do MNECC, número significativo de diplomatas têm abandonado as fileiras em busca de melhores horizontes. Uma outra questão vergonhosa é o do atraso no pagamento das quotas: São Tomé e Príncipe não honra as obrigações assumidas. Organização das Nações Unidas: São Tomé e Príncipe tem uma dívida de 800,000 (oitocentos mil) dólares americanos. União Africana: 154,000 (Cento e cinquenta quatro mil) dólares americanos.
Francofonia: 548,000 (quinhentos e quarenta mil) Euros. A quota anual é de 15,000 (quinze mil) Euros.

CEEAC: 900,000 (novecentos mil) dólares americanos.

Comissão do Golfo da Guiné: desconheço o montante, mas sei que há dívidas.

CPLP: São Tomé e Príncipe tem quotas em atraso e o novo Director Executivo já fez referência a essa questão.

Essa postura de mau pagador “caloteiro” é recorrente e o mesmo se verifica junto dos outros Organismos em que São Tomé e Príncipe é membro. O Governo tem recorrido à prática vergonhosa de pedir a outros Países que lhe pague as dívidas.

Aconteceu com a República da China (Taiwan). Acontece com Marrocos e alguns mais.

E os dirigentes dizem, sem o menor pejo e sem pestanejar que somos um Estado de direito, livre e soberano. Haja contenção e limites no ridículo…

São Tomé e Príncipe deveria rever os critérios de avaliação para a abertura de Embaixadas e também os de adesão aos Organismos internacionais e regionais. A situação vigente é simplesmente inaceitável e desprestigiante.

Se apresento penosamente esses exemplos de desorganização e de desgoverno é para se ter a noção da frustração, humilhação e desespero dos diplomatas e funcionários Santomenses no exterior.

A incúria, a corrupção e a impunidade de vários dirigentes ao longo dos anos, fizeram de São Tomé e Príncipe um país sem honra onde os governantes por iniciativa pessoal enviam cartas pedindo milhares e milhões de dólares ou de euros para apoios institucionais, desviados para outros fins, ou para o Orçamento Geral de Estado. Uma verdadeira corrida aos dólares e aos euros apelidado pomposamente de diplomacia económica.

Termino com o esplendor do contorcionismo: Uma missão de cooperação de Marrocos esteve em São Tomé e Príncipe de 2 a 3 de Maio de 2019. No final da missão, foi assinado um comunicado conjunto entre o Chefe da delegação e a Ministra dos Negócios Estrangeiros, cujo antepenúltimo parágrafo reza assim: “S’agissant de la question du Sahara marocain, la partie santoméenne a réitéré sa position constante de soutien à la marocanité du Sahara et à la défense de l’intégrité territoriale du Royaume du Maroc”.

Tradução livre: ” Tratando-se da questão do Sahara marroquino, a parte santomense reiterou a sua posição constante de apoio à marrocanidade do Sahara e a defesa da integridade territorial do Reino de Marrocos”.

O povo santomense se não sabe ficará a saber que em seu nome, o Governo endossa publicamente as teses do ocupante.

A viagem – bilhetes de passagem – da delegação de São Tomé e Príncipe à 33ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, 9 e 10 de Fevereiro de 2020, foi paga por Marrocos.

Não há limites para o opróbrio?

Assim se governa no país do leve-leve e o de deixa andar.

Acredito que um dia chegue a mudança, não por milagre, mas por determinação de cidadãos honestos e determinados a libertar o povo santomense do jugo da mediocridade e da vilania…

*Maria do Nascimento da Graça de Amorim

    34 comentários

34 comentários

  1. Sotavento

    25 de Fevereiro de 2020 as 11:20

    Enfim…

    • Euclides Bastos

      27 de Fevereiro de 2020 as 0:39

      Não conheço pessoalmente a sra. Amorim, mas meus parabéns pela coragem e pela exposição. Somos uma vergonha como país e soberania. Quem sabe um dia…

  2. Zagaia

    25 de Fevereiro de 2020 as 12:53

    Se não temos recursos,não podemos comprometer com tantos compromissos,estamos cada vez mais a perder a nossa credibilidade, se é que exista alguma? Enfim, a reacção e a evolução do homem Santomense é muita lenta, não pertençemos á esta era .

  3. Ex-Ministra

    25 de Fevereiro de 2020 as 14:36

    Grande artigo da senhora Drª Maria Amorim. A atual ministra dos negócios estrangeiros, em vez de andar a fazer tantas asneiras, sem o mínimo de pudor ou responsabilidade, deveria ler este artigo e talvez pedir a sua demissão. Ela, a ministra da educação, a ministra da cultura e alguns outros só têm feito asneiras e manchado o nome do país. O país tem pessoas com melhor perfil para desempenhar estes cargos. Não somos assim tão burros e incompetentes. O país não pode estar entregue à bicharada que expõe o país ao ridículo e palhaçada.
    Tenho dito.

    • Seabra

      25 de Fevereiro de 2020 as 23:57

      …não é de hoje que o nome do país, STP, está manchado. A degradação acelerada começou com a família Trovoada de pai para filho….o povo votou e deu a MAIORIA ao LARÁPIO corrupto ditador ao Patrice Trovoada.
      Pergunto, porque razão é que os VALENTES e corajosos críticos de hoje não ousaram sê-lo ONTEM durante o Regime TOTALITÁRIO do Patrice Trovoada ? A situação era bem pior, que deixou RASTOS dificeis de mudar de um dia para o outro.
      Gozação tem hora!!!

      • Vanplega

        26 de Fevereiro de 2020 as 10:41

        Debra, psi e filho, sao os maiores culpados dessa nossa desgraca. Tambem nao podemos esquecer que os ladroes do MLSTP, na alrura foram 1 Ministros com Miguel TROVOADA como presidente do pais.

        O que eles fizeram? Ajudaram na festa dos Trovoadas

      • Leia

        26 de Fevereiro de 2020 as 11:05

        Senhor Seabra, por favor, já chega de estar a culpar o senhor Patrice Trovoada por tudo neste país. Tenha dó!!!! E olha que eu não morro de amor pelo senhor Patrice Trovoada, como político deste país. Mas, por favor, ele não é culpado das porcarias que a senhora ministra dos negócios estrangeiros anda a fazer, vendendo o país a desbarato sujando a imagem do país de forma irreversível e preocupante. Não creio que foi o senhor Patrice Trovoada que mandou a senhora ministra dos negócios estrangeiros vender o país da forma como ela o fez em relação à questão de Marrocos. Também não foi ele que fez um governo constituído por ministros tão fracos como a ministra de educação, da justiça, da cultura, comércio e turismo. E eu que não morro de amor pelo Patrice Trovoada acho que o governo dele era muito mais competente do que este governo atual que mais parece uma comédia.

        • Como será

          5 de Julho de 2020 as 10:32

          Ehhh. Foi tam competente ao ponto de cortar relacoes com a china,por conta de Taiwan recebendo milhão de dolar, fez contrato de exploracao de petróleo com Nigéria, o pais onde existe trafico de drogas, lavagens de dinheiro,burlas, trafico de ser humano corrupção, sao estes males que entrou no pais, por outra os Trovoadistas ja explicarao o povo santomense as clasulas no processo de exploracao de petróleo? Quanto é a % de s.tome? Tudo isto foi no tempo do Trovoada.privatizou as roças a quem da suas ciplas, levou o pais a perder o valor de boa produção do cacau, as roças onde gerava o emprego, hoje o que vivemos uma desorganizacao desmedida, eu nao tenho nada contra quem governa, mas devem traçar politicas crediveis que alanvaca o pais e nao retrocesso, e hoje sao os milionarios, isto maze é falta carater e amor a patria, tem casas que orçam milhoes de euros viaturas luxosas mulheres por toda zona do pais, ate no sistema de saude nao investem e quando têm dor de dentes la vao em portugal onde compraram apartamentos de luxo, viaturas de top de gama, mas o pais esta lista do mais pobre do MUNDO.A coisa nao pode continuar assim, pais tem muito boms quadros pessoas que querem trabalhar para tirar medíucredade que vê na governação.

      • Mepoçon

        4 de Março de 2020 as 12:09

        Oh meu senhor, os quatros anos que Patrice governou o país é que deixou todo este episódio? O país não vai a lado nenhum com este pensamento partidária..

  4. Vanplega

    25 de Fevereiro de 2020 as 15:00

    Minha senhora, Esses nossos dirigentes querem saber dos doentes, como vivem, eles nao querem saber de nos o povo.

    Pergunte a Ministra de negocio estrangeiro, se ela importa vom is Santomenses?

    So querem saber dos seus blosos, roubando o que e nosso.

    Basta ver o que ele prometeram, baixar tudo, combate a corrupcao, cuidar da coisa publica

    O que esta acontecendo: Nada mais nada

    1 Ministro, entrou magrinho, agora, so barriga, a calca ja nem segura so suspension

    O governantes do meu pais, so com morte de uns tantos e que eles se endireitam

    Ladroes, ladroes, ladroes. Pau que nasce torto, nunca se endireita

  5. Rodrigo Cassandra

    25 de Fevereiro de 2020 as 15:53

    Uma vergonha Nacional Doutora Maria Amorim muito obrigado por esse artigo e esse brilhante esclarecimento, não sei mesmo se posso dizer que isto é mesmo um país.Enfim como disse e estou de acordo consigo um dia se Deus quiser vamos mudar esse estado de coisas.
    Quero lhe pedir encarecidamente continua a escrever, a nos esclarecer que Deus lhe abençoa, porque ouvir os nossos dirigentes falaram parece até que tudo é mar de rosas.
    Muito mas muito obrigado mesmo.

  6. SOREDOR DA PATRIA

    25 de Fevereiro de 2020 as 17:00

    Os chamados dirigentes deste país desde a independência não têm pudor. Só vêm para o seu umbigo, são altamente incompetentes, oportunistas e não têm mínima visão de Estado. São especialista em fazer malabarismos com dinheiro, os homens à traz das mulheres, nunca estudam, vaidosos e convencidos. Olha exemplo da chamada embaixadora: anda com kilos de roupara para parecer gente, sempre sorridente, pedindo dinheiro pelo mundo fora, e no geral esses dirigentes cuidam de si e dos seus. Vivem numa boa sem saber do país. Espero também por uma mudança profunda, mas tenho dúvidas que isso mude. Tem a ver com a mentalidade de nós santomenses.

    • Inconformado

      3 de Março de 2020 as 8:11

      Criticar é muito fácil. Saia da sua zona de conforto e venha gerir a pobreza.

  7. sem assunto

    25 de Fevereiro de 2020 as 19:22

    Best-Seller da Doutora Maria de Graça Amorim.
    Mania de grandeza, o país está diplomaticamente de rastros no cenario Internacional, ainda assim apareçem alguns amadores que pretendem por-se aos bicos dos pés e demostrarem supeioridade tudo com vista as eleições 2021.
    Elsa Pinto deve ter faltado muitas aulas de diplomacia e ética razão pela qual, dedico este artigo como leitura obrigatória a ela, e também ao Delfin Neves, que pese embora ser um iletrado, tera de plantão gentes para o traduzir em português simples que esta ao seu nível, afinal o famigerado tem dinheiro e o dinheiro compra tudo. Delfin Neves e Elsa Pinto, façam a vossa campanhã pre eleitoral como queiram, porém não nos vendam a um prato de lentilhas, somos um povo soberano e merecedor de respeito, disputar palco internacional indo até o extremo, pondo em causa a nossa soberania não é sadio e o povo não aceitara, fiquem de certo de que ao seu tempo, nas urnas, saberemos dar uma boa resposta, resolveremos isto democraticamente.
    Enquanto um Presidente de Assembleia, e uma Ministra de Negócios Estrangeiros já pintam o caneco como pintam, imaginam só, se chegarem ao posto de Presidente da República, seremos todos hipotecados, se não vendidos no dia seguinte.

  8. Toda a Gente é ministro

    25 de Fevereiro de 2020 as 21:55

    Se me contassem estas coisas eu jurava que era mentira. Que país é este, minha gente? Esta ministra dos negócios estrangeiros num país sério nem sequer seria uma boa secretária de uma empresa média. Em S.Tomé ela é ministra. Sinceramente…. A ministra da educação é outra grande incompetente que não seria nem sequer uma empregada de balcão numa empresa de média dimensão. A ministra de turismo, cultura e comércio é uma autêntica anedota. Não sei se ela seria uma boa telefonista numa empresa de média dimensão num país sério. Em S.Tomé toda a gente é ministro no entanto os resultados são estes que a senhora Maria Amorim relatou no seu texto.

    • Mepoçon

      4 de Março de 2020 as 12:24

      Ninguém ignora esta incapacidade, o nepotismo é clientelismo não deixa fazer boa escolha. Senão não os colocar, como gratifica o trabalho da campanha eleitoral e a militância partidária!!?

  9. Boinal

    26 de Fevereiro de 2020 as 7:23

    Era uma vez um país que não existia… Enfim, mais do mesmo…

  10. Arménio Camblé

    26 de Fevereiro de 2020 as 8:50

    A pessoa que postou sua opinião aqui respondendo pelo nome de “Ex-Ministra”, merece toda minha consideração, pois como disse ela, o primeiro ministro Jorge Bom Jesus deveria na verdade remodelar o seu Governo e mandar para casa a Elsa Pinto, a senhora Graça Lavres e a senhora Ivete da Justiça. Na minha modesta opinião das quatros senhoras desse governo apenas a da Educação ainda se pode dar o beneficio da duvida. O Governo no seu todo até que não é mau, pois conta com algumas competências e muita gente humilde e alguns com capacidade e conhecimento dos seus sectores, mas outros, valham-me Deus!!!

  11. Vergonha

    26 de Fevereiro de 2020 as 9:53

    Gostei muito do artigo. Dra Maria Amorim continue a escrever. O Jorge que peça a tua demissão. Muita desgraça e roubalheira. Um país tão pequeno para tantos ladrões.Ainda assim pensam que somos bestas e não sabemos o que se passa com os apoios que dão.

  12. Vergonha

    26 de Fevereiro de 2020 as 10:02

    De aquilo que percebi dos políticos é que há uma competição entre eles para saber quem é que rouba mais o pais. Os concursos públicos só têm corrupção. Até nós tribunais comem dinheiro. Uma vergonha de país. Depois com ministro e ministras tão fracos que nem sabem sequer falar dos seus ministérios.

  13. Vergonha

    26 de Fevereiro de 2020 as 11:42

    Na administração pública paira o medo. Quem emite opiniões diferentes são perseguidos e marginalizados. É só bufaria. A mesma bufaria que Jorge criticou quando estava na oposição é que está na moda nessa governação.Como não há oposição o país está a saque a vista de todos. Enfim só com Cristo.

  14. LIBREVILLE

    27 de Fevereiro de 2020 as 11:06

    Vergonha total, só falta coronavírus para os parrazitas políticos assumir que esta todo mal esta terra.
    Sinto Vergonha e muita vergonha, um pais tão fácil de governar…

  15. Zé de Neves

    27 de Fevereiro de 2020 as 11:37

    É verdadeiramente vergonhoso, mas na verdade o povão precisa de um projecto no qual acreditar. E ele existe!
    O projecto oportunista que vem de cima espalha-se na sociedade como uma mancha de óleo, mina ética e moralmente a atitude sobre os outros e isso, infelizmente, deixou de ser uma tendência para se tornar na cultura dominante.

    Este não é um país para fazer crescer crianças, se puderem levem-nas daqui para fora! A decência, o compromisso e, sobretudo, o respeito já não moram aqui.

  16. Joni de ca

    28 de Fevereiro de 2020 as 13:38

    Stp não é um estado credível, não cumpre com os seus compromissos seja internamente como a nível internacional, por isso é que está como está, nenhum grande investidor aceita este tipo de comportamento de um Estado.

    Stp não está a cumprir com as condenações que tem em tribunal internacional, e este trabalho sobre as embaixadas, a situação é vergonhosa, daí que recebem investidores para lojas de importação, padarias e bares, investidores que não interessam a ninguém pois não criam desenvolvimento, os verdadeiros investidores não acreditam no estado.

    Estado que não cumpre, é um estado fantoche!!! Não devia existir!!

  17. Alcino Lima

    29 de Fevereiro de 2020 as 12:13

    Esta situação nas Embaixadas, das Juntas médicas e as dividas com os organismos internacionais não é de hoje.Isto dura há mais de 20 anos.Hoje não vale deitar culpas a este ou aquele.Os erros Já foram cometido.Encontremos soluções Temos sim que reflectir em conjunto, procurar e encontrar soluções com a colaboração de todos.

  18. Daniel Rodrigues

    29 de Fevereiro de 2020 as 22:15

    Não é tempo de achar inocentes ou culpados.
    É sim momento de reflexão, corrigir os erros e tentar pelo menos amenizar a nossa dor,a nossa tristeza e a nossa vergonha perante o mundo.
    Não há coisa pior para um homem que andar pela rua cabisbaixo com vergonha de dizer qual é a sua PÁTRIA…

  19. Credibilidade

    2 de Março de 2020 as 0:41

    Este Governo tem que fazer um favor ao povo sofredor e pedir demissão. JBJ prometeu baixar tudo e até agora só aumentou, exceto álcool. É um empregado do homem que só tem 3 deputados. Tem o pior governo de sempre. Com ministros incompetentes: Negócios Estrangeiros, Finanças/IVA, Justiça, Educação, Cultura e Turismo… Demissão total!!!

  20. boca pito

    2 de Março de 2020 as 7:48

    De tudo e mais alguma coisa que se tem passado neste país, é minha modesta opinião para pôr um basta a estas atrocidadades públicas, económicas e sociais o seguinte:
    PRIMEIRO: TODO CONTRATO ASSINADO PELOS GOVERNOS DESTA REPÚBLICA COM PAÍSES E ORGANIZAÇÕES ESTRANGEIRAS DEVERIA SER VISADOS PELO TRIBUNAL DE CONTAS PARA SUA EFICAZ EXECUÇÃO, QUER COM QUE GOVERNO FOR;
    SEGUNDO: TODO ACORDO DE FINANCIAMENTO ESTRANGEIRO IGUALMENTE DEVERÁ SER VISADO PELO TRIBUNAL DE CONTAS PARA SUA FISCALIZAÇÃO EFECTIVA NO ÂMBITO DA SUA EXECUÇÃO;
    TERCEIRO:OS ACTOS ILEGAIS E SUSCEPTÍVEIS DE CORRUPÇÃO, NEPUTISMO E FRAUDES, DEVERÃO SER SUBMETIDAS AO MINISTÉRIO PÚBLICDO E PUBLICITADO NUMA REUNIÃO AMPLA COM O POVO DESTE PAÍS.

  21. Referendo pela Autonomia com Portugal

    2 de Março de 2020 as 8:39

    E ainda há gente achando que São Tomé e Príncipe é um Estado Soberano. Eu sempre disse, vou dizer e continuarei a dizendo, precisamos fazer um referendo para autonomia de STP com Portugal. Podem falar muita coisa de Portugal, mas ainda assim continua sendo a primeira nossa tabua de salvação.
    A segunda, é entregar esse país para ser administrado pelas Nações Unidas, com os americanos a frente.
    A terceira, talvez mais dolorosa, é refundar esse país. E refundar esse país, passa por proibir toda individuos que fizeram política ativa em STP, foram governantes ou estiveram a frente de alguma empresa pública nos últimos 25 anos, de tomar parte em alguma ação do Estado. Sob pena, de serem presos. Digo, todos, sem exceção alguma.
    Fui…

    • Paulino

      4 de Março de 2020 as 15:02

      Interessante a sua opinião. E porque STP não pode ter um estatuto de Região Autónoma como a Madeira ou os Açores? Talvez fosse benéfico para o povo de São Tomé.

  22. Bunzu de mato

    2 de Março de 2020 as 12:53

    Interessante artigo…e com verdades. Mas apetece perguntar: que bicho terá mordido a senhora dona Maria do Nascimento da Graça Amorim? Não era ela quem dizia, no auge das suas missões ao serviço das Nações Unidas, depois do seu afastamento do governo na Iª República, que ”nem queria ouvir falar de São Tomé e Príncipe”? Os amigos VIP e interlocutores estrangeiros desapareceram? Afinal existe um arquipélago chamado São Tomé e Príncipe? A que se deve este súbito interesse pelas ilhotas, após cerca de quatro décadas de silêncio e de desprezo totais por tudo o que cheirasse a STP? Afinal São Tomé e Príncipe existe para além dos cargos ministeriais? Não sei não, mas quer-me parecer que após os anos de relativo estrelato lá fora, cansada, agora, de estar na sombra e no silêncio, Maria de Amorim chegou à conclusão de que São Tomé e Príncipe é, afinal, o único lugar do mundo onde pode ter um palcozinho…isso acontece a alguns são-tomenses, a senhora não é um caso único. Portanto, bem-vinda a casa. Aqui está enterrado o seu úlulu, se alguma vez soube o que isso quer dizer. E venha, ao menos de férias, de vez em quando. Ainda vai a tempo. Entretanto, pode ser que alguém se lembre um dia de fazer o balanço da sua prestação como ministra dos Negócios Estrangeiros de um micro-estado insular hiperdependente, mas que se posicionava na arena internacional com um radicalismo tal, que fazia os seus homólogos angolanos, Paulo Teixeira Jorge e Joaquim Chissano, parecerem ultramoderados. Enfim, todo o tempo é feito de mudança. Dito isto, continue a escrever, minha senhora. Por estas bandas, escreve-se pouco. Feliz 20-20.

    • Bolas

      2 de Março de 2020 as 20:06

      Verdades doem né?? Foca no que é mais importante e que precisa ser mudado. País é insustentável. Não tem credibilidade. Não pode continuar na mão destes aí!! Só querem vingar em vez de trabalhar pelo povo!!

  23. Vergonha

    2 de Março de 2020 as 13:00

    Parece que o governo com medo de críticas veio responder este artigo no site da stp press e não cá no tela non. Uma vergonha de resposta.

  24. Bunzu de mato

    3 de Março de 2020 as 10:10

    Quis dizer …”que fazia os seus homólogos angolano e moçambicano, Paulo Teixeira Jorge e Joaquim Chissano parecerem ultramoderados”. Passar bem.

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