Política

“Temos mesmo que saber.., quantos somos.., quantos devemos ser..”

É um desafio lançado pelo Presidente da República Evaristo Carvalho, às forças armadas de São Tomé e Príncipe. Nas celebrações do 45º da institucionalização das Forças Armadas, o Chefe de Estado e Comandante Supremo, destacou o combate em curso contra a Covid-19.

Um combate em que o empenho dos militares dos dois ramos das forças armadas, foi enaltecido, pelo Presidente Evaristo Carvalho. A pandemia impediu a festa tradicional do dia das forças armadas com grande concentração de populares no campo do quartel general. A doença impediu também a realização da escola de recrutas do ano 2020.

«O adiamento como consequência da pandemia será uma oportunidade para retomarmos o exercício para repensar as nossas forças armadas, pois temos mesmo que saber, quantos somos, quantos devemos ser, e como queremos estar..», declarou Evaristo Carvalho.

No discurso aos soldados em formatura na parada do quartel-general, o Chefe de Estado, acrescentou que «o dia 6 de Setembro não deve ter só como ponto, o baptismo dos soldados recrutas, nem os habituais convívios entre as famílias, ou ainda entre as altas chefias. Mas, acima de tudo, de reflexão para que se conheça verdadeiramente que forças armadas são as nossas, se estão adequadas as exigências dos nossos tempos. Que Deus nos abençoe a todos», concluiu, Evaristo Carvalho.

No ano em que celebra 45 anos da sua existência, as forças armadas de São Tomé e Príncipe envolveram-se num combate difícil que continua activo. A luta contra a Covid-19.

O Brigadeiro Idalécio Pachire, Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, destacou a bravura dos seus soldados.

«Foi relevante e notória a postura e actuação das forças armadas de São Tomé e Príncipe, na colaboração com as demais instituições na luta contra este flagelo no seio da sociedade santomense», precisou.

A pandemia provocou mudanças nas operações das forças armadas. Este ano não houve escola de recrutas. As celebrações do dia das FASTP, decorreram no interior do quartel de moro, e a porta fechada. Não houve a habitual concentração das populações no campo do quartel, para assistir o juramento de bandeira dos novos soldados

O Chefe de Estado Maior, destacou a presença do navio Zaire, que garante a fiscalização da zona económica exclusiva do país. O brigadeiro Idalécio Pachire, saudou os amigos de Brasil e de Portugal, que ficaram em São Tomé, para junto as forças armadas, lutar contra a Covid-19.

«Aproveito esta oportunidade para saudar os militares portugueses de cooperação no domínio da defesa, e a guarnição do Navio Zaire, assim como os militares da República Federativa do Brasil que se mantiveram em São Tomé e Príncipe, apesar das alterações sanitárias vividas nos últimos meses», afirmou o Chefe de Estado Maior.

Distanciamento físico foi regra nas celebrações do 45º aniversário das FASTP.

Abel Veiga

    6 comentários

6 comentários

  1. Sempre atento

    8 de Setembro de 2020 as 7:52

    A pandemia veio para também revolucionar esta força armada do país que tem gente há mais boa vida e o povo que paga a fatura. Arranja roça e os manda trabalhar. Um país como nosso tão pequeno nunca tem guerra e mal se realiza um exercício militar tem centenas de pessoas, entre soldados até à mais alta patente com bons salário e regalias do estado. Os oficiais todos gordos com grandes barrigas e carros do estado. São despesas que deviam eliminar no país. Esse presidente da República só serve mesmo para discursos e assina só. Tirem-me desse filme.

  2. Augusto de Barros Sepúlveda

    8 de Setembro de 2020 as 9:01

    Parabéns às FASTP e em particular ao meu amigo Comandante Idalécio Pachire.
    Um forte abraço,
    Augusto de Barros Sepúlveda
    Coronel Engenharia

  3. Toni

    9 de Setembro de 2020 as 7:14

    E voltamos às forças armadas… para quê esta despesa… Stp nunca teve luta armada, e hoje se algum país quisesse invadir Stp se calhar demorava umas horas.

    Forças armadas sem material sem formação sem nada, servem para dar dinheiro aos oficiais que foram formados na URSS, Cuba e outros países deste estilo, só porque dava jeito aos interesses destes paises. Estes oficiais não têm qualquer experiência de combate, não servem para nada.

    Stp deveria sim investir numa força policial competente.

  4. Manuel Alexandrino

    9 de Setembro de 2020 as 8:41

    Tantos coronéis, tantos tenentes coronéis, e agora já começa a ser tantos brigadeiros. Tudo isto para quê? O que é que os militares fazem? Defender a pátria, quando estão numa constante e permanência dependência dos outros países. Nem farda conseguem fazer. Tem que ser Portugal, Brasil e Nigéria a dar. Porque é que não se cria uma equipa de militares costureiros e comprem máquinas e ensinam os militares a fabricarem as suas próprias fardas.
    Porque é que a China é que tem que dar arroz aos militares para comerem, quando temos terras agrícolas abandonadas que devim estar a ser cultivadas a produzir alimentos tanto para militares como para abastecer o mercado para terem dinheiro para comprar botas e fardas. Porque é que não criam galinhas e porcos para comerem e abastecer o mercado para outras despesas do quartel.
    Só querem estar no quartel como parasitas, gastando pneus, carros, combustível, comida sem trabalhar. Porque é que não se cria uma equipa de construtores ou engenharia militar para começarem a fazer obras e ganhar dinheiro. Foi necessário vir os militares americanos para cercar o aeroporto. Os nossos estavam na caserna a dormir.
    O país não necessita mais do que 100 ou 150 militares, mas aqueles que trabalham e sabem fazer alguma coisa e a maior parte deles deviam estar dedicado ao mar.
    Os senhores Pachires e companhia limitada, devem deixar de crescer a barriga e começar a vergar a coluna para trabalharem
    Abaixo os parasitas do povo.
    Bam haja STP

  5. Manuel Esclarecedor

    9 de Setembro de 2020 as 11:31

    Digo mais. Os militares deviam revitalizar os seus centros agro-pecuario e produzir comida para os quarteis e para a venda(excepto para encher as panças dos chefes)
    Eles tinham a Roça Gratidão, distribuiram entre eles. Outros até venderam a sua parte. Mesmo com tantos homens, não conseguem transformar o centro agropecuario do Quartel do Morro num espaço que da gosto. Tanta terra baldia. Isto é falta de vontade e de imaginação. Peçam ao Ministério de Agricultura apoios? Materias, sementes, estufas, animais e poem os homens a produzirem comida, senhor Pachire.

  6. Sempre atento

    9 de Setembro de 2020 as 14:58

    Concordo plenamente com o Toni e Manuel Alexandrino. Isto é uma vergonha autentica para o nosso país em que os governantes gostam dar-se de luxo para sustentar um país sem meios. Começando por esse primeiro ministro até o assina só. Gostam de fazer discursos bonitos, cegos e surdos quanto a realidade do país. Diz na notícia que “não foi possível convocar um novo recrutamento. Eu pergunto ; para quê? Estão sempre a queixar de dificuldades financeiras no país após o coronavirus. Já pensaram em reestruturar o país principalmente o exército? Mas seu que não vão fazê-lo porque têm medo desses oficiais. Não importam deixá-los no quartel na engorda com imensas despesas em que os contribuintes quem deve pagar. Fazem de tudo para mostrar a boa parada e o povo na miséria. O ministro da defesa nem pia, porque também tem rabo na estrada de tanto boa vida e regalias que goza. Quartel tem meios e boas instalações para agricultura e criação de gado. Perguntem ao Pachire e companhia, falo porque conheço bem. Gostam de fazer os soldados seus escravos. O shr presidente e o primeiro ministro devia fazer uma visita surpresa naquele quartel para ver o se passa dia após dia daquele exército. Quando não têm nada para fazer é só conversas e fofocas em pleno dia. Chamam aquilo de exército?

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