Política

Forças Armadas denunciam recrudescimento de actos piratas de caris violento nas águas nacionais

O território marítimo de São Tomé e Príncipe, está a ser palco de vários actos de pirataria marítima. Actos de grupos armados e violentos, que põem em causa a segurança nacional, e a navegação marítima em toda região do Golfo da Guiné.

«Nos últimos dias, de 6 à 9 de Fevereiro de 2021 registaram-se 4 incidentes graves de pirataria nas águas sob a jurisdição nacional», diz o comunicado das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe.

No comunicado assinado pelo comandante da Guarda Costeira, o capitão de mar e guerra Pedro Afonso de Barros, são detalhadas as acções de pirataria marítima que ocorreram nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe, no dia 6 de Fevereiro.

«O navio tanque de nome Sea Phanton foi vítima de ataque pirata quando se encontrava a uma distância de 50 milhas náuticas da ilha do Príncipe e 135 milhas náuticas da ilha de São Tomé», diz o comunicado.

A guarda costeira de São Tomé e Príncipe, voltou a estar em estado de alerta no dia 8 de Fevereiro. «O Centro das Operações Navais da Guarda Costeira recebeu nova comunicação no dia 8 de Fevereiro, as 6 horas e 32 minutos, de que uma embarcação de nome MV SEAKING, foi alvo de ataque pirata, a 20 milhas de Port Gentil tendo o mesmo conseguido escapar da zona de contacto e observação dos piratas de forma ilesa», refere a Guarda Costeira.

A saga de ataques no território marítimo de São Tomé e Príncipe, prosseguiu no dia 9 de Fevereiro. Uma embarcação que circulava em direcção a vizinha Guiné Equatorial, foi vítima de um ataque pirata quando se encontrava a uma distância de 112 milhas náuticas da ilha de São Tomé. «O centro de operações da guarda costeira fez a monitorização e troca de informações com outros centros de domínio marítimo da região do golfo da Guiné onde foi obtendo mais pormenores sobre o ataque», detalha a Guarda Costeira.

O comunicado descreve que para além da motorização do ataque pirata contra o navio Maria E, a guarda costeira, «enviou de imediato o navio NRP Zaire para prestar assistência, e fez o acompanhamento e escolta do navio até o limite da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe».

As Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, sentem-se ameaçadas. «De facto há um recrudescer de actos piratas de caris violento nas águas marítimas nacionais. O quadro que se assiste dá sinais de agravamento….», pontua o comunicado.

O comunicado distribuído à imprensa pelo Estado Maior das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, destaca que a Guarda Costeira já desenvolveu acções concretas junto as autoridades competentes nacionais, assim como a nível regional e internacional «para de forma rápida e efectiva São Tomé e Príncipe, possa ser apoiado no combate a esta praga, que ameaça cortar linhas marítimas de navegação internacional, assim como linhas que dão acesso às ilhas».

As forças armadas consideram que o país enfrenta “uma grave ameaça”, que poderá por em causa a ligação marítima entre as duas ilhas, as actividades de pesca tanto semi-industrial como artesanal, e impedir todo tipo de navegação marítima no espaço marítimo nacional.

«Esta situação reveste-se de extrema gravidade pois estes actos piratas colocam em risco vidas humanas, bens materiais, privam a região e o país em particular de abastecimento em bens essenciais para o consumo e não só», conclui o comunicado das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Original

    15 de Fevereiro de 2021 as 8:20

    Assim já vão ter tarefa.

  2. Fuba cu bixo

    15 de Fevereiro de 2021 as 10:05

    Graças a Portugueses que puseram seu barco a disposição para patrulhar a nossa costa e apoio dos nossos parceiros estaríamos a combater com pedras e flechas.
    Os camaradas comem tudo e temos uma força armada abeçoleta com tudo velho e arcaico.

  3. Andorinha

    15 de Fevereiro de 2021 as 10:21

    Quando assistimos o Cabo Verde a investir todas suas infraestruturas com aviões e barcos que fazem ligações entre as ilhas os políticos ca em S.tomé são gananciosos entram no poder para enriquecerem ficarem gordos fazendo pequenas obras mata-pau lançando pedras de obras que nunca concretizam.
    As nossas forças armadas a marinha não tem condições para nos defender.

  4. Clemilson brasileiro

    17 de Fevereiro de 2021 as 12:57

    Até que enfim vão trabalhar ,ganham pra isso ?

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