Política

Índice de pobreza dispara após 10 anos de estagnação

Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, anunciou que o índice da pobreza voltou a subir em São Tomé e Príncipe, após 10 anos de estabilidade. Segundo o Chefe do Governo, por causa dos impactos da Covid-19 neste ano 2021 a pobreza sobe para 65,2 % da população.

«A pobreza deverá aumentar pela primeira vez, em 10 anos. Era estimada em 62.3% em 2019 e agora deve aumentar para 65,2%...», afirmou Jorge Bom Jesus.

Durante o Diálogo Político com a União Europeia realizado no Palácio do Governo, o primeiro ministro, apresentou também as cifras do impacto da Covid-19 sobre a economia e a sociedade.

«Durante a emergência da Covid-19, cerca de 28% da população activa dos quais 70% no sector informal especialmente mulheres parou temporariamente de trabalhar. Possivelmente cerca de 15% dos 28% da população activa afectada pela Covid-19, não recuperam mais os seus empregos..», acrescentou.

É neste cenário de desemprego, perda de renda e de pobreza galopante, que o Governo santomense negoceia com a União Europeia, o novo pacote de cooperação para os próximos 7 anos.

Jorge Bom Jesus, defendeu a continuidade dos projectos nos sectores da boa governação e democracia, com destaque para a reforma da justiça, a produção de dados para planificação do desenvolvimento, «refiro-me ao recenseamento da população, a gestão das finanças públicas, e a luta contra o branqueamento de capitais», precisou.

Na área social São Tomé e Príncipe pretende dar sequência aos projectos no sector da água e saneamento do meio, e na área de transição verde, o primeiro-ministro defendeu a intervenção da União Europeia «na área do ambiente, agricultura e pescas».

Segundo dados divulgados pela embaixadora da União Europeia, Rosário Bento Pais, nos últimos 7 anos, a União Europeia disponibilizou 23 milhões de euros para financiamento directo ao orçamento geral do Estado, com destaque para o sector da água e saneamento do meio.

«Temos também projectos na área da agricultura, na área de combate a violência contra as mulheres e as crianças. Todos os anos temos um programa de 700 mil euros para a sociedade civil e os direitos humanos. Temos linhas de financiamentos em quase todos os quadrantes», declarou a embaixadora da União Europeia.

Segundo Rosário Bento Pais, no total o financiamento da União Europeia aos sectores sociais e económicos de São Tomé e Príncipe para o período 2014 – 2020 ultrapassou os 50 milhões de euros.

Contribuição de um dos principais parceiros de desenvolvimento do país, mas que não conseguiu evitar o aumento da pobreza, provocada segundo Jorge Bom Jesus, pela Covid-19.

Pobreza galopante é um indicador crítico e preocupante para São Tomé e Príncipe, que no entanto é um país de referência na África Central no domínio dos direitos humanos.

«Em termos dos direitos humanos, temos um país que tem sido exemplar aqui na região e que pode dar um exemplo muito bom para a sub-região e mesmo para o continente.», concluiu a embaixadora da União Europeia, Rosário Bento Pais.

Os embaixadores de Portugal, França, e da Espanha acreditados junto ao Estado santomenses também participaram no diálogo político entre a União Europeia e o Governo santomense.

Abel Veiga

    18 comentários

18 comentários

  1. Justiça chega um dia

    30 de Abril de 2021 as 15:30

    Este JBJ é mau. MLSTP não tem piedade bem com PR Evaristo. Sempre que jorge bom Jesus vai pra Principe freta avião. Já fretou avião 5 vezes quando foi. Na vez de PR Evaristo ele disse que não há dinheiro e humilhou homem pra ir com pouco stafy. Bloquearam barco pra levar gasóleo pra emai e carro para ele andar lá. Depois de tudo k PR protegeu governo da maioria e fazem isso com homem. Mlstp pensa que é dono do país. Isso vai acabar nas presidenciais.

  2. Promessas baratas.

    30 de Abril de 2021 as 15:37

    Aguarda-se o Reajuste Salarial. O Artigo 15 da Constituição agradece e deleta a hipocrisia salarial da XVII GOVERNAÇÃO.Provem ao povo que nao fazem promessas em vão.A pobreza vai continuar a aumento e nas urnas a dor será maior.

  3. FCL

    30 de Abril de 2021 as 15:53

    Índice de pobreza dispara após 10 anos de estagnação enquanto que o índice de massa gorda aumenta de forma generalizada após 2 anos de governação.

    ……já agora alguém me consegue explicar sem complicar como sair de organizador de eventos para o segundo homem mais poderoso de um governo?

  4. Dívida te ope

    30 de Abril de 2021 as 16:27

    Por acaso estamos a dar exemplo de direitos humanos a matar detidos.
    Senhor Jorge Jesus o senhor já não engana ninguém. Este país está um caos e o senhor esteve este tempo todo a dormir e facilitar vida aos camaradas que hoje estão ricos e agora que falta pouco tempo para eleições vêm falar de reforma da justiça e combate ao desemprego.
    Preocupa com energia, estrada, passeios, lixos, saneamento, corrupção, roubo, doidos nus a solta, desordem na capital, casas a cair na capital, indisciplina, poluição sonora, desemprego, abate de árvores, perseguições de cidadãos honestos na função pública por motivação política.
    A mim já não enganam. Esses projectos apenas têm servido os camaradas.

  5. Cátia pires

    30 de Abril de 2021 as 16:38

    Conversa para boi dormir. Toda gente sabia que a pobreza esta a diminuir só o governo é que não tinha essa informação.
    Mas há uma coisa curiosa a notar os camaradas da maioria no poder saíram todos da pobreza e muitos ficaram ricos.
    Por isso é que defendem que os projectos não podem terminar.
    Estamos a vossa espera nestas eleições.

  6. Matabala

    30 de Abril de 2021 as 16:42

    Correcção : Não é estagnação nos últimos 10 anos. É REGRESSAO nos ultimos 5 anos pelo menos – ultimos 2 anos da legislatura anterior e mais quase 3 anos ja nesta legislatura. Os últimos 2 anos do ADI foi com brincadeira de energia, fuso horário,e suposta tentativa de assassinato de dirigentes. Se em vez de andarem na brincadeira com coisas que não fazem avançar país e economia e tivessem insistido no bom ritmo que estavam de 2014 ate 2016 nem tinham perdido votos em 2018. A ver se aprendem lição de dar importância mas é aos verdadeiros problemas das pessoas. A Nova Maioria desde 2018 nem um apontamento positivo ao nível económico.
    Só receber dinheiro do Covid e agora o problema foi o Covid?kkk…brincadeira!Covid foi até bênção para vocês politico de uma figa! Problema é que em vez de usarem dinheiro que foram MILHÕES e gerirem bem para o fim que estava previsto que era injectar na economia /empresas foi para fezada de sabão, cabaz de chouriço de 30 dobra e outros cambalacho entre camaradas…deviam ter vergonha na cara

  7. Andorinha

    30 de Abril de 2021 as 20:27

    Diga-me cadê todo dinheiro que S.tomé recebeu para apoio a Covid-19? Não ha energia hospital esta uma calamidade Príncipe esta na pocaria cadê dinheiro que receberam?

  8. WXYZ

    1 de Maio de 2021 as 0:48

    Corrupcão meus caros, corrupção. Um monte de bancos privados foi a falencia devido o não cumprimento da reposição dos emprestimos feitos pelos politicos e outros altos dirigentes.

  9. Sotavento

    1 de Maio de 2021 as 7:16

    Nunca houve estagnação de pobreza em STP.Viver com carencia de meios basicos agua,luz e assistencia sanitaria é pobreza e mais que isso é miséria.Socialmente STP é uma terra de extremos.

  10. Modo fe

    1 de Maio de 2021 as 8:12

    Esse Jorge bom Jesus já não engana ninguém.
    Toda gente sabe que o facto dos políticos roubarem tanto o país não avançou e puseram muita gente na pobreza.
    Ainda enchem a boca para dizerem que estamos mais pobres.
    Desgraçados.

  11. Vanplega

    1 de Maio de 2021 as 8:35

    Os pobre desgraçados, ficaram mais pobres. Enquanto senhores, que nāo nada atè entrarem no Poder, ficaram ricos, a custa dos pobres desgraçados.

    Jà compraste casa em Portugal?

  12. Pumbu

    1 de Maio de 2021 as 8:48

    Vocês políticos são uns gatunos por isso a pobreza e as vossas queixadas estão a aumentar.
    Apenas digo uma coisa o vosso tempo está a acabar…

  13. António Gastão

    1 de Maio de 2021 as 10:26

    Ó Jorge nem vale a pena andar por aí com discursos bonitos que o teu tempo está a acabar.
    Incompetentes.
    Nem energia conseguem melhorar.
    Vão enganar os outros.

  14. jfernandes

    1 de Maio de 2021 as 12:02

    JBJ
    O senhor e o rosto Índice da pobreza de STP
    emplementando politica de imponidade
    o roubo de arreia contribuindo para o fim das nossas
    orla costeira .
    control das financas publicas
    facilitar a nao prestacao de contas
    Promover a pedofelia instituicional
    desvio de envestimento a favor dos terceiros
    A promucao de injustica
    pena de mmorte desfarcada de democracia
    Escolhendo um cadidato com grande indice de corrupecao
    tanto nacional assim com a nivel intrnacional

    por tanto
    Nao se faca de santo
    porque voce o rosto dessa vergonha , da promescuidado
    E valorizando e juntando ao Maior vilao da hestoria de STP

    so nos falta esperar cilenciosamente por uma morte colectiva

    Abrindo uma vala comum para o fim santomense

    NOs so queremos saber quato tempo voce pertende ver os saotomenses vivos ?

  15. Sem assunto

    1 de Maio de 2021 as 14:30

    Contraversos.
    Com o surgimento da covid 19, a mesma passou a ser o pano de fundo, a justificação ideal, para tudo, francamente.
    Até aceito que de certo modo houve quebras nas receitas, por outro lado ao ser assim deveria se evitar esbanjar dinheiro com obras de fazer o inglês ver, como é o caso da ponte de Água Grande, bem como criação e alargamento de ministérios que de nada servem os grandes interesses da nação.
    Está provado a vossa governação não passa de ocupação de espaço, a vossa agenda é vazia e nula, é tudo improviso.
    Feitiço virou contra o feiticeiro: Faz Sai.

  16. Martinho

    1 de Maio de 2021 as 14:32

    Eu lhe digo porque a pobreza aumentou, oito meses sem você pagar os apoios do fundo covid aos trabalhadores do turismo, experimenta você ficar oito meses sem receber

  17. Gentino Plama

    2 de Maio de 2021 as 11:12

    Me permita a ousadia em chamar nome e tudo quanto me ocorre na mente.
    1990-2021- O início do Democracia, e a data corrente. O País conheceu vários Governos e também Presidentes. Muitos dos políticos, ou quase todos que compõem a força viva do País são pessoas que outrora viveram, conviveram ou mesmo assim, ouviram falar das Roças Agrícolas, das Empresas e as respetivas Dependências. Cada uma delas possui infraestruturas, ainda que em ruína requer atenção.
    Qualquer cidadão clama pela melhoria da condição de vida, tal que, uma habitação condigna não pode ser negada a este ou aquele que vive nas empresas em detrimento das que vivem na cidade. Alias, o combate a pobreza passa pela eliminação de casebres, barracões ou outros habitado como moradia.
    Portanto, nesta altura de campanha e, que os candidatos percorrem o País em busca de voto e, que desenvergonhadamente se dirige a estes casebres e pessoas rotas, muitas abaixo da dignidade humana para caçar o voto, que ao mesmo tempo, regista-se na sua agenda o seguinte:
    « Se eu for eleito, darei tudo de mim para recuperar as casas destes residentes» E que esta seja cumprida.
    Referente ao Governo, a nomeação do ministro de infraestrutura e Obras Públicas não poderá ser por mero acaso. O ministro de Infraestruturas não pode ser, e nem deve ser pessoa que apenas olha para o projeto ou património construído. Desde a independência que o País vive esse estado de coisa. As nossas relíquias « casa das Roças» estão a desaparecer ao nossos lhos tal como muitos serviços que as roças proporcionavam.
    Homens e mulheres sem ocupação, deambulando pela cidade, enquanto existem tanta coisas para serem feitas como por exemplo, a implementação de um programa que contempla a recuperação das infraestruturas existente um pouco por todo o País.
    O ministro de Infraestruturas deve ser pessoa audaz, o garante de obras infraestrutural do país, quer construído como em via de ser construído. Cidades Europeias são exemplos, aí vê-se habitação milenar adaptada a realidade atual.

  18. Sotavento

    2 de Maio de 2021 as 15:59

    Desde o tempo colonial que existe a pobreza em grande escala e com a independencia nada mudou, pelo contrario. O indice da pobreza subiu até ao nivél que está. É deprimente e triste a situação que se vive em STP.Uma terra tão pequena um territorio insular praticamente despovoado e a população vive como vive.

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