Depois da primeira incorporação de novos soldados no ano 2018, a instituição militar de São Tomé e Príncipe, não pode mais abrir a escola de recrutas.
A pandemia da Covid-19, que despoletou no país no ano 2019 representou grave ameaça também para as fileiras das forças armadas.
Os jovens soldados que incorporados no ano 2018 acabaram por fazer história nas forças armadas. Após a criação das FASTP- Forças Armadas de São Tomé e Príncipe há exactamente há 46 anos, os soldados da praça 2018 terão sido os únicos que excederam o tempo previsto por lei, para o cumprimento do serviço militar obrigatório.
«Cumpriram 2 anos e 6 meses de serviço militar obrigatório, e mais 6 meses de regime especial. Perfazendo um total de 3 anos de serviço militar. Um contributo de elevado valor patriótico, que queríamos publicamente reconhecer…», afirmou o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, o brigadeiro Idalécio Pachire.
Após 3 anos, o Estado Maior das Forças Armadas conseguiu contornar a Covid-19, e realizar a primeira incorporação militar do ano 2021. 390 novos soldados juraram perante a bandeira nacional defender a pátria mesmo a custo da própria vida.

Aos soldados da praça 2018, que ficaram 3 anos nas fileiras das forças armadas, o Presidente da República endereçou votos de reconhecimento.
«Uma vez mais vocês demonstraram a vossa capacidade de resiliência, e a vossa capacidade de adaptação às mudanças imprevisíveis. A nação reconhecerá esse vosso gesto…», declarou o Presidente Carlos Vila Nova.

«Os programas de preparação combativa e os cursos de aperfeiçoamento devem inexoravelmente conter uma forte componente de formação cívica, patriótica, ambiental e dos direitos fundamentais consagrados na constituição da república», pontou o comandante Supremo das Forças Armadas.
Forças armadas de São Tomé e Príncipe, participam activamente nas acções de luta contra a Covid-19, e se preparam para dissuadir as diversas ameaças que pairam sobre a segurança das duas ilhas localizadas no centro do golfo da Guiné.
Abel Veiga