Opinião

China e África: Parceiros Sinceros num Caminho de Desenvolvimento

 

—Perspetivas da 8ª Conferência Ministerial do

Fórum de Cooperação China-África(FOCAC)

 

Por : Xu Yingzhen – Embaixadora da China em São Tomé e Príncipe 

A China e a África se unem por uma profunda amizade que remonta a anos milenários apesar de que ambas partes estão separadas geograficamente por longa distância. Nas décadas de 60 e 70 do século passado, os povos chinês e africano apoiaram-se e manifestaram a solidariedade mutuamente no combate ao colonialismo e ao imperialismo e na luta pela independência e libertação das nações, cultivando grande fraternidade.

Em 12 de Julho de 1975, no mesmo dia da proclamação de Independência de São Tomé e Príncipe, a República Popular da China estabeleceu relações diplomáticas com STP. As últimas décadas têm sido testemunhas de grandes sucessos conseguidos pelos povos chinês e africano que trabalhavam juntos no desenvolvimento económico e social, mas também na luta contra a pandemia de vírus Ébola e de COVID-19.

Foi criado em 2000 o Fórum de Cooperação China-África(em sigla FOCAC), o qual virou uma nova página para o diálogo coletivo e a cooperação integral entre as duas partes. A China, persistindo nos conceitos essenciais de sinceridade, efetividade, afetividade e honestidade, e no conceito justo de justiça e de interesses, está a esforçar-se junto com a África para construir uma comunidade de destino comum.

Nos últimos 21 anos, o volume do comércio China-África e o investimento direto acumulado da China na África aumentaram  em 20 e 100 vezes respetivamente. A China tornou-se no segundo maior importador de produtos agrícolas, o maior financiador bilateral de infraestrutura e um dos  países-doadores principais para a África. A China tem enviado equipas médicas a 48 países africanos.

Depois da pandemia de COVID-19, a China forneceu suprimentos antipandêmicos, vacinas ou enviou equipas de especialistas a 53 países africanos e à União Africana. O FOCAC, sendo uma bandeira da cooperação com a África, serve como exemplo prático do multilateralismo e benefício mútuo e compartilhado.

Três anos atrás, foi realizada em Pequim a Cimeira do FOCAC, onde foram anunciadas medidas como Oito Ações Principais para aprofundar de forma abrangente a cooperação China-África. Pela primeira vez, STP participou formalmente a Cimeira,  integrando-se na grande família da cooperação China-África. No quadro das Oito Ações Principais, os governos da China e de STP negociaram e determinaram uma lista de projetos, incluindo a implementação de 60 habitações sociais, a requalificação e ampliação do Aeroporto Internacional São Tomé e Príncipe, bem como a assistência técnica energética, antimalárica e agropecuária.

Foi composta a lista também pelos intercâmbios de tecnologia médica e cultural, formação dos recursos humanos, etc. Por enquanto, com os esforços de ambas as parte, foram executado sou em execução todos os projetos em cima referidos, o qual desempenhou um papel crucial no desenvolvimento sócio-económico de STP.

Daqui há poucos dias, será realizada no Senegal a 8ª Conferência Ministerial do FOCAC de 29 a 30 de novembro, visando a avaliar a implementação dos resultados da Cimeira Beijing do FOCAC em 2018 e a luta sino-africana contra a pandemia, e planejar a direção do desenvolvimento das relações sino-africanas nos próximos três anos ou até um maior plazo.

A Conferência focalizará na cooperação de saúde, capacidade de produção, conectividade regional, agrícola, digital, protecção ambiental, segurança militar, formação de quadros, formação técnica e outras áreas-chave, e se esperará a introdução de uma série de medidas práticas.

África é um continente repleto de oportunidades, e STP é uma terra cheia de esperanças. A China e STP são parceiros sinceros e irmãos confiáveis. Acredito que, com os esforços conjuntos da China e os amigos africanos, incluindo STP, a próxima Conferência alcançará resultados frutíferos, e as perspectivas de cooperação amistosa China-África serão mais brilhantes!

    5 comentários

5 comentários

  1. Rosinda Tavares Léu

    26 de Novembro de 2021 as 13:00

    Os chineses detestam africanos, é vê-los a cuspirem para o chão de cada vez que se cruzam com um negro numa rua Chinesa.
    alguém tem um amigo chinês em STP? alguém aprecia o olhar de desdém e desconfiança de cada vez que se entra na loja do chinês?
    pensem bem nisto!

  2. Edson Neves

    26 de Novembro de 2021 as 18:06

    Pois é, os nigerianos e os costa-marfinenses que o digam o que passam na china quando vão para os hospitais, pegam os táxis e entram nos estabelecimentos que prestam o serviço público. Contrariamente as palavras da embaixadora, a história nos revela que a China não ficou ao lado dos países africanos na luta contra a libertação nacional, momento em que os mesmos mais precisavam. Na verdade, por questão estratégica a China percebeu que precisava dos recém Estados novos (soberanos) para lhe dar voto favorável contra a separação de Taiwan, tanto é que conseguiu a época 29 votos favoráveis dos coitados e miseráveis Chefes de Estados Africanos na ONU para não reconhecer Taiwan. E em matéria de trocas comerciais, a política implementada nos Estados Africanos, a nova “rota da seda” é a mesma que combatia na década de 80-90 antes de se agigantar. Vamos analisar a presença da China no Djibuti, nas fábricas em Tanzânia, sua presença na Etiópia, Quénia. Por favor, não insulte a minha inteligência.
    Espero que Abel não me censure e deixe a minha mensagem ser publicada como vem fazendo, selecionando mensagens para publicação. Não há insulto, não há nenhuma palavra que possa constranger e ser enquadrada como ato ilícito (criminal ou cível) que possa gerar dano moral, então, por favor, senhor moderador. Deixe minha mensagem ser publicada! Como santomense tenho o direito de expor minha opinião já que o espaço é para o público. Obrigado.

  3. Antonio Nilson

    26 de Novembro de 2021 as 23:52

    Agora sim, estão a aprender a realidade neste mundo. O que existe são interesses. Que tal do racismo e da supremacia?

    Entretanto, pergunto: qual é o benefício que África recebeu proveniente da Europa?

    A Rússia (ex-União Soviética), Estados Unidos, a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial; o Ocidente de uma forma em geral tirou muitos recursos naturais e riqueza de África, o que nos deram em contrapartida para os Africanos/nas?

    Quem viciou os líderes Africanos, assassinou as melhores mentes, crânios inteligentes e os melhores líderes Africanos, destruídos, não mencionando a corrupção? Donde veio? As guerras civis, a fome, as doenças, e a pobreza que se torna cada vez pior?

    Quem continua a por os joelhos nos pescoços dos Africanos e das Africanas?

    A minha mãe me perguntou “quali dinen cu Sá bua”?

    Vale a pena críticar a China. Eu não condeno nenhum comentário feito neste fórum sobre este tema.

    África (os Africanos e as Africanas), nós é que temos que acordar da soneca e cheirar a realidade. Temos que nos unir entre nós para podermos sobreviver, e procurar encontrar soluções para sairmos desta armadilha. Ninguém (Europeus ou Chineses) nos irão salvar!

    Nini

  4. José

    30 de Novembro de 2021 as 11:02

    “Parceiros sinceros”? Penso, que só é um parceiro sincero, quem diz a verdade. Mas numa ditadura como a China – é proíbido dizer a verdade. O resultado: não há verdade, não há sinceridade, não há parceria. A unica coisa que tem na China é seguir as palavras de Xi. China, com esta política, não é o parceiro certo, … para ninguem.

  5. Tentado a Ler

    30 de Novembro de 2021 as 11:29

    Sincero + china = antítese. Os ocidentais que o digam com o problema de espionagem industrial e a usuarpacao de propriedade intelectual

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