Política

Patrice promete medidas para conter o custo de vida e combater a “Pajerocracia”

Pé na estrada, foi assim que Patrice Trovoada, Presidente da ADI, implementou a caça ao voto na quarta – feira 21 de Setembro. A caminhada de caça ao voto começou na Roça Santa Margarida, e seguiu pela estrada que dá acesso a Potó.

Patrice Trovoada passou antes por Monte Macaco, regiões do distrito de Mé-Zochi e que pertencem a freguesia da Madalena.

Campanha da ADI no terreiro da Roça Boa Entrada

Quando chegou a Boa Entrada tinha entrado no distrito de Lobata. No terreiro da Roça Boa entrada, assim como noutras localidades, a mensagem eleitoral estava focada na implementação de medidas para combater a fome, que segundo Patrice Trovoada, se transformou na maior reclamação da população da ilha de São Tomé.

«A cesta básica tem que ser revista. Sabemos que um dos elementos fundamentais da alimentação dos são-tomenses é o arroz», afirmou.

Na conversa com os jornalistas, Patrice Trovoada, explicou que boa parte do arroz que alimenta o mercado nacional é ofertado pelo Japão. As medidas para combate a fome têm como um dos alvos, o donativo japonês.

«O que estamos a dizer é que no próximo carregamento de arroz vamos baixar significativamente o preço», assegurou.

O próximo carregamento de arroz ofertado pelo Japão chega a São Tomé no mês de Outubro. À semelhança do que aconteceu nas eleições legislativas de 2014, Patrice Trovoada, pede ao eleitorado votos, em troca da baixa do preço do arroz, caso a ADI ganhe as eleições legislativas de 25 de Setembro de 2022.

A redução do preço do arroz, junta-se a subvenção, «dos transportes para as zonas longínquas, e não se vive só do arroz. Por conseguinte os outros produtos também vão beneficiar da subvenção dos transportes, vão beneficiar da baixa das tarifas, e das taxas alfandegárias», explicou Patrice Trovoada.

As medidas de urgência para travar o aumento do custo de vida e eliminar a fome, são profundas. Se for eleito Primeiro-ministro, Patrice Trovoada, diz que vai promover negociações entre os comerciantes e os bancos, para implementar uma moratória sobre os créditos e juros.

«Vamos ver também com os comerciantes qual a situação que têm a nível do crédito. A partir daí em concertação com os bancos vamos encontrar uma moratória», frisou.

Changra, Santo Amaro, Maianço, Conde, Micoló, Agostinho Neto, são regiões do distrito de Lobata, que Patrice Trovoada percorreu a maior parte das vezes a pé. Contacto directo com as populações. Muitos abraços e alguns emocionados.

O compromisso eleitoral para combater a fome e conter o custo de vida, é sério e repetido em cada uma das localidades. Patrice Trovoada, sabe também que a baixa das tarifas alfandegárias, e do próprio preço do arroz ofertado pelo Japão, vai provocar a redução das receitas nos cofres do Estado. Como equilibrar as contas, para o país não cair no colapso financeiro?  O Presidente da ADI, diz que vai cortar drasticamente nas despesas. A “pajerocracia», vai acabar.

«Vamos agir sobretudo sobre os carros do Estado. Somos um país em que podemos chamar de Pajerocracia. Consideramos que os carros do Estado também constituem uma grande despesa para o orçamento geral do Estado. Temos algumas soluções transitórias, mas que terá efeito imediato junto a população», pontuou, Patrice Trovoada.

Durante a campanha eleitoral, o Presidente da ADI tem criticado a aquisição pelo Estado de viaturas, sobretudo Jeeps de alta cilindrada, que custam acima de 50 mil euros, para o conforto dos gestores, directores, magistrados e demais autoridades da administração pública.

A par da luta contra a “pajerocracia”, o líder da ADI pretende neste momento de crise energética e financeira internacional com impacto duro sobre São Tomé e Príncipe, convencer os parceiros internacionais que têm projectos a serem implementados no país, a reafectarem os recursos alocados para novas frentes consideradas urgentes.

«Devemos calendarizar, reorientar alguns recursos disponíveis para ir ao mais urgente. Para mim, o mais urgente é a construção e reabilitação de estradas que vão ter impacto sobre os transportes, na economia, nomeadamente no turismo, e na criação de emprego não qualificado», concluiu.

Patrice Trovoada garante que as medidas elaboradas no programa de urgência, contra a fome e a subida do custo de vida representam um compromisso sério que assume com o eleitorado.

Se ganhar as eleições legislativas de 25 de Setembro, Patrice Trovoada será implacavelmente fiscalizado pelo povo, através da imprensa, para executar o compromisso eleitoral de combate a fome.

Abel Veiga

8 Comments

8 Comments

  1. santomé cu plinxipe

    22 de Setembro de 2022 at 14:53

    Ta fraco e perdido

  2. Andorinha

    22 de Setembro de 2022 at 16:13

    Nos não queremos Primeiro Ministro como Jorge bom Jesus que governa para mudar vida dos camaradas, queremos Patrice trovoada que governa para todos santomenses.
    Patrice trovoada é a nossa salvação salvação do povo santomense.

    • Margarida Lopes

      22 de Setembro de 2022 at 22:55

      Andorinha vá atrás do seu mestre CAPETÃO Patrice TROVOADA o foragido…vá votar em lugar/ espaço onde ele se refugia todas as vezes que foge de STP, regressando de 4 em 4 anos. Com o PT na direção de STP seremos o maior DUBAÏ da ILUSÃO HISTÓRICA criada e inventada pelo seu patrão MAFIOSO, o criminoso PT.

  3. Sem assunto

    22 de Setembro de 2022 at 17:07

    Já começou mal!
    Trouxe para ser o seu guarda costa, um branco, um mercenário com certeza indivíduo sinistro, sangue frio e executador nato.
    Se ganhar as eleições é para aumentar estas figuras?
    Cuidado Patrice, este povo parece não ver mas estão sempre atentos e prontos para expulsar do poder quem porta mal.

    • Andorinha

      23 de Setembro de 2022 at 9:52

      Margarida Lopes esta doer você né?
      Você não falou sobre mudar vida dos camaradas que Jorge bom Jesus disse, mama acabou chora.

  4. Vanplega

    23 de Setembro de 2022 at 8:10

    Que poder tem o Patrice para baixar preço de quer que seja.

    Sao Tome e Principe, produz alguma coisa ou tudo bem de fora

    Engana-nos

  5. Joao Carlos Silva

    23 de Setembro de 2022 at 8:53

    Estas medidas não são coisa de gente séria. É melhor vender arroz ao seu preço real e ter dinheiro para financiar Projectos sociais como tem sido. O arroz a baixo preço, é comprado por gente que precisa e gente que não precisa. O que deve ser feito é dar subsidio a que não tem rendimento e melhorar rendimento dos que tem um baixo rendimento.

    Falta o ADI, Visão Económica.

  6. stp

    23 de Setembro de 2022 at 9:41

    “PAPÁ CHEGOU FOME ACABOU… Xêeeeeêêee, boooooraaaaaaaa, isso é q? são-tomense não passa fome, São Tomé e Príncipe não tem fome, isso é abuso, insulto, mentira. sinceramente, fala outra coisa, bandos de bandido, São Tomé e Príncipe não é associação de PT, esse gaju está abusar de algumas pessoas de São Tomé e Príncipe, esse país tem espaço para cultivar e a sobrar, nós aqui não passamos fome, ok, Patrice Trovoada, bandido, arrogante, mentiroso… (vem com outra política, vi nos dizer que este país pessoa passa fome, brincadeira tem hora, sinceramente. Poderias dize pobreza, mas qual país do mundo que não tem pobreza? Qual país do mundo que não tem analfabeto? Diz….

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