Opinião

12 de julho de 1975, data memorável na história de São Tomé e Príncipe

Entramos no mês da Independência Nacional proclamada à 12 de Julho de 1975. Esta data memorável trouxe muita esperança de dias melhores para estas Ilhas Maravilhosas de São Tomé e Príncipe e o seu povo.

Tive a felicidade de testemunhar com muito entusiasmo e jubilo esse grandioso ato no local onde foi hasteada pela primeira vez a nossa bandeira nacional, hoje, chamado Praça da Independência.

Para além dos relatos feitos pelos meus familiares e muitas pessoas mais velhas da época, eu e a minha geração também vivemos os últimos tempos do colonialismo. Por isso é que entendo perfeitamente o significado da Independência Nacional.

Entretanto, a independência que nos prometeram naquela altura não tem nada a ver com a situação em que temos estado a viver, fruto da incompetência, incúria, falta de honestidade e falta de patriotismo daqueles que nos tem governado durante esses 49 anos que vamos comemorar dentro de dias. Para mim, a independência significaria construir com as nossas próprias mãos e, naturalmente com muito trabalho e sacrifício uma pátria renovada, de modo a promovermos maior liberdade, desenvolvimento e consequentemente maior justiça social.

Compreendo a desesperança da nova geração que em vez de uma vida melhor, o País lhes tem atirado para a rua da amargura, ao ponto de ouvirmos por vezes que a independência foi um erro histórico e que era melhor continuarmos dependente à antiga potencia colonial. A situação é de tal forma difícil que nesses últimos tempos muitos são-tomenses, sobretudo a camada jovem tem abandonado o país massivamente e de forma desesperada.  A esses jovens tenho lhes dito sempre que o futuro esta nas suas mãos e a esperança deve ser a última coisa a morrer e que o problema não está na independência, mas sim, na nossa mentalidade e na qualidade de governantes que temos tido.

Perante essa situação que muitos já chamam de êxodo, é notável a indiferença irritante dos nossos dirigentes que nada fazem e nem têm nenhuma estratégia para tentar contornar a situação, tendo em conta que se trata de muita mão de obra jovem, bem como muitos quadros bem formados que certamente farão falta ao desenvolvimento do País.

Por isso é que a luta tem que continuar, desta vez contra esses maus governantes.

Quanto a isso, há porventura muito trabalho a fazer ao nível das escolas, universidades, organizações não-governamentais, incluindo também as igrejas, para fazer despertar nessas pessoas incrédulas e incutir nelas maior consciência cívica e patriótica, de modo a entenderem a história de São Tomé e Príncipe, antes e depois da independência.  

Com essas ferramentas o cidadão estará mais preparado para entender as razões da situação dramática em que o País vive, saber escolher melhor os seus dirigentes com consciência e exigir mais deles durante a governação. Para tanto, temos vários mecanismos previstos na lei.

Constata-se uma tentativa de censurar todos aqueles que criticam e denunciam a má governação.  Os governantes têm que entender que esses cidadãos não fazem nada mais que exercer o seu direito de livre expressão e é também uma forma de participação política com objetivo de contribuir para que as coisas funcionem bem. Na democracia é assim. Portanto, não devem ficar incomodados, pelo contrário, em vez da atitude arrogante e déspota, devem estar atentos a essas críticas, muitas delas construtivas e que podem ajudar.

De igual modo, devido essa falta de consciência cívica e política, o povo tem sido enganado de forma vergonhosa e escandalosa pelos políticos com mentiras, usando meios financeiros e bens materiais para comprar consciência daqueles menos atentos para obterem votos, tendo como objetivo atingir o poder. Esta é a causa da triste situação em que São Tomé e Príncipe tem vivido e, que tem tido momentos dramáticos nesses últimos tempos com a subida ao poder do atual Governo do ADI chefiado pelo Primeiro Ministro, Patrice Trovoada.

O que mais me deixa indignado é que as mentiras e falsas promessas não ficam só nas campanhas eleitorais. Elas têm continuado ao longo da governação numa tentativa de culpabilizar os outros para justificar a sua incompetência e os desaires governativos. É o que temos estado a constatar na atual governação do ADI.

O normal seria que os Partidos Políticos, sobretudo aqueles do arco de governação aprendessem com os erros do passado para melhorarem o presente e o futuro. Até porque, em todas as campanhas eleitorais, desde 1991, o ano em que se instalou o multipartidarismo no País e que se convencionou chamar 2ª República, todos os Partidos Políticos que concorreram a governação do Pais, bem como os candidatos à Presidência da República prometeram-nos fazer melhor que os anteriores. Mas o que se tem verificado são apenas conversas vãs que desembocam em ações que permitem a má governação.

Por isso, o modus operandi desses governos tem sido, manter a Administração Pública desorganizada e partidarizada, o sistema Judicial inoperante e controlo sistemático da comunicação social do Estado.

No caso concreto do atual Governo do ADI, para além dos aspetos acima referidos, deve-se realçar a introdução do medo, intimidação, ameaça, perseguição política, reforço das forças militares e de segurança, controlo exagerado e vergonhoso da comunicação social do Estado. Desta forma, pretende-se construir de forma calculada uma autêntica autoestrada para o surgimento de um regime autoritário para terem maior controlo dos opositores políticos bem como de algumas vozes consideradas incómodas.

Noutro contexto, houve-se e sente-se em todo lado que há e cada vez mais muita corrupção no País e nada se faz porque a justiça está capturada. Os políticos acusam-se mutuamente dessa prática corrosiva para a economia nacional, mas nunca neste Pais ninguém foi julgado e condenado por ter praticado atos de corrupção.

Outra questão e não menos grave, é que enquanto os governantes exigem mais sacrifícios aos cidadãos dizendo que não há dinheiro, eles próprios e de forma escandalosa continuam a esbanjar os parcos recursos que o País dispõe e são os primeiros incumpridores das leis e normas e nada lhes acontece. Digam-me lá, qual é o exemplo que esses políticos dão ao cidadão comum?

Estamos quase no meio mandato do atual Governo de maioria absoluta da ADI, chefiado pelo Primeiro Ministro Patrice Trovoada. Como um seguidor atento e conhecedor das atividades políticas do País, sou da opinião como muitos, que é o pior Governo desde a proclamação da Independência até a presente data.

Para ser franco, nunca gostei do estilo de governação de Patrice Trovoada. Fica-se com a impressão que a forma como ele dirige o seu Partido ADI, como se tratasse do dono do mesmo, é a mesma forma que ele atua na governação. Nem sei mesmo se a sua verdadeira intenção é governar de boa fé este pobre Pais com objetivo de resolver os problemas prementes com que vive a população, como foi anunciando de forma exaustiva nos quatro momentos que governou este País, sem resultados palpáveis, incluído esta vez.

Essa atitude de falta de transparência que tem sido apanágio da atual governação é muito prejudicial para a economia nacional. A não observância das leis e normas que regulam os procedimentos de licitação e contratos é também outro fator do fracasso deste Governo. Há muitas situações por esclarecer nos acordos e contratos celebrados ultimamente com entidades privadas estrangeiras, nomeadamente, montagem de geradores elétricos para a EMAE, as obras pertencentes a ENAPORT e ENASA e a requalificação da orla marítima da cidade de São Tomé. O mais grave é que o Governo não se mostra disponível para esclarecer essas situações.

O que me estranha é a passividade e o deixa andar dos organismos competentes do Estado que tem por incumbência controlar, fiscalizar e verificar a conformidade desses atos. É o caso para se perguntar: será que as leis são apenas de cumprimento obrigatório do cidadão comum e não dos governos? Acho que a população merece uma explicação.

Outro erro a registar com muita preocupação é a forma prepotente como Primeiro Ministro Patrice Trovoada se relaciona com o principal Partido da Oposição e a sociedade em geral. Acho que ele tem que saber que está ao serviço do povo e deve ir regularmente ao Parlamento prestar contas e ser questionado pelos representantes do Povo sobre atividades governativas. Não sei por que razão esse procedimento não é norma no nosso Parlamento, como acontece em qualquer País verdadeiramente democrático do mundo. Fica-se com a impressão que ele é que sabe tudo, ele é que decide tudo e os outros não sabem nada e, por conseguinte, não precisa dar satisfação a ninguém. Se tivermos em conta as últimas declarações e indiretas proferidas pelo Presidente da República, Carlos Vila Nova, será mesmo que o Primeiro Ministro tem tido encontros semanais com o Presidente como esta previsto, para lhe por a corrente do andamento dos assuntos do Estado?

A continuidade das ações dos anteriores governos é sempre de extrema importância para se evitar começar sempre da estaca zero e os problemas jurídicos decorrentes das cláusulas contratuais. Daí a necessidade de haver sempre concertação e envolvimento de toda a sociedade na tomada de decisões dos grandes projetos estruturantes que vão para além duma legislatura.

Um relacionamento harmonioso e pacifico entre os Órgãos de Soberania, Partidos Políticos e as classes sociais e profissionais, pode ajudar muito a governação.

A esse propósito, confesso que não gostei nada da forma como o senhor Primeiro-Ministro e alguns dos seus ministros trataram os professores, uma classe profissional que merece todo o nosso respeito, aquando da realização da última greve, um direito consagrado na Constituição e considerada por maioria da população como justa. No meu ponto de vista essa greve prolongou-se por tanto tempo devido a inabilidade e arrogância do Governo em lidar com ela. De resto, dei já a minha opinião no artigo datado de 9 de março de 2024, publicado no decorrer da greve.

Num outro contexto, quando um governante atua num ambiente de relações internacionais deve ter muito cuidado nas suas ações e atos, sobretudo o nosso caso em que a ajuda internacional é para nós como pão para a boca. Precisamos ter sempre consciência disso. Não pensem que eu quero dizer que apesar dessa circunstância devemos perder a nossa dignidade. Aquilo que se diz ou se deixa de dizer, tem sempre uma leitura, significado e impacto para o bem ou para o mal. O tom das expressões também é importante. Quero me referir ao acordo militar entre o Governo de São Tomé e Príncipe e a Rússia, assinado secretamente e que o Pais tomou conhecimento através da imprensa russa e, a forma como o Primeiro-Ministro reagiu as críticas sobretudo dos governantes portugueses, principalmente as do Presidente da República e o Ministro dos Negócios Estrageiros. Com ou sem razão, no meu entender, o Senhor Primeiro Ministro devia responder as critica sim, mas de forma mais diplomática.

Se por um lado, compreendi inicialmente a posição do Governo quanto a condenação da Rússia pela invasão a Ucrânia, embora não seja a minha posição, por outro lado, já não entendi a assinatura de um Acordo Militar com a Rússia neste contexto, ao menos que me deem mais detalhes sobre o assunto. Por essa razão, tenho receio que a condenação do Governo a invasão da Rússia a Ucrânia e a assinatura de um acordo militar com o mesmo País logo a seguir, ainda no calor da guerra, possa beliscar a cooperação com os dois lados, (Ocidente e Rússia), em prejuízo do Estado são-tomense.

Por tudo isso, São Tomé e Príncipe tem perdido credibilidade ao nível internacional, devido a sua inconsequente política externa e a forma como o País esta sendo gerido. Em consequência, decorridos quase 2 anos de atividade governativa, o Governo de ADI e seu Chefe, não tem sido capaz de captar investimentos privados, bem como financiamentos ao nível bilateral com Países amigos e também com Instituições financeiras internacionais, apesar de inúmeras viagens feitas aos estrangeiros.

Para terminar e por tudo que acabei de dizer, quero expressar aqui a minha profunda indignação e tristeza pelo estado atual do meu País. Estou aguardado o dia em que, em vez de estar aqui a criticar apenas, terei o motivo que sobra de estar a regozijar-me e tecer elogios sobre o progresso do nosso belo País e o bom desempenho dos nossos governantes.

Bem-haja pela vossa paciência!

São Tomé, 1 de julho de 2024

Fernando Simão

6 Comments

6 Comments

  1. Maiquel dos Santos

    2 de Julho de 2024 at 8:58

    Muito obrigado caro compatriota Simão…

  2. ANCA

    2 de Julho de 2024 at 12:13

    Este é e deve ser o tempo de entendimento, de estabilidade politica, de união dos São Tomenses para grandes objetivos, de modernização e construção do desenvolvimento do país, território, população, administração mar e rios

    Temos que virar esta pagina, de divisão para reinar, perceber que somos filhos da mesma terra

    O meu irmão, o meu conterrâneo pode criticar, pode discordar, mas é meu irmão devo protege-lo, dar-lhe um abraço e ajuda-lo a ver as coisas de outra maneira outro prisma, sem rancor, sem ódio, para que possamos chegar a um entendimento, pois que somos de São Tomé e do Príncipe

    Assim construiremos uma sociedade, comunidade, instituições fortes

    É altura de conciliação de ideias, abraça o teu irmão o teu conterrâneo, ajuda-o a desenvolver, mesmo que ele tenha uma visão, opinião diferente da tua

    Se tu nasceste aqui, cresceste aqui, viveste aqui,…

    Ajuda a desenvolver as instituições do teu país

    Contribui para desenvolvimento e modernização da tua sociedade, comunidade, o teu povo.

    Tenha orgulho em ti como ser de São Tomé e do Príncipe

    Estuda, trabalha, investiga, investe, seja solidário ajuda a desenvolver o teu País

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  3. ANCA

    2 de Julho de 2024 at 16:03

    Em termos económicos, o pais tem uma gama de recursos produtos, serviços e ativos humanos, que podem e devem alavancar diversificar a economia, ajudar e permitir um sistema financeiro robusto, apesar da pequenez do mercado interno, podemos permitir a escala, nos mercados do golfo da guiné, mais de 300 milhões de habitantes com, necessidades a satisfazer.

    Temos os rios, podemos criar praias fluviais, espelho de agua para pratica de desporto náuticos, remo, natação, canoagem, barco velas, motos de agua, caiaques, etc,…ligar ao turismo, a gastronomia local, o desenvolvimento de aquacultura, valorizando espécies dos rios charrocos, papês, camarões, peixinhos, enguias, etc,…

    Ainda sobre os rios a dinamização da economia e serviços locais, podem ou poderão ser desenvolvidos em harmonia com a cultura local, as festas dos padroeiros locais, visitas e viagens de lazer, mediante por exemplo incremento/criação de infraestruturas para efeito, de apoio ao lazer e ao turismo, imaginem uma instancia balnear e de lazer municipal ou privada, onde esteja incorporados serviços de piscinas, gastronomia, de diversão, parque naturais, com plantas com animais( nacionais e de África, mini safari), com aquários peixes espécies locais, parque aquáticos, parques verdes com equipamentos de desportos e de lazer para crianças e jovens, tudo isto são mais valias, são postos de trabalho, são rendimentos, são imposto, serão poupanças, que tanta falta faz ao sistema financeiro nacional.

    As vezes com pouco investimentos

    Necessidade de visão, de trabalho, de organização, rigor

    Captação de investimento, boa parceria estratégicas 50% / 50%, envolvimento das classes empresarial local, reformulação dos objetivos das câmaras municipais, instituições fortes

    Quando vemos e compramos um produto, importado, imaginem um fosforo, sabão, sabonetes, manteiga, cereais, lata de atum, chocolate, as amêndoas de chocolate, doces de chocolate, leite, ovos, carne enlatada, chouriços, massa de tomate, massa de pimentão, yogurts, etc,…se se pensarmos que podemos produzir tudo isto localmente, com uma boa organização, com trabalho, rigor, seria uma mais valia,…

    Imaginemos o milho, dá três vezes ao ano, para farelos para alimentar gados e galinhas ou aviários, o tomate para fazer massa de tomate, o pimentão, para fazer massa de pimentão temos agua, cocorote para fazer sabão, óleo, girassol, temos uma variedades de produtos e plantas medicinais, flores,….temos frutas, legumes, hortaliças, tubérculos, cogumelos, fungos, cana de açúcar, andim, etc, etc… sem falar nos a economia azul mar, sem falar na produção de calçados, de roupas, de bebidas, uma varridíssima gama de produtos, que quando transformados, mediante investigação, mediante, tecnologias, acrescento de valores numa base de produção mini industrial ou até mesmo industrial, tínhamos, linhas de abastecimento e consumo ao mercado interno, bem como para exportação para mercado do golfo da guine, onde há 300 milhões de pessoas com necessidades a satisfazer, bem como para o mundo.

    De recordar que podemos produzir medicamentos, produtos alimentares, cosméticos, cremes, sabão, doces, conservas, etc, etc…

    Infraestrutura de suporte, energias renováveis, equipamentos, tecnologias, tecnologias de produção, transportes e comunicação, portos e aeroportos, digitalização dos serviços, educação formação de qualidade, formação profissional

    Hub Marítimo, Hub Aéreo, parques empresarial, etc, etc,…campus universitários

    Precisamos de agencia de investigação e desenvolvimento, de investimentos, empreendedorismo, nos serviços, na agricultura, agropecuária, agronegócio, agroflorestal, na economia do mar, n administração, etc, etc

    Tu cresceste aqui, dá o teu contributo para o teu país desenvolver e se modernizar

    Tu és de São Tomé e do Príncipe

    Tu consegues

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tome e Príncipe

  4. ANCA

    2 de Julho de 2024 at 16:38

    Tu que fazes parte da força feminina da mulher São Tomense

    Ajuda a desenvolver o teu país, a tua nação

    Participa na vida ativa, na politica,, nas autarquias locais na saúde, na educação, na justiça, no desporto, na educação dos teus filhos, no conforto do teu lar, da tua família

    Ajuda a proteger o teu ambiente, participa na plantação de arvores, incentiva mecanismos e promoção da limpeza e embelezamento da tua cidade, vila e luchans

    Ajuda os homens do nosso pais, a inverter a realidade, quanto ao ordenamento do território, quanto ao abandono escolar, a violência domestica, violência e trabalho infantil, quanto a degradação dos cuidados de saúde,…a melhorar a qualidade do ensino no país, etc…

    Cria harmonia no teu lar

    Tu és capaz, tu és Sanguê, tens potencialidades

    Unir sinergias com lado masculinos« encontrar soluções para o país

    Estima os teus filhos, respeita-te, respeita o teu marido esposo

    Ajuda a criar uma sociedade e comunidade mais justa

    Estuda, trabalha, investiga, investe, tu consegues

    Somos filhos desta terra

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  5. Artur Seabra

    2 de Julho de 2024 at 21:50

    Patrice Trovoada, por favor, exonera já o Sr. Gika Simão, filho deste Senhor (Fernando Simão).

    Não é possível o pai falar tão mal do Governo e do Chefe do Governo, enquanto o filho anda na boa vida em Macau às custas do Governo do qual o pai dele fala tão mal.

  6. Nini

    3 de Julho de 2024 at 4:52

    Mais uma pessoa que concorda comigo que a luta tem que continuar.

    Patrice Trovoada não é competente. Ele não sabe ou não compreende o que é governar, porque ele não tem base sólida nisto. Por isso e outras razões Patrice comete muitos erros. Patrice não sabe como um governo em democracia deve funcionar. O mais alarmante é o facto dele não saber política, e como relação e cooperação internacional funciona.
    Sozinho Patrice não vai conseguir salvar o país.
    Governo deve prestar contas e debater assuntos importantes para São Tomé e Príncipe com os deputados na Assembleia.

    “Por isso é que a luta tem que continuar, desta vez contra esses maus governantes.
    Constata-se uma tentativa de censurar todos aqueles que criticam e denunciam a má governação.  Os governantes têm que entender que esses cidadãos não fazem nada mais que exercer o seu direito de livre expressão e é também uma forma de participação política com objetivo de contribuir para que as coisas funcionem bem. Na democracia é assim. Portanto, não devem ficar incomodados, pelo contrário, em vez da atitude arrogante e déspota, devem estar atentos a essas críticas, muitas delas construtivas e que podem ajudar” (Fernando Simão).

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