Política

Rússia entusiasmada com o estádio da cooperação com STP reforça a aposta no cacau

O embaixador Vladimir Tararov reuniu-se na última semana com o novo primeiro-ministro e chefe do governo santomense Américo Ramos.

Segundo o diplomata russo foi uma oportunidade para análise da cooperação entre os dois países. «Saio do encontro com o primeiro-ministro com grande entusiasmo. Penso que vamos prosseguir no mesmo caminho fazendo uma cooperação mutuamente vantajosa em vários domínios», afirmou.

Vladimir Tararov garantiu que o novo governo vai dar continuidade aos projectos de cooperação já acordados entre os dois países.

«Todos os projectos que começamos a pôr em prática serão discutidos e serão apoiados pelo novo governo de São Tomé e Príncipe. Vamos fazer todos os possíveis para melhorar a vida do povo, a vida económica, social e a segurança também claro», acrescentou.

Há vários anos que agentes da polícia nacional, e da polícia de investigação criminal são formados em academias russas. O embaixador Tararov destacou as acções em curso com vista ao fortalecimento da polícia nacional.

O sector da defesa também faz parte da cooperação bilateral, e assumiu relevância no ano passado após o anterior governo de Patrice Trovoada ter assinado um acordo de defesa com a Rússia. Na última visita a São Tomé em 2024 o embaixador da Rússia tinha prometido que as acções de cooperação no âmbito do acordo de defesa seriam implementadas a partir de janeiro de 2025. Infelizmente os órgãos de comunicação social presentes no palácio do governo não questionaram o diplomata russo sobre o assunto.

Desta vez a grande novidade apresentada por Vladimir Tararov é a cooperação económica. A Rússia está apostada na produção, processamento e exportação do cacau em São Tomé e Príncipe.

«A cooperação no domínio económico passa pela plantação do cacau e café, e e a instalação de uma fábrica de transformação desses produtos», frisou.

Segundo o embaixador, os operadores privados russos já criaram um circuito fechado para exportação do cacau para a Rússia. «Temos uma empresa que já começou a trabalhar aqui e que contribui para as finanças públicas santomenses. Começou a renovar o cacauzal», explicou.

O embaixador russo disse aos jornalistas que a empresa russa que está a investir na produção do cacau na ilha de São Tomé, chama-se GUTTA.

Abel Veiga

1 Comment

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  1. Paulo Francisco

    24 de Fevereiro de 2025 at 8:43

    Esses Russos onde se metem, só trazem problemas… Não precisamos deste tipo de cooperação!

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