Política

Vice-primeiro Ministro de Cabo-verde defende que o Estado deve criar condições para incentivar o empreendedorismo

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde defendeu, em São Tomé e Príncipe, que cabe ao Estado criar um ambiente propício à promoção do empreendedorismo. A posição foi expressa numa palestra com o tema “Empreendedorismo como motor de desenvolvimento”, integrada nas celebrações dos 50 anos da independência de Cabo Verde.

É essencial garantir que os jovens disponham de sistemas de apoio adequados para a preparação dos seus negócios, através de instituições especializadas em assistência técnica. Contudo, é igualmente fundamental criar ecossistemas que promovam o acesso rápido e simplificado ao financiamento — nomeadamente por meio de mecanismos como garantias parciais, capital de risco, compensações de juros e bonificações. Só assim jovens e mulheres poderão desenvolver as suas atividades de forma sustentável e com custos significativamente reduzidos”, sublinhou Olavo Correia.

Segundo o governante cabo-verdiano, é fundamental contar com instituições capazes de acompanhar de forma direta e estruturada as iniciativas empreendedoras, garantindo o desenvolvimento sustentável.

É imprescindível que existam instituições públicas que atuem em estreita parceria com o setor privado, acompanhando o promotor ou empreendedor desde a fase inicial até à conclusão do projeto, assegurando que se produz uma mudança efetiva na vida dos jovens e das mulheres empreendedoras.”

Para que os objetivos sejam alcançados, é essencial alinhar o talento a três pilares fundamentais: competência, habilidade e atitude.

É necessário promover a formação de competências, mas é igualmente crucial que os jovens desenvolvam habilidades práticas que lhes permitam transformar esse conhecimento em soluções concretas e viáveis para o mercado. Para além disso, é indispensável cultivar uma atitude profissional pautada pelo compromisso, pelo rigor e pelo cumprimento dos prazos — condições essenciais para garantir a prestação de serviços com qualidade.”

A palestra decorreu na Escola Portuguesa de São Tomé e foi promovida pela Embaixada de Cabo Verde, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência do país.

José Bouças

2 Comments

2 Comments

  1. Vanilson Santos

    17 de Julho de 2025 at 10:34

    “Pro-Empresa, Pro-Capital, Pro-Garante… Pro-Camaradas!”

    Vamos ser sérios: esse modelo de Cabo Verde só serve os cabo-verdianos — e nem todos — só os do costume. Aqueles que andam de gravata fina e discurso decorado, enquanto os jovens com projectos reais batem de porta em porta e são tratados como lixo burocrático.

    O Vice-Primeiro-Ministro de Cabo Verde, esse senhor aí da foto, Olavo Correia, pode vir discursar à vontade sobre empreendedorismo e desenvolvimento, mas o que ele não diz é que é o rosto de uma máquina bem oleada de encenação e captura de recursos internacionais. Ele é o cabeça da gangue financeira, mestre em montar estruturas parasitárias que servem para sugar financiamentos do Banco Mundial e das instituições internacionais — sem chegar a quem realmente precisa.

    Falam de “ambiente propício ao empreendedorismo” e de “mecanismos de garantias, capital de risco e bonificações” como se fossem visionários, mas esquecem-se de dizer que criaram três elefantes brancos — o Pro-Empresa, o Pro-Capital e o Pro-Garante — que servem exclusivamente para:

    1. montar o show para as câmaras,

    2. empregar camaradas bem conectados e

    3. enrolar os jovens com papelada sem fim e respostas vazias.

    O povo não é parvo. A razão pela qual o governo evita fazer reuniões públicas sobre esses fundos é simples: há dezenas de jovens revoltados prontos para perguntar o óbvio — o que é que esses três fantasmas andam a fazer? Onde está o financiamento? Onde estão os resultados? Onde está a transparência?

    Essas instituições são só vitrines, criadas para dizer aos doadores internacionais que está tudo sob controlo, quando na verdade o único controlo é o que têm sobre o orçamento e a narrativa. É uma máquina de marketing institucional — mas na prática, não financia ninguém fora da rede dos amigos do regime.

    E depois vêm com discursos sobre talento, atitude e competências… mas o talento está a emigrar, a atitude está a ser esmagada pela frustração, e as competências morrem no balcão da Pro-Empresa com um sorriso burocrático e um carimbo de “aguarde o despacho”.

    Chega de fachada. Chega de “instituições especializadas” que só especializam-se em defender o tacho.

    Pro quê? Pro-vocação!

  2. wilson veiga

    17 de Julho de 2025 at 16:26

    Oh Vanilson… tu foste lá ao fígado com o bisturi do sarcasmo cirúrgico — mas deixa-me juntar mais uma colher de fel ao teu cocktail de verdade.

    A diferença entre Cabo Verde e São Tomé é só uma: em Cabo Verde eles mordem e sopram — como ratos de biblioteca treinados em Harvard — surripiam com luvas brancas, discursam com cara de seminarista e ainda te deixam a pensar que a culpa foi tua por não teres preenchido bem o formulário.

    Já em São Tomé… os ladrões são elefantes numa loja de porcelana. Derrubam tudo com barulho, sem vergonha, sem finesse — nem tentam disfarçar. É tipo “tás a ver essa ONG? É do meu primo. Esse contrato? Da minha cunhada. Esse fundo? Já foi”.

    Cabo Verde inventou o “empreendedorismo de fachada”. Três mastodontes — Pro-Empresa, Pro-Capital e Pro-Garante — com nomes de PowerPoint, logotipos bonitos e zero impacto real. É como montar uma Lamborghini sem motor só para tirar selfies.

    Dizem que é para ajudar os jovens… mas no fundo é só um parque de estacionamento de camaradas com MBA em “Como Ficar à Sombra dos Donativos Internacionais”.

    Portanto, sim… Pro-camaradas, Pro-cinema, Pro-make-believe.
    O resto que vá “pro raio que o parta”.

    Um observador cansado de ver ratos de gravata a dançarem o funaná no palco da “boa governação”!

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