Política

Gala destaca a preservação da cultura do continente e o papel da mulher nos avanços político e social

O Dia da Mulher Africana foi assinalado com uma gala e jantar cultural que reuniu mulheres de vários países do continente. O evento celebrou a identidade africana e destacou o papel da mulher na transformação política e social das sociedades africanas.

A gala comemorativa do Dia das Mulheres Africanas, realizada na capital são-tomense, teve como objetivo enaltecer os valores culturais do continente e promover o intercâmbio de hábitos e costumes das diversas comunidades africanas presentes no país.

“Ao longo dos séculos a história tem provado ou lembrado repentemente que não há avanço social, económico e político duradouro sem a plena participação das mulheres”, frisou a ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Ilza Amado Vaz.

Sob o lema “Mulheres em movimento, o desafio pela transformação de África”, o evento procurou reforçar o contributo das mulheres nos avanços políticos, sociais e culturais da região, sublinhando o seu papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

“Já encontramos hoje em posições de relevo, em centros de decisão política, social e económica, diplomática, investigação e tecnologia (…) numa dinâmica muito aquém daquilo que é exigível”, disse.

A gala contou com a presença de mulheres de várias nacionalidades africanas e com a representação do corpo diplomático acreditado em São Tomé e Príncipe. Durante os discursos, foram lançados apelos ao reforço dos esforços para erradicar todas as formas de violência e discriminação que ainda persistem no quotidiano de muitas mulheres africanas.

“É crucial romper com o ciclo em que a mulher africana invista apenas como resta guarda silenciosa, beneficiaria e não definidora das políticas públicas, vítimas de formas múltiplas de violência e do conflito”, destacou.

O jantar de gala incluiu um desfile de moda africana, pratos típicos de diferentes regiões do continente e momentos musicais ao vivo. Uma celebração vibrante que homenageou as mulheres africanas e reafirmou o seu papel central na preservação da herança cultural de África.

Odjay Ceita

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