Em conferência de imprensa, o Presidente da República assegurou que a nomeação do sueco Carlsson Karl-Magnus como seu conselheiro especial cumpriu o requisito da estrita observância do registo criminal.
“Constava do processo conducente à nomeação o registo criminal do referido cidadão, emitido pelas autoridades suecas em 2 de outubro de 2025. Nesse registo nada constava contra a pessoa em causa”, afirmou Carlos Vila Nova.
A exoneração ocorreu após o próprio conselheiro ter informado ao Presidente que corria contra si, na justiça sueca, um processo judicial.
“Movido pelo sentido de responsabilidade institucional que pauta sempre as minhas decisões, considerei por bem exonerar o senhor das funções de conselheiro especial para as quais havia sido nomeado”, acrescentou.
O Chefe de Estado pondera levar à justiça todos aqueles que, no âmbito deste processo, o têm insultado e caluniado na praça pública.
“Considero a possibilidade de apresentar queixa-crime contra entidades e pessoas que aproveitaram a situação para difamar, ofender e difundir informações falsas a meu respeito”, anunciou.
Sem mencionar diretamente pessoas ou instituições, Carlos Vila Nova respondeu também às acusações que o apontam como mentor da crise parlamentar, a qual culminou nas destituições da Presidente da Assembleia Nacional e dos juízes do Tribunal Constitucional.
“Estou preparado para essas situações. São questões de foro interno da Assembleia, às quais o Presidente da República, mesmo na qualidade de garante do bom funcionamento das instituições, não deve imiscuir-se”, sublinhou.
Questionado sobre uma eventual recandidatura, o Presidente da República optou, para já, por não esclarecer se pretende ou não disputar um novo mandato.
José Bouças