Américo Ramos afirma que o ADI atravessa um dos períodos mais conturbados da sua história recente, reação que surge após o adiamento do congresso inicialmente previsto para 4 de abril.
“Infelizmente, o ADI tem funcionado, nos últimos tempos, à moda do chefe. O Conselho Nacional de novembro também foi conduzido dessa forma, quando deveria ter sido precedido por uma comissão política estatutária, o que não aconteceu”, declarou.
O candidato à liderança do maior partido de São Tomé e Príncipe critica a condução dos processos internos, apontando falta de respeito pelos estatutos e decisões tomadas de forma unilateral.
“Toda a ação da direção do ADI tem sido feita à moda do chefe”, sublinhou.
Entre os principais pontos de discórdia está a alteração da lista de nomes para o Conselho Nacional, saída do último congresso.
“Assistimos à exclusão de membros que apoiam determinados candidatos e à inclusão de novos que manifestam apoio à direção atual”, frisou.
Perante este cenário, Américo Ramos garantiu que não participará na reunião do Conselho Nacional marcada para este sábado e anunciou recurso aos tribunais.
“Vou interpor uma providência cautelar, juntamente com um grupo de militantes, para não reconhecer este Conselho Nacional, porque fere grosseiramente os estatutos. Estamos a caminhar para um partido não democrático, num país de regime democrático”, destacou.
O candidato reafirma que a sua candidatura pretende repor o funcionamento democrático no interior do ADI.
José Bouças
Jose Rocha
27 de Março de 2026 at 17:58
Antes de tudo o Senhor Primeiro Ministro Americo Ramos deve preocupar-se com o povo , pois enfrentamos problemas de varias ordens, nomeadamente a falta de luz e agua e a degradação do país a todos os niveis e a seguir que o ocupe com os problemas internos do seu partido.