Agudiza-se a crise interna no seio do partido Ação Democrática Independente (ADI).
A direção do maior partido político de São Tomé e Príncipe apresentou na tarde desta sexta-feira, uma providência cautelar junto do Tribunal Constitucional, face à alegada intenção da ala liderada pelo atual Primeiro-Ministro, Américo Ramos, de avançar com a realização de um congresso extraordinário eletivo.
“Ouvimos dizer que têm intenções de realizar o congresso. Não sabemos quando nem o local. Estamos a alertar o Tribunal Constitucional para estancar, ou seja, impedir que essas ações avancem e evitar mais problemas. Somos vários militantes e pode haver agressões ou outros crimes. Estamos a pedir a colaboração do Tribunal Constitucional para que a democracia não seja manchada”, afirmou Alexandre Guadalupe, porta-voz da direção do ADI.
Guadalupe foi ainda mais incisivo: “Há quem diga que não querem que o ADI concorra às próximas eleições. É triste ver o maior partido do país impedido de exercer a sua atividade política normal. Eu acredito que essa gente tem um plano para acabar com o ADI”, acrescentou.
Este desenvolvimento surge na mesma semana em que o Conselho Nacional do partido decorreu num ambiente de forte tensão e fixou para 26 de julho a realização do próximo congresso.
José Bouças