A direção do ADI voltou a recorrer ao Tribunal Constitucional, apresentando uma providência cautelar destinada a impedir a validação do congresso que elegeu Américo Ramos, atual primeiro‑ministro de São Tomé e Príncipe, como presidente da maior força política do país.
A iniciativa partiu dos membros do Conselho Nacional, órgão que, segundo a direção, integra representantes de todos os distritos.
“Quando não há convocação dos membros do Conselho Nacional, não pode existir uma reunião magna que se chama congresso do partido”, afirmou Alexandre Guadalupe, porta‑voz do ADI.
O novo recurso surge depois de o Tribunal Constitucional ter rejeitado as deliberações do último Conselho Nacional, que havia marcado para 26 de julho a realização do congresso eletivo.
“Nós não vamos reconhecer a decisão do Tribunal Constitucional, ponto final. Vamos realizar o congresso conforme está previsto”, garantiu o porta‑voz.
Apesar do agravamento da crise interna, Alexandre Guadalupe admite que ainda há margem para entendimento entre as duas alas, numa tentativa de preservar a unidade do partido.
“Podemos encontrar um meio termo para regressarmos à mesma mesa com outros companheiros e alcançarmos um acordo interno, mas o tribunal não pode impor nem a nós, nem a eles”, sublinhou.
As atenções concentram‑se agora na decisão do Tribunal Constitucional, que deverá determinar se valida ou não o congresso que consagrou Américo Ramos como novo líder do ADI.
José Bouças