A principal central eléctrica do país localizada em Santo Amaro esteve na mira da primeira acção de campanha do candidato presidencial, o advogado Miques João.
Proibido de entrar nas instalações eléctrica, o candidato contestou a decisão da direcção da empresa de electricidade, que, no entanto, abriu as portas dos seus escritórios na cidade de São Tomé.
«Precisamos inaugurar uma nova era, a era da energia solar», afirmou. Para além da energia fotovoltaica, Miques João defendeu a construção de barragens hidroeléctricas, nomeadamente no rio Yô Grande , o mais caudaloso do país.
«Assim que chegarmos ao poder vamos materializar este projecto para sairmos da dependência da energia fóssil», assegurou Miques João.

Prometeu uma solução rápida para a problemática em torno da central térmica de São Tomé, que foi concedida à empresa TESLA – STP.
«No último caso confiscamos isso para dar energia a população», frisou.
Entre as 6 áreas de intervenção inscritas no seu projecto de sociedade, o candidato destacou a questão económica.
«Vamos mexer no salário. As pessoas que estão a receber milhões vamos cortar isso», declarou tendo realçado que se trata da política de justiça social.
Miques João faz parte do grupo de 4 candidatos às eleições presidenciais de 19 de julho. Para além de Carlos Vila Nova e Nito Abreu, há também o candidato Eugénio Tiny.
Abel Veiga